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Israel aprova plano que divide Cisjordânia e acaba com Estado Palestino

20 ago 2025 - 10h57
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O governo de Israel autorizou nesta quarta-feira a construção de um assentamento na região central da Cisjordânia. O projeto, alvo de críticas internacionais, pode dividir o território em dois e comprometer a criação de um futuro Estado Palestino.

Village of Qurnet MuraI, Luxor
Village of Qurnet MuraI, Luxor
Foto: depositphotos.com / Cornfield / Perfil Brasil

O que prevê o plano

A proposta estabelece 3.500 apartamentos na área de E1, ao leste de Jerusalém. A medida foi aprovada pelo Comitê de Planejamento e Construção, segundo a imprensa local e a agência Associated Press.

O terreno já estava em "fase de construção" há mais de duas décadas, mas pressões externas suspenderam as obras em 2012. À época, governos dos Estados Unidos e aliados europeus se posicionaram contra o avanço. Caso não haja novo bloqueio, os trabalhos devem começar no próximo ano.

O projeto também separa Jerusalém Oriental do restante da Cisjordânia, o que especialistas consideram uma ameaça geográfica à existência de um Estado Palestino. Além disso, amplia o assentamento de Maale Adumim, onde vivem cerca de 37 mil pessoas.

Enterrar a ideia de um Estado Palestino?

Autoridades israelenses afirmam que a iniciativa é uma "resposta" ao reconhecimento internacional da Palestina. França e Reino Unido estão entre os países que manifestaram apoio à medida durante assembleia da ONU marcada para setembro.

O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, da ala de extrema-direita, declarou na quinta-feira que o assentamento "enterraria a ideia de um Estado Palestino", segundo a agência Reuters.

As críticas também partiram da ONU e do governo do Brasil, que em nota destacou que a "contínua presença de Israel no território palestino ocupado é ilícita" e que atividades de colonização devem "cessar imediatamente".

O anúncio ocorre em meio à espera de uma resposta do premiê Benjamin Netanyahu sobre proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito. O plano prevê libertação de reféns em duas etapas e já recebeu sinal verde do Hamas. Analistas, no entanto, avaliam como remota a chance de aceitação por parte de Israel até o fim de semana.

Perfil Brasil
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