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Investigação revela que fundo da Reag recebeu R$ 1 bilhão de empresas ligadas ao PCC

18 mar 2026 - 14h39
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O mercado financeiro brasileiro enfrenta um novo capítulo de vigilância rigorosa após comunicados bancários enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, revelarem movimentações bilionárias sob suspeita. O Fundo de Investimento em Direito Creditório Gold Style, administrado pela Reag, tornou-se o centro de uma investigação que aponta o recebimento de R$ 1 bilhão proveniente de empresas que a Polícia Federal identifica como parte de um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Segundo os dados apurados, essas transações ocorreram entre os anos de 2023 e 2025, envolvendo cifras que acenderam alertas nas autoridades de controle e na Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado no Senado.

Coaf aponta que Fundo Gold Style recebeu R$ 1 bilhão de empresas investigadas por lavagem de dinheiro
Coaf aponta que Fundo Gold Style recebeu R$ 1 bilhão de empresas investigadas por lavagem de dinheiro
Foto: Reprodução/Instagram Reag / Perfil Brasil

Transações da Aster Petróleo sob análise do Coaf

Os documentos enviados à CPI detalham que, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, a Anbima, o fundo em questão é "administrado, controlado, gerido, custodiado e distribuído pela Reag". Esta administradora já havia sido mencionada pela Polícia Federal por possíveis envolvimentos em esquemas de fraudes no Banco Master. Dentro do montante bilionário que passou pela Gold Style, destaca-se o repasse de R$ 759,5 milhões efetuado pela Aster Petróleo. As investigações da Operação Carbono Oculto indicam que esta distribuidora de combustíveis seria "usada na engrenagem do grande esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos em todo o setor de combustíveis de oito estados brasileiros".

O papel das fintechs na movimentação financeira

Além do setor de combustíveis, o fluxo de capital envolveu instituições tecnológicas de pagamento. O fundo recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, descrita pelas investigações como "um dos núcleos financeiros usados pelo PCC para lavar dinheiro". Outros R$ 175 milhões vieram da Inovanti Instituição de Pagamento. Esta última é citada em comunicados bancários como uma "instituição que movimentou mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas pela Operação Carbono Oculto". A complexidade dos repasses demonstra como a estrutura do mercado financeiro pode ser explorada para ocultar a origem de recursos ilícitos por meio de fundos com cotistas específicos.

Investigação sobre a gestão e a Operação Compliance Zero

A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que investiga o Banco Master e que resultou em ações contra o banqueiro Daniel Vorcaro. A suspeita dos investigadores é que a empresa atuou na estruturação de uma "ciranda" de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos. Um comunicado feito pela própria Reag informou que a "Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos", empresa que teve Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, como diretor. O mecanismo de fundo com um único cotista é apontado como uma estratégia que "dificulta a identificação dos beneficiários finais desses recursos", facilitando, em tese, a ocultação de movimentações do crime organizado.

Perfil Brasil
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