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Justiça condena réus por chacina em Cidreira com penas que ultrapassam 200 anos

Tribunal do Júri em Tramandaí considerou cinco acusados culpados por cinco homicídios e diversos crimes cometidos em abril de 2024

11 abr 2026 - 11h54
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Após dois dias de julgamento no Foro de Tramandaí, o Conselho de Sentença condenou, na noite desta sexta-feira (10), os cinco réus envolvidos na chacina que vitimou cinco pessoas em Cidreira, no Litoral Norte, há dois anos. As penas impostas pelo Juiz Gilberto Pinto Fontoura refletiram a gravidade extrema do caso, com as condenações mais altas chegando a 209 anos de reclusão. Quatro dos acusados permanecerão presos em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade, enquanto o quinto réu, condenado apenas por associação criminosa, teve a prisão preventiva revogada para cumprir a pena em regime semiaberto devido ao tempo já cumprido.

Foto: Freepik / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

O magistrado destacou a audácia e a frieza dos criminosos, que executaram as vítimas em plena luz do dia e em dois endereços distintos. A denúncia do Ministério Público, sustentada pelo Promotor André Luiz Tarouco Pinto, apontou que o grupo invadiu as residências motivado por disputas do tráfico de drogas, acreditando que os locais eram pontos de venda de uma facção rival. Além dos homicídios, os réus foram condenados por tentativas de homicídio, roubos majorados, destruição de cadáveres e incêndio — este último utilizado para ocultar provas e que gerou perigo real a toda a vizinhança, composta majoritariamente por casas de madeira.

Confira as sentenças individuais:

Jéferson da Silva Veiga e Cristiano Berger: 209 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Pablo Silva Souza da Silva: 164 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

Eduardo Matteo Torres: 140 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão.

Dionatan Freitas Vieira: 3 anos de reclusão (regime semiaberto).

A defesa dos réus, composta por advogadas e pela Defensoria Pública, poderá recorrer da decisão. O caso, que teve grande repercussão pela crueldade — incluindo a carbonização de corpos e o roubo de bens das vítimas —, encerra sua fase inicial no Judiciário gaúcho reafirmando o rigor contra crimes orquestrados por facções criminosas na região litorânea.

Porto Alegre 24 horas
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