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Intestino de Bolsonaro voltou a funcionar após piora

Médicos orientaram que o presidente continue em repouso e com visitas restritas

4 fev 2019
10h31
atualizado às 11h03
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Após piora no último sábado, 2, o intestino do presidente Jair Bolsonaro voltou a funcionar entre domingo e esta segunda-feira, 4, de acordo com a equipe médica que acompanha o presidente no Hospital Albert Einstein.

Por conta da cirurgia de retirada da bolsa colostomia, no último dia 28, os movimentos do intestino ficaram paralisados e chegaram a retomar na semana passada, situação que se reverteu no fim de semana e levou Bolsonaro a usar uma sonda nasogástrica para drenar líquido do estômago.

Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein
Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein
Foto: Twitter/Jair Bolsonaro / Estadão Conteúdo

"A cirurgia demorou nove horas, então o intestino fica paralisado alguns dias. Piorou um pouco de sexta para sábado, quando paralisou mais ainda, e agora voltou a funcionar. É uma evolução boa", disse o cirurgião Antonio Luiz Macedo ao Estadão/Broadcast Político.

As funções intestinais, no entanto, não foram retomadas completamente. Portanto, a alimentação oral continua suspensa e Bolsonaro recebe apenas hidratação pela veia. Além disso, os médicos orientaram que o presidente continue em repouso e com visitas restritas, afastando a possibilidade de audiências com ministros a partir desta segunda-feira, 4, como considerado por assessores na semana passada.

"É difícil porque começa a falar, engole muito ar e prejudica a função intestinal. Mais uns dias e ele poderá receber quantos ministros quiser, mas agora é um pouco cedo", afirmou Macedo. O médico disse ainda que é preciso esperar "um pouco mais" para se ter uma previsão de alta do hospital.

No quarto do hospital, ele está com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e com o filho Carlos Bolsonaro. Um boletim médico com informações sobre o quadro de saúde deve ser divulgado às 17h. Na sequência, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, concederá uma entrevista coletiva.

Tomografia tranquiliza presidente

O presidente se tranquilizou após a tomografia de abdômen, feita no domingo, ter descartado complicações cirúrgicas. O quadro afastou a necessidade de uma nova operação, de acordo com a assessoria do Planalto.

Auxiliares de Bolsonaro esperavam que ele tivesse alta nesta quarta-feira, 6. Uma semana após a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, no entanto, ele ainda não retomou as funções normais do intestino e está sem alimentação oral. Somente após a reversão desse quadro é que será possível deixar o hospital, dizem assessores.

Mensagem

Bolsonaro já autorizou o conteúdo da mensagem presidencial que será lida na abertura da sessão do Congresso Nacional, na tarde desta segunda-feira, 4. A mensagem será levada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e vai destacar a necessidade de uma reforma da Previdência, aprovação de uma lei anticrime e revisão da legislação que trata sobre a segurança de barragens.

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Estadão

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