Você é a favor da legalização da maconha e do aborto?
Eu acho que são dois temas complexos. É muito difícil falar que é contra ou a favor do aborto, porque você vai contra princípios de religião e ao mesmo tempo contra princípios dos direitos humanos. Mas eu acho que existem situações em que a gente tem que pensar realmente no que é melhor para a pessoa. Se ela engravida após ser estuprada... uma criança de 10, 12 anos, eu acho um absurdo que dê à luz uma outra criança por esse meio. O que tem que haver são debates e eu acho que, até mesmo no meio religioso, tem que se haver um consenso com relação a isso, pois é um assunto muito delicado. Sem dúvida nenhuma, tem que existir leis para dizer quando o aborto pode e não pode acontecer. Quanto à legalização da maconha, acho que também não deixa de ser delicado. Muitas pessoas dizem que a maconha não faz mal à saúde, que ninguém nunca morreu por uso de maconha. Mas quantas crianças a gente perde por causa da venda de maconha, por causa do tráfico? Quantas pessoas têm que morrer para que a maconha chegue ao usuário? O que está sendo discutido não é se faz mal ou não, é quantas pessoas são envolvidas e acabam morrendo por causa disso.
Diversos ex-atletas resolveram se candidatar nesta eleição. Você acha que a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada no Brasil foi o que os motivou a entrar na política?
Não é o grande motivo, mas com certeza é um deles. Nós, que já vivenciamos competições como essas, queremos estar dentro para ajudar, até mesmo para dar oportunidade a futuros grandes atletas, futuros grandes talentos. Quando você tem pessoas da área dentro da Câmara, da secretaria ou do Ministério, fica mais fácil. Por já ter vivenciado isso, sei como é, o que é melhor, o que mais precisa, o que não precisa.