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Jogadores da Bélgica dizem que 'raiva' e 'sentimento de injustiça' com caso Balogun motivaram vitória sobre os EUA

A seleção da Bélgica garantiu sua classificação para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 com uma vitória avassaladora por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, embalada por um forte sentimento de indignação que uniu o vestiário antes de a bola rolar

7 jul 2026 - 11h49
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A emocionante classificação belga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 teve um combustível extra nos bastidores do torneio mundial. Após superarem os norte-americanos com autoridade, os atletas da Bélgica revelaram que a polêmica decisão de liberar o atacante adversário serviu como a principal motivação para o confronto. O meio-campista Tielemans, que teve atuação de destaque no gramado, confirmou que o elenco transformou a revolta em energia competitiva para dar a resposta diretamente nas quatro linhas.

Matt Freese, dos Estados Unidos, reage após o terceiro gol da Bélgica, marcado por Hans Vanaken, da Bélgica, durante a partida das oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Estados Unidos e Bélgica
Matt Freese, dos Estados Unidos, reage após o terceiro gol da Bélgica, marcado por Hans Vanaken, da Bélgica, durante a partida das oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Estados Unidos e Bélgica
Foto: Luke Hales/Getty Images / Perfil Brasil
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O vestiário belga usou a revolta como combustível

A insatisfação do grupo surgiu logo após a entidade máxima do futebol retirar a suspensão automática do jogador rival, que havia recebido cartão vermelho no duelo anterior contra a Bósnia. "Não vou esconder: tivemos uma reunião quando recebemos a notícia, e dissemos que teríamos que responder em campo", afirmou Tielemans em entrevista coletiva divulgada pela agência AFP. O jogador de meio-campo ainda ressaltou o impacto psicológico da novidade no elenco europeu. "Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem a partida, algo que estava faltando a nós no início do torneio."

Quem também endossou o discurso de superação coletiva foi o volante Raskin na zona mista. Ele lamentou as interferências políticas que antecederam o jogo eliminatório e elogiou o foco dos companheiros. "Havia um sentimento de injustiça no grupo e tínhamos muita vontade de responder em campo", declarou o meio-campista aos repórteres presentes na cobertura do evento.

A postura do treinador diante da polêmica internacional

Por outro lado, o comandante técnico Rudi Garcia preferiu adotar uma postura mais pragmática publicamente, preferindo enaltecer a estratégia tática desenhada pela comissão técnica para anular os pontos fortes do adversário. Mesmo tendo ironizado o caso na véspera da partida, o treinador evitou colocar a polêmica como o fator determinante para o placar elástico construído no segundo tempo. "Havia 11 jogadores dos EUA do outro lado, e tanto faz quem estava em campo", afirmou o treinador segundo as informações publicadas pela agência AFP.

Apesar da frieza na entrevista oficial, o técnico protagonizou uma cena marcante ao consolar Balogun logo após o apito final. Ao ser questionado pelo periódico The New York Times, o profissional explicou os bastidores do abraço no gramado e revelou o respeito mútuo. "Ele veio falar comigo, e eu gostei disso. Não é culpa dele, ele não merece ser culpado por nada. Eu disse isso a ele", declarou Garcia.

Pressão política e os bastidores nos tribunais esportivos

Toda a controvérsia começou quando o atacante dos Estados Unidos recebeu o cartão vermelho em jogo apitado pelo juiz brasileiro Raphael Claus. O lance gerou forte mobilização dos dirigentes norte-americanos e envolveu até o mandatário da nação, Donald Trump, que acionou diretamente a alta cúpula esportiva para anular a punição do atleta.

O líder político confirmou publicamente os contatos com o mandatário Gianni Infantino para contestar a atuação da arbitragem da América do Sul. "Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: "Tivemos sorte". Foi algo muito interessante", afirmou o presidente norte-americano.

Em contrapartida, Gianni Infantino defendeu publicamente a governança interna e a lisura dos processos legais da entidade. "Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", afirmou Infantino em nota oficial distribuída para os veículos globais de comunicação. Nos bastidores, as falsas acusações que circularam nas redes sociais ligando o nome de Raphael Claus a esquemas de manipulação foram desmentidas oficialmente pelos comitês organizadores da competição.

Perfil Brasil
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