Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os mortos são uma criança de 11 anos e a mãe dela, ambos brasileiros, e também o pai, um libanês. Acompanhe o conflito.
Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano
Israel lança novos ataques no sul do Líbano apesar do cessar-fogo
Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep em meio a tensões no Estreito de Ormuz
Lucro da BP sobe 459% com a alta do petróleo
Irã envia aos EUA nova proposta para reabrir Estreito de Ormuz; Casa Branca confirma recebimento
Regime quer discutir programa nuclear só depois do fim da guerra e do bloqueio marítimo americano aos portos iranianos
Chefe do Hezbollah diz não reconhecer negociações entre Líbano e Israel
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, diz ver EUA "humilhados" em guerra contra o Irã; Trump rebate e diz que alemão "não tem ideia do que está falando"
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Três socorristas morrem e dois soldados libaneses são feridos em "ataque seletivo" de Israel
No que foi chamado de "ataque seletivo" de Israel pelo Exército do Líbano, dois soldados ficaram feridos e três socorristas da Defesa Civil foram mortos no sul do país nesta terça‑feira (28/04).
Foi a primeira vez que soldados libaneses foram feridos por forças israelenses desde a entrada em vigor do cessar‑fogo em 17 de abril.
Segundo um comunicado militar, os soldados participavam de uma operação de resgate na localidade de Majdal Zoun e estavam acompanhados da Defesa Civil quando foram atacados por Israel, que continua realizando bombardeios contra o grupo pró‑iraniano Hezbollah no sul do Líbano.
md/ra (AFP, ots)
Israel diz que sul do Líbano está recebendo "o mesmo tratamento que Gaza"
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (28/04) que o sul do Líbano "está recebendo o mesmo tratamento que a Faixa de Gaza", após uma operação militar na qual as Forças de Defesa de Israel (FDI) destruíram, segundo sua versão, uma infraestrutura subterrânea do Hezbollah na localidade de Qantara.
Em comunicado, Katz afirmou que, juntamente com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ordenou às tropas israelenses que ampliassem a destruição de "toda a infraestrutura terrorista na zona de segurança até a linha amarela (linha divisória atrás da qual as FDI estão posicionadas), tanto subterrânea quanto à superfície, assim como em Gaza".
Segundo a versão do ministro, a medida responde à falta de avanços do governo libanês no desarmamento do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano.
Nesta terça-feira, as FDI emitiram uma nova ordem de deslocamento dirigida à população libanesa, neste caso, de uma zona no sul do país que já havia sido evacuada anteriormente.
A troca de tiros entre Israel e Hezbollah tem continuado diariamente no Líbano, apesar da trégua em vigor.
A milícia xiita entrou no conflito regional após a operação conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã. A resposta israelense em território libanês já deixou mais de 2.300 mortos e outros mais de 7.500 feridos em sete semanas, segundo as autoridades libanesas.
md/ra (EFE, AFP)
Israel afirma ter desmantelado túneis do Hezbollah no sul do Líbano
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta terça-feira (28/04) ter localizado e desmantelado uma rede de túneis subterrâneos atribuídos ao grupo xiita libanês Hezbollah na região de Qantara, no sul do Líbano, em uma operação realizada nas últimas semanas.
De acordo com um comunicado, as FDI encontraram "dois túneis com um comprimento total de aproximadamente dois quilômetros, situados a cerca de 10 quilômetros de comunidades do norte de Israel".
As FDI afirmam que essas estruturas faziam parte de uma rede subterrânea maior, supostamente desenvolvida ao longo de anos com apoio do Irã.
Segundo o texto, dentro dos túneis foram encontrados "armas, reservatórios de água, alojamentos e equipamentos" que permitiriam aos combatentes permanecerem no subsolo por longos períodos. As FDI também informaram ter identificado pontos de acesso conectados a lançadores de foguetes apontados para o território israelense.
Israel afirma que esses túneis fazem parte de um plano do grupo libanês para se infiltrar no norte do país, com o objetivo de atacar militares e civis — alegações que não foram verificadas de forma independente.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que, junto com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, ordenou às tropas que ampliassem a destruição de "toda a infraestrutura terrorista até a linha amarela (a linha divisória atrás da qual as FDI estão posicionadas), tanto subterrânea quanto acima do solo, assim como em Gaza".
Novas ordens de evacuação
Apesar do cessar-fogo, as FDI voltaram a emitir uma nova onda de alertas de evacuação para cidades e vilarejos no sul do Líbano nesta terça-feira.
Em paralelo, o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, negou que o governo tenha "ambições territoriais no Líbano". "Nossa presença [...] serve a um único propósito: proteger nossos cidadãos", disse em entrevista coletiva. "Nenhum país estaria disposto a viver dessa forma, com uma arma apontada para sua cabeça."
"Em uma realidade em que o Hezbollah e outras organizações terroristas — incluindo grupos terroristas palestinos — sejam desmantelados, Israel não terá necessidade de manter sua presença nessas áreas", disse Saar.
Após o início do cessar-fogo, Israel estabeleceu a chamada "linha amarela", uma faixa de território libanês ao longo da fronteira com dez quilômetros de extensão.
Segundo a agência de notícias AFP, todas as áreas listadas para evacuação nesta terça parecem estar fora ou na fronteira da "linha amarela".
md/ra (EFE, AFP)
Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep em meio a tensões no Estreito de Ormuz
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28/04) sua retirada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo Opep e da aliança Opep+ a partir da próxima sexta-feira (1º/05), noticiou a agência de notícias oficial WAM.
A decisão é um duro golpe para a Opep e seu líder de facto, a Arábia Saudita, num momento de grave crise energética mundial devido à guerra no Irã.
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Israel lança novos ataques no sul do Líbano apesar do cessar-fogo
Israel voltou a bombardear nesta terça-feira (28/04) diversas áreas do sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, após ordenar a evacuação imediata de 16 aldeias localizadas abaixo do rio Litani.
Caças israelenses atacaram ao meio-dia localidades meridionais como Tebnine, Kafra, Jabal al Batoum e Khirbet Selm. Nesta última, causando a destruição de várias casas e estabelecimentos comerciais, segundo informou a agência de notícias libanesa ANN.
Por outro lado, um drone atingiu uma motocicleta que trafegava pela principal rodovia da costa, em direção a Naqoura, sem que as autoridades tenham confirmado, por enquanto, vítimas mortais em decorrência da ação.
Tebnine e Khirbet Selm estão entre as localidades que o Exército israelense ordenou evacuar nesta terça-feira, uma lista que inclui várias que já haviam sido atingidas nos últimos dias, em meio às violações diárias da interrupção das hostilidades por ambos os lados.
as (Efe)
Irã e EUA permitiram passagem de superiate russo pelo Estreito de Ormuz
Um superiate pertencente ao bilionário russo Alexey Mordashov conseguiu transitar pelo Estreito de Ormuz após passar por manutenção em Dubai porque nem o Irã nem os Estados Unidos se opuseram, disse uma pessoa próxima a Mordashov nesta terça-feira (28/04) à agência de notícias Reuters.
A embarcação de recreio de vários navegou no sábado pela importante via, que está no centro do conflito entre EUA e Irã e onde o tráfego está severamente restrito desde fevereiro.
Navegando sob bandeira russa, o iate, chamado Nord e avaliado em mais de 500 milhões de dólares, cruzou o estreito por uma rota aprovada, em conformidade com o direito marítimo internacional, disse essa pessoa anônima.
"O Irã não interferiu na movimentação do iate, pois trata-se de uma embarcação civil de um país amigo em trânsito pacífico. O lado americano também não questionou a movimentação do iate, já que ele não fez escala em portos iranianos e não tem nenhuma ligação com o Irã", disse.
as (Reuters)
Lucro da BP sobe 459% com a alta do petróleo
A empresa petrolífera BP anunciou nesta terça-feira (28/04) que seu lucro líquido no primeiro trimestre do ano atingiu 3,842 bilhões de dólares, um aumento de 459% em comparação com o mesmo período de 2025, devido à forte alta nos preços do petróleo bruto.
Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a empresa indicou que o lucro líquido no primeiro trimestre de 2025 havia atingido 687 milhões de dólares, mas a alta nos preços do petróleo bruto, em decorrência da guerra no Irã, impulsionou significativamente seus resultados.
O lucro antes dos impostos da BP atingiu 7,365 bilhões de dólares entre janeiro e março de 2026, ou 135% a mais do que no mesmo trimestre do ano passado.
as (Efe)
Itamaraty: Ataque de Israel mata mãe e filho brasileiros no Líbano
O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27/04) a morte de dois brasileiros no Líbano devido a um ataque israelense, que descreveu como "mais um exemplo" das "reiteradas e inaceitáveis" violações do cessar-fogo de 16 de abril.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, os mortos são uma criança de 11 anos e a mãe dela, ambos brasileiros, e também o pai, um libanês. Todos foram "vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel".
Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado, comunicou o Itamaraty, que afirmou que a família estava em casa, no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio.
O site de notícias G1 informou que a criança morta é um menino e que o filho mais velho do casal, também um menino, sobreviveu ao ataque.
Em entrevista à TV Globo, o tio dos meninos relatou que a família não morava mais na casa bombardeada, mas que foram até o local durante o cessar-fogo para retirar alguns pertences quando um bombardeio atingiu a casa.
O ministério da Saúde do Líbano comunicou nesta segunda-feira que ataques israelenses naquele dia no sul do país mataram quatro pessoas, incluindo uma mulher, e feriram 51, incluindo três crianças, apesar do cessar-fogo alcançado entre Israel e o Líbano. A imprensa libanesa noticiou vários ataques no sul do Líbano também no domingo.
De acordo com um levantamento da agência de notícias francesa AFP, com base nos números do Ministério da Saúde, ataques israelenses já mataram ao menos 40 pessoas no Líbano desde o início da frágil trégua.
as (OTS, Lusa, AFP)
Casa Branca confirma que discutiu proposta do Irã para encerrar guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta segunda-feira (27/04) com seus assessores de segurança para analisar uma proposta iraniana que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz e ao fim da guerra, informou a Casa Branca.
Questionada sobre o plano - que implicaria que tanto o Irã quanto os Estados Unidos suspenderiam seus bloqueios antes de retomar as conversas sobre o programa nuclear de Teerã -, a porta-voz Karoline Leavitt disse em entrevista coletiva na Casa Branca que "a proposta estava sendo discutida".
Ela se recusou a dizer se Trump aceitaria a proposta. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, porém, disse que a posição do Irã sobre Ormuz não atendia às exigências dos Estados Unidos.
gq (AFP)
Superiate ligado a bilionário russo atravessa Ormuz livremente apesar de bloqueio de Irã e EUA
Um superiate ligado ao bilionário russo sancionado Alexei Mordashov atravessou o Estreito de Ormuz no último sábado (25/04), segundo dados de navegação consultados pela agência de notícias Reuters. Trata-se de uma das poucas embarcações a transitar pela rota bloqueada pelo Irã em meio à guerra com os Estados Unidos.
O Nord - um iate de luxo de 142 metros de comprimento, avaliado em mais de 500 milhões de dólares (R$ 2,4 bilhões) - deixou uma marina em Dubai na tarde de sexta-feira, cruzou o estreito na manhã de sábado e chegou a Mascate, Omã, no início do domingo, de acordo com dados da plataforma MarineTraffic.
Não está claro como a embarcação de lazer obteve permissão para usar a rota, que em tese também está sob bloqueio americano. A ação americana veio em resposta à restrição pelo Irã, no início da guerra,do tráfego marítimo pelo estreito, que normalmente responde por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
Apenas algumas embarcações, principalmente navios mercantes, têm atravessado diariamente a via marítima na entrada do Golfo, enquanto Washington e Teerã mantêm um cessar-fogo instável. Isso representa apenas uma fração da média de 125 a 140 passagens diárias antes do início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro.
Rússia e Irã aumentam cooperação
Rússia e Irã são aliados de longa data e se aproximaram ainda mais nos últimos anos, inclusive por meio de um tratado firmado em 2025 que reforçou a cooperação em inteligência e segurança.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou à Rússia na segunda-feira para se encontrar com o presidente Vladimir Putin, após discussões com mediadores no Paquistão e em Omã no fim de semana.
Mordashov, conhecido por ser próximo de Putin, não figura oficialmente como proprietário do Nord. No entanto, dados de navegação e registros corporativos russos de 2025 mostram que a embarcação foi registrada em nome de uma empresa russa pertencente à sua esposa em 2022. Essa empresa é registrada na cidade russa de Cherepovets, onde também está registrada a siderúrgica Severstal, de Mordashov.
Mordashov esteve entre os russos sancionados pelos Estados Unidos e pela União Europeia após a invasão da Ucrânia pela Rússia, por seus vínculos com Putin.
Um dos maiores iates do mundo, o Nord tem 20 suítes, piscina, heliponto e um submarino, segundo a publicação especializada Superyacht Times.
gq/ra (Reuters)
Netanyahu adia novamente depoimento em julgamento por corrupção
O depoimento do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no julgamento por corrupção foi novamente adiado por motivos de segurança, noticiou a imprensa de Israel nesta segunda-feira.
O depoimento, que estava previsto para ser retomado após um adiamento relacionado com a guerra de Israel contra o Irã, foi suspenso uma hora antes do início, devido a "preocupações de segurança" alegadas pelo advogado, Amit Hadad.
De acordo com os meios de comunicação israelenses Canal 12 e Ynet, que citaram o advogado de Netanyahu, não foi ainda anunciada a nova data para a continuação do julgamento do primeiro-ministro.
Netanyahu solicitou formalmente um indulto ao presidente israelense, Isaac Herzog, em 30 de novembro do ano passado.
No domingo, Herzog afirmou que não vai analisar o pedido até que as tentativas de chegar a um acordo extrajudicial com a acusação se esgotem.
Antes da guerra com o Irã, Netanyahu comparecia em tribunal três vezes por semana para o julgamento dos casos de alegada corrupção em que está envolvido, o qual ele tenta adiar desde o seu início em 2024, alegando repetidamente ter reuniões diplomáticas de alto nível para participar ou questões a resolver relacionadas à ofensiva de suas tropas em Gaza, o que resultou em diversas ausências do tribunal.
Benjamin Netanyahu enfrenta três processos judiciais: dois casos por fraude e abuso de confiança, e um caso de corrupção considerado grave.
Este último relaciona-se com alegados favores concedidos pelo primeiro-ministro, quando ainda era ministro das Comunicações, ao empresário Shaul Elovich, que controlava a empresa de telecomunicações Bezeq e o portal Walla News, em troca de uma cobertura midiática favorável.
md (Lusa, AFP, EFE, DPA)
Israel anuncia novos ataques contra Hezbollah no Líbano, apesar da trégua
As Forças Armadas israelenses afirmaram que estão novamente bombardeando alvos do Hezbollah no Líbano, apesar de um cessar-fogo formalmente vigente.
Os militares israelenses informaram ter atacado infraestruturas no sul do Líbano e no leste do Vale do Bekaa — área que não havia sido alvo de ataques desde o início do cessar-fogo.
Fontes de segurança libanesas relataram intensos ataques aéreos contra locais considerados redutos do Hezbollah, sem relatos imediatos de vítimas.
Segundo essas fontes, também houve intensos ataques aéreos da Força Aérea Israelense em diversas localidades no sul do país.
Pelos termos do cessar-fogo, Israel pode se defender de ataques planejados, iminentes ou em curso, mas deve se abster de operações "ofensivas" contra alvos no país.
md/ra (DPA, Reuters)
Merz diz que os EUA estão "humilhados" em guerra contra o Irã
O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão sendo "humilhados" em sua guerra contra o Irã.
"Os americanos claramente não têm estratégia", declarou ele em evento na cidade de Marsberg, no oeste da Alemanha. "No momento, não vejo qual caminho estratégico os americanos escolherão, especialmente porque os iranianos estão negociando com muita habilidade - ou melhor, evitando negociar com muita habilidade." Ele acrescentou que "uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela chamada Guarda Revolucionária".
Merz reiterou que nem os alemães nem os europeus foram consultados no início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele já havia expressado seu ceticismo diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, em duas ocasiões. "Se eu soubesse que a situação continuaria assim por cinco ou seis semanas, piorando progressivamente, teria lhe dito isso com ainda mais veemência."
Ele acrescentou que, "como sabemos de guerras passadas, como as do Afeganistão e do Iraque, o problema sempre reside em como encerrar os conflitos". Portanto, a guerra contra o Irã foi, segundo ele, uma decisão equivocada. "Nesse sentido, espero que termine o mais rápido possível."
No entanto, Merz disse que não vê isso acontecendo tão cedo, "porque os iranianos são obviamente mais fortes do que o esperado, e os americanos claramente não têm uma estratégia realmente convincente nas negociações".
O chanceler falou de uma "situação bastante complicada" que está custando muito dinheiro à Alemanha e causando dificuldades econômicas. "Esta guerra contra o Irã tem um impacto direto em nossa produção econômica e, portanto, deve terminar o mais rápido possível", afirmou. A Alemanha e outros países europeus ofereceram assistência para o período posterior ao cessar-fogo.
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md (Reuters, DPA)
Chefe do Hezbollah diz não reconhecer negociações entre Líbano e Israel
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta segunda-feira que o grupo xiita libanês não reconhecerá as negociações diretas entre Líbano e Israel nem seus "resultados", ao mesmo tempo em que reiterou sua recusa em depor as armas, o principal objetivo israelense nas conversas de paz.
"Que fique claro: para nós, essas negociações diretas e seus resultados são como se nunca tivessem existido, e não nos importamos nem um pouco com elas. Continuaremos nossa resistência protetora em defesa do Líbano e de seu povo", declarou o clérigo xiita em comunicado.
"Não renunciaremos às nossas armas nem à nossa defesa", ressaltou, enquanto o governo libanês participa de um diálogo mediado por Washington e sem a participação do Hezbollah, apesar de ser a principal parte contendente do lado libanês.
Prorrogação da trégua
Até o momento, ambos os países realizaram duas reuniões em nível de embaixadores para estabelecer um cessar-fogo inicial de dez dias e, posteriormente, para prorrogá-lo por mais três semanas, até meados de maio, embora a medida esteja sendo violada diariamente com ataques de ambos os lados.
O Estado judeu busca, em última instância, o desarmamento do Hezbollah, enquanto o Líbano espera a retirada das tropas israelenses presentes no sul do país para avançar nas negociações com uma delegação de nível mais alto.
Qassem considerou que iniciar um diálogo com Israel representa uma "concessão gratuita, humilhante e desnecessária" e alertou que o Líbano não obterá nada "em troca".
"Rejeitamos categoricamente qualquer negociação direta, e que aqueles que detêm o poder saibam que seus atos não beneficiarão nem o Líbano nem a eles próprios. O que o inimigo israelo-americano quer deles não está em suas mãos", denunciou o secretário-geral.
Segundo o clérigo, o Estado deveria iniciar conversas "indiretas" com as autoridades israelenses, assim como uma iniciativa de diálogo interno entre os atores libaneses para chegar a um consenso sobre um roteiro que coloque em primeiro plano os interesses da nação.
O líder do movimento político e armado também pediu ao governo libanês que revogue sua decisão de ilegalizar as atividades militares do Hezbollah, medida aprovada no início da guerra, há dois meses, em resposta ao ataque contra Israel que desencadeou a violência.
O Conselho de Ministros do Líbano já havia encarregado o Exército de desarmar o grupo xiita em meados do ano passado, mas o processo avançou lentamente fora da faixa fronteiriça, onde o Hezbollah cessou voluntariamente suas atividades armadas.
md (EFE, ots)
Irã vê avanços e admite continuidade de negociações com EUA
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira que a visita deste fim de semana a Islamabad foi "muito boa" e que foram revisadas as "condições específicas" sob as quais "as negociações entre Irã e Estados Unidos podem continuar".
Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, o chefe da diplomacia persa, que já se encontra em São Petersburgo, disse que as condições de Teerã para as negociações "são muito importantes".
Araghchi, que chegou à Rússia após passar por Omã e Paquistão neste fim de semana, afirmou também que "a reunião desta segunda-feira (com o presidente russo, Vladimir Putin) será uma boa oportunidade para discutir a evolução da guerra e revisar a situação atual".
A Rússia é, ao lado da China, um dos principais aliados do Irã.
O chefe da diplomacia iraniana deixou Islamabad no sábado, após uma longa jornada de reuniões com altas autoridades militares e civis paquistanesas, sem aguardar a chegada dos enviados do governo dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, que inicialmente haviam anunciado sua viagem à capital do Paquistão para aquele dia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no último sábado que representantes iranianos fizeram uma nova oferta de negociação apenas dez minutos após ele ordenar o cancelamento da viagem de seus enviados especiais a Islamabad para dialogar com Teerã.
Segundo o portal Axios, o Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta de negociação para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, enquanto adia as negociações sobre o programa nuclear de Teerã para um momento posterior.
A oferta propõe que o cessar-fogo se estenderia por um longo período ou que ambas as partes concordariam com o fim definitivo da guerra e que as negociações nucleares começariam posteriormente, uma vez aberto o estreito e encerrado o bloqueio implementado por Washington sobre todos os navios que tentam chegar ou sair dos portos iranianos, segundo o Axios.
Em entrevista concedida à Fox News, Trump deu a entender que quer continuar com o bloqueio naval que está asfixiando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso obrigue Teerã a ceder nas próximas semanas.
md (EFE, ots)
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