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Irã intensifica ações no Estreito de Ormuz e afeta fluxo global de petróleo

Operações militares da Guarda Revolucionária e relatos de minas navais elevam a pressão na rota por onde circula 20% do comércio mundial de óleo bruto

12 mar 2026 - 22h45
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As forças militares do Irã ampliaram, nesta quinta-feira (12), as operações contra instalações petrolíferas e embarcações no Estreito de Ormuz. O movimento ocorre em meio a relatos de interceptações de drones e mísseis por países do Golfo e marca uma estratégia de controle sobre a via marítima, responsável pelo trânsito de um quinto do petróleo comercializado globalmente.

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz
Foto: Space Frontiers/Archive Photos/Hulton Archive/Getty Images / Perfil Brasil

De acordo com a agência marítima do Reino Unido (UKMTO), seis navios foram atingidos no Golfo Pérsico entre quarta e quinta-feira. O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou em pronunciamento na televisão estatal que o fechamento do estreito é mantido como ferramenta de pressão política e econômica.

Informações de inteligência dos Estados Unidos indicam que o Irã iniciou a instalação de minas navais no leito do estreito. Embora fontes ligadas à defesa norte-americana afirmem que a frota de barcos lançadores de minas permanece 80% operacional, o governo de Washington divergiu internamente sobre a extensão da ameaça, declarando em outro momento a destruição de parte dessas unidades.

A UKMTO, vinculada à Marinha Real Britânica, informou que ainda não possui evidências confirmadas de detonação ou implantação desses artefatos na via. Relatórios do Congresso dos EUA estimam que o arsenal iraniano possui entre 5.000 e 6.000 minas, incluindo modelos de contato (ancoradas), de fundo e minas-lapa, fixadas manualmente em cascos.

Especialistas do Washington Institute apontam que a frota da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) mantém sua capacidade funcional após 12 dias de ataques aéreos na região. A estratégia iraniana baseia-se na guerra assimétrica, utilizando uma combinação de:

  • Barcos suicidas com carga explosiva;

  • Baterias de mísseis em terra;

  • Drones subaquáticos.

Recentemente, a IRGC assumiu a responsabilidade por disparos contra o navio graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa. A explosão na sala de máquinas resultou no desaparecimento de três tripulantes. Em águas iraquianas, dois petroleiros registraram incêndios durante a madrugada de quarta-feira, com o registro de uma fatalidade. O governo de Teerã atribuiu as explosões ao uso de tecnologia de drones subaquáticos.

Perfil Brasil
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