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Irã afirma ter forçado recuo de navio dos EUA, que negam ataque

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 4/5/2026 às 11h35)
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Regime iraniano alega ter disparado dois mísseis contra fragata americana que navegava em Ormuz. Estados Unidos negam que navio foi atingido. Acompanhe o conflito.

EUA querem guiar navios presos no Estreito de Ormuz
EUA querem guiar navios presos no Estreito de Ormuz
Foto: DW / Deutsche Welle

Irã afirma ter feito disparos contra navio de guerra dos EUA em Ormuz, americanos negam

Irã estuda resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra

Alemanha pede que Irã reabra Estreito de Ormuz

Sobe para 2.679 o número de mortos no Líbano após dois meses de ofensiva israelense

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Tráfego marítimo em Ormuz não reage após EUA anunciarem esforços de liberação

Não houve sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (04/05), um dia após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos iniciariam esforços para liberar a navegação.

Apenas um navio-tanque entrou no Golfo de Omã, além de alguns cargueiros e uma embarcação de lançamento de cabos, segundo dados do site especializado MarineTraffic.

Por ora, predomina a falta de clareza sobre os procedimentos para uma passagem segura. A indústria naval não recebeu orientações sobre a operação dos EUA nem sobre seus objetivos, enquanto a situação geral de segurança permanecia inalterada, afirmou o Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO, na sigla em inglês), entidade que fornece alertas de segurança ao setor.

"Sem o consentimento do Irã para permitir que navios comerciais transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz, atualmente não está claro se a ameaça iraniana às embarcações pode ser reduzida ou neutralizada", disse Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos Estados Unidos, afirmou que o nível de ameaça à segurança marítima no estreito permanecia "crítico" e recomendou que os navegantes considerassem rotas pelas águas territoriais de Omã.

Já o Comando Central dos EUA disse que suas operações combinariam esforços diplomáticos com coordenação militar.

ht (Reuters)

Irã força recuo de navio de guerra dos EUA em Ormuz, diz mídia estatal

O Irã afirmou ter forçado um navio de guerra dos Estados Unidos a recuar no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (04/05). Um ataque de advertência teria sido realizado, de acordo com autoridades iranianas, o que o Comando Central dos EUA negou.

Segundo a mídia estatal, dois mísseis atingiram a embarcação perto da entrada sul à rota marítima, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Os Estados Unidos negaram que um dos seus navios de guerra tenha sido atingido. O Comando Central dos EUA disse que apoiava o "Projeto Liberdade" do presidente Donald Trump, cujo objetivo é guiar a saída de navios comerciais presos no Golfo durante a guerra contra o Irã.

Por ora, há poucos detalhes sobre o plano da Casa Branca para auxiliar estas embarcações e suas tripulações, que estão confinadas com recursos limitados, inclusive de alimentos. No domingo, Trump disse que aumentariam os esforços de liberação.

Em resposta, o Irã alertou petroleiros e navios comerciais a não fazerem nenhum movimento sem coordenação com suas forças armadas.

ht/cn (Reuters)

Irã estuda resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos para pôr fim à guerra

O Irãconfirmou neste domingo (03/05) que já recebeu, por meio do Paquistão, a resposta dos Estados Unidos sobre a proposta iraniana de 14 pontos destinada a pôr fim à guerra, e assegurou que analisa o conteúdo antes de emitir uma resposta oficial.

"A posição dos Estados Unidos sobre a proposta de Teerã chegou ao Irã através do Paquistão", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei, à emissora de televisão estatal.

O diplomata explicou que a postura americana "está sendo avaliada" e que, uma vez concluída a análise, o Irã apresentará sua resposta.

Baghaei insistiu que a proposta iraniana "está focada exclusivamente em pôr fim à guerra" e sublinhou que os assuntos relacionados ao programa nuclear não têm absolutamente nenhum lugar" nesse plano.

"O plano do Irã está condicionado exclusivamente ao fim da guerra. Nesta fase, não mantemos negociações nucleares", acrescentou.

O porta-voz da diplomacia iraniana também negou que o Irã tenha dado um prazo de 30 dias aos EUA para encerrar a guerra.

"O prazo de 30 dias é para estabelecer a maneira como o acordo de paz deve ser implementado", explicou.

Segundo informações divulgadas ontem à noite pela agência de notícias Tasnim, o Irã apresentou, através do Paquistão, um plano de 14 pontos centrado no fim definitivo da guerra.

Entre os pontos incluídos na proposta iraniana figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, a suspensão de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem à noite que revisaria "em breve" o plano enviado pelo Irã, embora tenha antecipado que "não pode imaginar que seja aceitável".

Horas depois, veículos vinculados à Guarda Revolucionária iraniana afirmaram que Trump está diante de uma escolha limitada entre uma operação militar "impossível" ou alcançar um "acordo ruim" com o Irã.

Irã e Estados Unidos realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad nos últimos dias 11 e 12 de abril, mas não alcançaram um acordo para encerrar o conflito e, desde então, não houve consenso para retomar as conversas. No entanto, ambas as partes prosseguiram com a troca de mensagens.

JPS (EFE)

Ataque a navio que passava por Ormuz não deixa feridos, diz portal de segurança marítima

Várias pequenas embarcações atacaram um navio graneleiro que navegava em direção ao norte do Estreito de Ormuz, segundo relatou neste domingo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), sem deixar nenhum ferido na tripulação ou causar danos ambientais.

"O capitão de um navio graneleiro que navegava para o norte informou ter sido atacado por várias embarcações pequenas. Toda a tripulação está a salvo e não foram reportados impactos ambientais", escreveu o UKMTO em sua página na internet.

O incidente ocorreu quando a embarcação se encontrava a 20 quilômetros da cidade de Sirik, no sudoeste do Irã.

O UKMTO, autoridade no setor de segurança marítima que informa sobre incidentes no mar, recebeu desde o dia 28 de fevereiro até ontem, 2 de maio, 41 relatórios de incidentes afetando navios que operam no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.

Após três semanas de cessar-fogo na guerra do Irã, tanto esse país quanto os Estados Unidos seguem mantendo um bloqueio seletivo do estreito, uma via estratégica para o tráfego de petróleo, gás e outras matérias-primas essenciais para a economia mundial.

Precisamente hoje, um "superpetroleiro" iraniano com mais de 1,9 milhão de barris de petróleo bruto a bordo, avaliados em cerca de US$ 220 milhões, conseguiu evadir o bloqueio dos Estados Unidos sobre o estreito, segundo divulgou o portal especializado TankerTrackers.

Enquanto isso, as conversas para alcançar um acordo de abertura da zona permanecem estagnadas e hoje o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, instou seu homólogo do Irã, Abbas Araghchi, a reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz.

jps (EFE)

Dois militares americanos desaparecem durante manobras no Marrocos

Dois militares americanos que participam dos exercícios militares "African Lion 2026" foram declarados desaparecidos na noite de sábado em uma zona de treinamento em Cap Draa, nas proximidades da cidade de Tan-Tan, no sul do Marrocos.

O Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM, com sede em Stuttgart, na Alemanha) informou neste domingo que as forças americanas, marroquinas e outros recursos vinculados ao African Lion iniciaram imediatamente operações coordenadas de busca e resgate, incluindo meios terrestres, aéreos e marítimos.

"Nossa prioridade são os membros do serviço envolvidos e suas famílias", diz a nota.

Por sua vez, as Forças Armadas Reais de Marrocos (FAR) detalharam em sua conta no Facebook que os militares desapareceram no sábado às 21h (hora local), em uma zona de penhascos em Cap Draa, e acrescentaram que foram abertas investigações para esclarecer as circunstâncias do incidente.

A atual edição dos exercícios militares African Lion, o maior treinamento anual na África liderado pelos Estados Unidos, começou em 20 de abril e será realizada até 8 de maio em várias localidades como Agadir, Tan-Tan, Benguerir, Taroudant, Tifnit e Dakhla, com a participação de mais de 40 países.

jps (EFE)

Exército israelense mata 1 palestino e fere outros 44 em incursões na Cisjordânia ocupada

O Exército de Israel matou neste domingo ao menos um palestino na cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada, e feriu outros 44, segundo informou o Crescente Vermelho sobre a incursão militar que continua em andamento.

A organização humanitária detalhou que, além da vítima fatal, de 26 anos, outras quatro pessoas sofreram ferimentos à bala e 40 foram afetadas pelo uso de gás lacrimogêneo por parte de Israel.

Dez dos feridos tiveram que ser transferidos para hospitais próximos, segundo o Crescente Vermelho palestino.

"Um menino de 12 anos ficou ferido no ombro por uma bala durante a incursão das forças de ocupação (israelenses) no centro de Nablus", havia relatado a organização minutos antes, em referência a um dos feridos, neste caso menor de idade.

As operações militares israelenses deste domingo não ocorreram apenas na província de Nablus, uma das mais afetadas por ataques de colonos judeus violentos protegidos pelos soldados e pela expansão de assentamentos - amparados em muitos casos pelo governo israelense -, apesar de atentarem contra o direito internacional, que considera a prática ocupação ilegal.

Segundo a agência de notícias palestina Wafa, o Exército israelense também realizou neste domingo uma série de incursões em várias cidades e aldeias ao norte de Tulkarem, igualmente na Cisjordânia ocupada, incluindo Saida, Attil, Ellar e Deir Al Ghusun.

Fontes locais citadas pela "Wafa" relataram que as tropas invadiram e revistaram dezenas de estabelecimentos comerciais e residências, causando danos e detendo dezenas de moradores.

As mesmas fontes acrescentaram que os detidos foram levados para casas tomadas pelo Exército após o desalojamento de seus habitantes, as quais "foram convertidas em postos militares e centros de interrogatório de campo".

Além disso, na cidade de Tulkarem, as forças israelenses sobrevoaram o centro com drones de vigilância, "lançando panfletos com ameaças e advertências aos residentes", acrescentou a Wafa.

jps (EFE)

Sobe para 2.679 o número de mortos no Líbano após dois meses de ofensiva israelense

O número de mortos pelos ataques israelenses iniciados em 2 de março contra o Líbano subiu para 2.679 até este domingo, após a contabilização de 20 óbitos registrados ontem, enquanto o total de feridos chegou a 8.229.

O anúncio foi feito pelo Centro de Operações de Emergência Sanitária, pertencente ao Ministério da Saúde Pública libanês, em um breve comunicado reproduzido pela agência de notícias "ANN", que acrescentou que 1.605 das mortes - o equivalente a 15% do total - são de mulheres.

O infográfico que acompanha o comunicado também aponta que 103 profissionais de saúde morreram durante a ofensiva israelense.

Apesar do cessar-fogo em vigor, Israel intensificou neste fim de semana suas ações contra o sul do Líbano, o que, além de causar vítimas, provocou a destruição de edifícios residenciais inteiros e danos graves em bairros completos. Este novo recrudescimento dos ataques elevou o número de mortos e de deslocamentos forçados.

Enquanto isso, o grupo xiita libanês Hezbollah continuou atacando tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel em resposta às ofensivas.

No último dia 17 de abril, entrou em vigor uma trégua que deve se estender pelo menos até meados de maio, com o objetivo de avançar em negociações mais profundas entre os dois países.

No entanto, o processo diplomático segue estagnado. O presidente libanês, Joseph Aoun, insiste em consolidar primeiro o cessar-fogo e interromper os ataques israelenses antes de prosseguir com as reuniões bilaterais entre representantes de Israel e do Líbano em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos.

JPS (EFE)

Pequim bloqueia sanções de Washington contra 5 empresas chinesas por vínculos com o Irã

A China anunciou o bloqueio da aplicação de sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas chinesas por seus supostos vínculos com o comércio de petróleo iraniano, por meio de uma ordem que proíbe pessoas e entidades do país de cumprir, reconhecer ou executar tais medidas.

O Ministério do Comércio chinês explicou que a ordem, conhecida como 'blocking ban', busca neutralizar dentro da China o efeito das sanções americanas, ao impedir que companhias ou indivíduos adiram a elas ou colaborem em sua aplicação.

Segundo o comunicado oficial, as medidas adotadas por Washington, que incluem a designação em listas de sanções, o congelamento de ativos e a proibição de transações, interferem nas atividades comerciais "normais" entre empresas chinesas e terceiros países, e vulneram "o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais".

A ordem se apoia no marco legal chinês contra a aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, desenvolvido nos últimos anos e reforçado recentemente em abril com novas normas que ampliam a capacidade de Pequim para neutralizar sanções adotadas por outros países.

As autoridades chinesas reiteraram sua oposição às sanções unilaterais sem respaldo das Nações Unidas e sublinharam que a medida não afeta o cumprimento de suas obrigações internacionais nem a proteção dos direitos das empresas estrangeiras no país.

A decisão ocorre depois de Washington sancionar na última semana dezenas de entidades e indivíduos por sua suposta participação em redes financeiras vinculadas ao petróleo iraniano, no âmbito de sua política de pressão sobre Teerã e em um momento de elevada tensão no Oriente Médio.

Entre as empresas afetadas figuram várias refinarias e grupos petroquímicos chineses, apontados pelos Estados Unidos por seu suposto papel na comercialização de petróleo bruto iraniano, um fluxo que Washington considera fundamental para o financiamento de atividades militares e de grupos aliados da república islâmica.

O movimento de Pequim coincide com a preocupação expressada pela China sobre o impacto do conflito no Oriente Médio na estabilidade energética global, com atenção especial ao Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o fornecimento de petróleo.

JPS (EFE)

Alemanha apela para que Irã reabra Ormuz e renuncie a armas atômicas

O ministro do Exterior da Alemanha, Johann Wadephul, apelou neste domingo (03/05) durante telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz e renuncie ao programa de armas nucleares.

"Salientei que a Alemanha apoia uma solução negociada", afirmou Wadephul em mensagem publicada na sua conta da rede social X.

Araghchi afirmou apenas que durante a chamada foram discutidos os recentes desenvolvimentos regionais e internacionais.

As autoridades iranianas apresentaram aos EUA uma proposta de nove pontos para "terminar a guerra" em 30 dias, informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.

Os Estados Unidos propuseram um cessar-fogo de dois meses, mas a resposta de Teerã visa resolver o conflito no prazo de um mês, com pontos-chave como as garantias de não-agressão, a retirada das forças americanas das proximidades do Irã, o fim do bloqueio naval e a libertação de bens iranianos congelados.

A proposta inclui ainda o pagamento de indenizações, a suspensão das sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como a implementação de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz, segundo a Tasnim.

md (Lusa, AFP)

Novos ataques israelenses no Líbano deixam 5 mortos e 11 feridos

Pelo menos cinco pessoas morreram, entre elas dois sírios e um egípcio, e outras 11 ficaram feridas em novos bombardeios lançados por Israel contra diferentes localidades do sul do Líbano, que se somam às mais de 2.600 vítimas fatais da ofensiva militar israelense no país vizinho em dois meses.

Segundo fontes oficiais libanesas, um ataque aéreo contra a localidade de Al Maalia, ao sul de Tiro, provocou a morte de dois operários sírios e um egípcio, enquanto em Haris, em Nabatieh, uma pessoa perdeu a vida após um projétil atingir sua motocicleta.

Por sua vez, o Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública informou em comunicado, que "um ataque israelense contra a localidade de Arab Salim, em Nabatieh, deixou um mártir e três feridos, entre eles uma criança".

O órgão indicou ainda que cinco pessoas ficaram feridas em ataques semelhantes contra a cidade de Srifa, em Tiro, incluindo quatro paramédicos da Autoridade Sanitária, que foram atingidos em uma ofensiva perto de seu centro de atendimento.

A agência oficial de notícias libanesa ANN afirmou que outras três pessoas sofreram ferimentos de gravidade variada em um ataque contra Safad al Batikh, também em Nabatieh, e relatou bombardeios e demolições em diversas outras localidades da parte meridional do território libanês.

Israel intensificou seus ataques contra o que afirma serem infraestruturas do grupo libanês xiita Hezbollah em distintas regiões libanesas, desde que a organização começou, no início de março, a lançar projéteis contra Israel em apoio ao Irã em sua guerra contra os Estados Unidos e Israel.

Esses bombardeios e a ofensiva terrestre do Exército israelense recrudesceram apesar do cessar-fogo anunciado pelos EUA, que entrou em vigor em 17 de abril, com o objetivo de avançar nas negociações de paz entre os dois países.

md (EFE, ots)

Opep+ anuncia aumento na produção de petróleo de 188 mil barris diários

Representantes de sete importantes produtores de petróleo da Opep+, reunidos este domingo (03/05) por vídeoconferência, anunciaram que a produção da aliança será aumentada em 188 mil barris diários (bd) a partir de junho.

Em comunicado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, entre eles a Rússia, destacaram que este "ajuste voluntário" soma-se à alta na extração anunciada em abril (206 mil bd), o que "reafirma seu compromisso com a estabilidade do mercado".

Os sete países reunidos são Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Argélia (todos da Opep), assim como Rússia, Omã e Cazaquistão.

"Os países continuarão monitorando e avaliando de perto as condições do mercado em seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade do mesmo", afirmou a nota do grupo.

A alta anunciada é apenas teórica, já que os produtores do Golfo Pérsico seguem sem poder exportar parte de seu petróleo devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra não resolvida entre Irã e Estados Unidos.

A próxima reunião fixada entre os sete grandes produtores foi anunciada para o dia 7 de junho, coincidindo com um encontro do chamado Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto (JMMC) da Opep+.

Trata-se do terceiro aumento consecutivo da produção este ano, anunciado apenas dois dias após a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da aliança.

Nas duas reuniões anteriores deste ano, foram pactuados aumentos de 206 mil barris diários, de modo que a alta de agora parece ser a mesma, subtraindo apenas a participação dos Emirados.

Devido à guerra do Irã e aos problemas no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo exportado, a produção acumulada de países da Opep caiu 27,5% em março.

Apenas alguns membros da Opep - em primeiro lugar a Arábia Saudita - têm capacidade ociosa para aumentar a produção.

Os Emirados, que estiveram em disputa com os sauditas durante anos pelas cotas de produção, esperam poder aumentar sua extração dos habituais 3,4 milhões para cerca de 5 milhões de barris diários assim que a situação no Golfo for estabilizada.

Diferente dos demais países do Golfo, a economia dos Emirados depende cada vez menos das receitas do petróleo.

Os preços da commodity subiram na última semana para novas máximas em quatro anos diante da falta de acordo entre Irã e Estados Unidos para pôr fim à guerra.

Muitos analistas temem que nas próximas semanas ocorra um sério corte de suprimentos de petróleo e produtos refinados, como o querosene, o que poderia impulsionar mais uma vez a inflação em muitos países industrializados.

md (EFE)

Irã: "Trump está entre operação impossível e acordo ruim"

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste domingo (03/05) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está diante de uma escolha limitada entre uma operação militar "impossível" ou alcançar um "acordo ruim" com o Irã.

"A margem de decisão dos Estados Unidos foi reduzida", declarou a inteligência da Guarda na rede social X, afirmando que "Trump tem que escolher entre uma operação militar impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã", depois que Teerã enviou uma proposta para um acordo de paz a Washington, sobre a qual Trump disse no sábado que revisará em breve, embora tenha sustentado que "não pode imaginar que seja aceitável".

O órgão militar iraniano também disse que o Irã estabeleceu um prazo para que as forças americanas suspendam o suposto bloqueio aos portos iranianos, embora não tenha detalhado a data limite nem oferecido mais informações sobre essa medida.

Segundo a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda, o Irã apresentou, por meio do Paquistão como país mediador, uma proposta de 14 pontos aos EUA para pôr fim definitivo à guerra que teve início no último dia 28 de fevereiro e que cessou após uma trégua estendida indefinidamente para dar margem às negociações de paz.

Entre os pontos incluídos na proposta figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, a suspensão de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, assim como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.

md (EFE, ots)

Trump: EUA tirarão "bem mais que 5 mil" soldados da Alemanha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado (03/05) que planeja retirar "muito mais de 5 mil" soldados americanos de suas bases na Alemanha, em meio às suas críticas aos aliados europeus por uma suposta falta de apoio na guerra contra o Irã.

"Vamos reduzir drasticamente e vamos cortar muito mais de 5 mil", disse Trump em declarações à imprensa na Flórida.

A afirmação também é interpretada como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o líder republicano de ter sido "humilhado" por Teerã nas negociações para alcançar um acordo final para o conflito.

Os comentários de Trump ocorrem um dia após funcionários de alto escalão do Pentágono anteciparem que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia ordenado a retirada de "aproximadamente 5 mil soldados da Alemanha".

A decisão foi atribuída às "necessidades e condições do teatro de operações", embora tenha coincidido com as tensões entre o governo Trump e seus aliados europeus, a quem o presidente recrimina por não terem ajudado no conflito no Irã.

Segundo fontes do Pentágono, "a retirada será concluída nos próximos seis a 12 meses".

md (EFE, ots)

Trump diz que Irã não pagou "preço alto o suficiente" e que revisará plano de paz de Teerã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que revisará em breve o plano enviado pelo Irã para acabar com a guerra, poucas horas após assegurar que as propostas iranianas não eram satisfatórias.

"Em breve revisarei o plano que o Irã acaba de nos enviar, mas não posso imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo durante os últimos 47 anos", escreveu o presidente americano na noite de sábado (03/05) em uma breve mensagem em sua rede social própria, a Truth Social.

A mensagem também foi divulgada pelos perfis da Casa Branca e do Departamento de Estado na rede social X.

Antes de escrever na Truth Social, Trump se pronunciou nos mesmos termos aos jornalistas ao confirmar que revisaria o citado plano.

"Explicaram-me o conceito do acordo. Eles me entregarão a redação exata agora", declarou o presidente americano à imprensa ao embarcar no Air Force One na Flórida, onde tem sua residência privada, rumo a Washington, segundo a emissora CNN.

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, o Irã apresentou, por meio de um mediador paquistanês, uma resposta à proposta de nove pontos dos Estados Unidos centrada no tema de "pôr fim à guerra".

Os Estados Unidos haviam solicitado em sua proposta um cessar-fogo de dois meses, mas o Irã ressaltou que as questões pendentes devem ser resolvidas em um prazo de 30 dias e que, em vez de focar na extensão da trégua, o processo deve se concentrar no "fim definitivo da guerra".

Entre os pontos incluídos na proposta iraniana de 14 itens figuram garantias de não agressão militar, a retirada de forças americanas do entorno do Irã, o levantamento do bloqueio naval, a liberação de ativos iranianos congelados, o pagamento de indenizações, o fim das sanções e o término da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, além de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.

O Irã aguarda uma resposta oficial dos Estados Unidos às suas propostas.

Enquanto isso, Trump demonstrou insatisfação nesta semana com o andamento das negociações com o Irã, embora mantenha vigente um cessar-fogo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, o que prejudica principalmente os aliados de Washington.

"Eles querem chegar a um acordo. Não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece", comentou Trump nesta sexta-feira na Casa Branca.

O presidente americano tem enviado mensagens confusas, assegurando que seu governo mantém conversas por via telefônica, ao mesmo tempo em que reitera não saber quem toma as decisões em Teerã porque a liderança estaria dizimada ou escondida após 40 dias de ataques que entraram em pausa no último dia 8 de abril.

md (EFE)

EUA dizem ter desviado 48 navios desde início de bloqueio naval contra o Irã

Autoridades dos EUA disseram neste sábado (04/05) que já desviaram um total de 48 navios desde o início do bloqueio naval imposto ao Irã.

"Nos últimos 20 dias, foram redirecionados 48 navios para garantir o cumprimento do bloqueio", informou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), num comunicado.

O texto publicado nas redes sociais é acompanhado por uma fotografia do navio USS New Orleans tirada no Mar Arábico "durante o bloqueio americano dos portos iranianos".

Este número representa um aumento de quatro embarcações em relação aos 44 navios que o próprio CENTCOM tinha indicado na sexta-feira passada, no comunicado anterior.

O bloqueio foi imposto em 13 de abril para impedir a passagem de embarcações iranianas pelo Estreito de Ormuz, em resposta às restrições impostas, por sua vez, por Teerã ao tráfego nesta via marítima estratégica.

jps (Lusa)

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