De que forma acha que pode contribuir para a política e para o desenvolvimento do esporte no País? Resolveu entrar para a política devido aos problemas de infraestrutura que tinha na época em que nadava?
Ser atleta no Brasil é complicado, em Brasília é mais difícil ainda, apesar de ser a capital. Ficamos sempre nas promessas. Na verdade, eu só consegui meu primeiro grande patrocínio quando voltei da Olimpíada (de Atenas, em 2004). Perdi vários treinos, várias tardes em gabinetes de deputados, em casa de governador, levando projetos e sempre falavam "a gente vai fazer", e nunca fizeram nada. Até um dos motivos de eu me candidatar é que cansei de ficar nessas promessas e vejo outros atletas nessa batalha. Eu quero mostrar que não falta verba, falta vontade.
Quando decidiu se candidatar, você disse que seu objetivo era limpar a sujeira plantada em Brasília. Que sujeira é essa?
No ano passado, teve aquele escândalo todo da Caixa de Pandora, do governador, do vice-governador, de outros deputados dentro da Câmara envolvidos em desvio de verbas, deputado colocando dinheiro na meia, na cueca, na bolsa... e isso fez com que o povo de Brasília ficasse desacreditado com a política. Temos que começar a mudar esse tipo de pensamento. Infelizmente, por algumas pessoas desonestas acabam manchando a política.