Mariana Lanza
Rebeca Gusmão representou o Brasil em competições nacionais e internacionais, mas viu seu futuro na natação ir por água abaixo quando, em 2007, foi pega em um exame antidoping (o teste deu positivo para testosterona exógena - hormônio masculino não produzido pelo organismo) realizado durante os Jogos Pan-Americanos do Rio. Ela foi banida pela Federação Internacional de Natação (Fina) por ter sido considerada reincidente no caso, já que no ano anterior também tinha dado positivo em um teste feito no Troféu José Finkel.
Agora, decidiu candidatar-se a deputada distrital pelo PCdoB. Sua plataforma, obviamente, é o esporte. "Acho que muitas pessoas devem se perguntar: 'ah, mas ela foi banida do esporte, como quer defender o esporte?'. E o que falo pra todo mundo é que não fui banida. Eu fui injustiçada”, disse a atleta, dona do slogan “Juntos por uma Brasília campeã”.
Feliz com a receptividade dos eleitores nas ruas da capital, Rebeca promete lutar pelos direitos dos atletas no País. "Se eu for eleita, será uma vitória, porque sempre fiquei nas mãos dos políticos. Sei que vou poder mudar a vida de muitas pessoas aqui em Brasília, a vida de muitos atletas", afirmou a ex-nadadora, que trocou as piscinas por campos de futebol e ainda consagrou-se campeã mundial de supino. No entanto, a estudante do sexto semestre de educação física garante que vai abrir mão das competições esportivas se chegar à Câmara.
Em 45 minutos de entrevista, Rebeca também elogiou políticos e opinou sobre temas delicados, como a legalização do aborto e da maconha. "Muitas pessoas dizem que a maconha não faz mal à saúde, que ninguém nunca morreu por uso de maconha. Mas quantas crianças a gente perde por causa da venda de maconha, por causa do tráfico?"
Leia a entrevista na íntegra: