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Irã afirma que Estreito de Ormuz está liberado para travessia 'segura e estável' e diz ter neutralizado "agressor"

Marinha da Guarda Revolucionária confirma o fim das ameaças na via estratégica, enquanto os EUA suspendem o Projeto Liberdade

6 mai 2026 - 13h12
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A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou oficialmente a liberação do Estreito de Ormuz para a navegação comercial. O comunicado da corporação afirma que a passagem volta a ser considerada segura após a implementação de novos protocolos de tráfego marítimo. O estreito de Ormuz funciona como o ponto mais sensível do mercado global de energia, atuando como o principal canal de ligação entre os países produtores do Golfo Pérsico e os mercados internacionais. O tom adotado pelo governo iraniano foi mais ameno em comparação às declarações anteriores, quando o país havia ameaçado punir embarcações que transitassem pela região sem autorização prévia de Teerã.

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Abertura e novas diretrizes de segurança

No comunicado oficial, as autoridades iranianas declararam que a estabilidade foi retomada depois de as ameaças terem sido neutralizadas. A corporação expressou seu agradecimento aos operadores e armadores da região. O texto destaca: "Agradecemos aos capitães e proprietários de navios baseados no Golfo Pérsico e no mar de Omã pela cooperação na travessia do Estreito de Ormuz em conformidade com as normas do Irã e pela participação adequada das embarcações na segurança da navegação na região". A mensagem oficial também ressalta a continuidade dessa segurança. Conforme o texto: "Com o fim das ameaças dos invasores e diante de novos desdobramentos, será garantida a possibilidade de uma travessia segura e estável pelo estreito".

Decisões dos Estados Unidos e o acordo

A decisão iraniana de liberar o tráfego marítimo ocorreu logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão do Projeto Liberdade. O projeto havia sido iniciado dias antes para ajudar a guiar navios mercantes por Ormuz. O chefe de estado americano afirmou que a decisão de suspender a operação foi baseada em pedidos de vários países, incluindo o Paquistão. Ele atribuiu o sucesso da operação ao enorme sucesso militar e ao grande progresso em direção a um acordo diplomático. O presidente ressaltou que, se o Irã aceitar o novo acordo, o conflito chegará ao fim, mas advertiu que o cessar-fogo será rompido caso Teerã recuse os termos de Washington.

Impacto no mercado global de energia

A via marítima esteve bloqueada desde o início do conflito que começou no fim de fevereiro. Antes do início da guerra, o estreito era uma das principais rotas do comércio marítimo global. Por ali, transitava cerca de vinte por cento de todo o petróleo consumido no mundo. A retomada das operações representa um alívio para os mercados de energia, que dependem da estabilidade logística na região. A cooperação dos capitães e o cumprimento das regulamentações estabelecidas são considerados fatores determinantes para a segurança e para o escoamento contínuo dos recursos energéticos nos próximos meses.

Perfil Brasil
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