Influenciadores do bem já arrecadaram mais de R$22 milhões para transformar vidas pelo Vakinha
De tratamentos milionários a casas populares: como creators estão usando a internet para mobilizar solidariedade em massa Durante muito tempo, as redes sociais foram vistas apenas como espaço para entretenimento, trends e viralizações rápidas
De tratamentos milionários a casas populares: como creators estão usando a internet para mobilizar solidariedade em massa
Durante muito tempo, as redes sociais foram vistas apenas como espaço para entretenimento, trends e viralizações rápidas. Mas uma nova geração de creators brasileiros vem mostrando que alcance também pode significar impacto social real.
Juntos, influenciadores parceiros do Vakinha já ajudaram a arrecadar mais de R$ 22 milhões para campanhas solidárias que financiaram tratamentos médicos, cirurgias, medicamentos de alto custo, reconstrução de casas e apoio a famílias em situação extrema.
Entre os nomes que lideram esse movimento estão Ilan Kriger (O moço do Te Amo), Dinosonso, Will da Bondade e o projeto Gestos de Bondade.
Mais do que números, eles acumulam histórias de pessoas que encontraram na internet uma chance de recomeçar.
"Eu percebi que tinha ganhado um propósito", diz Ilan Kriger
Antes de produzir conteúdo social, Ilan Kriger criava vídeos sobre música e discotecagem. A virada aconteceu em 2022, quando começou a gravar ações simples nas ruas.
O momento decisivo veio após conhecer Dona Vicentina, uma senhora que vendia panos de prato depois de perder o filho e a nora. Sensibilizado, Ilan comprou todo o estoque dela. Quando publicou o vídeo, os seguidores começaram a pedir uma vaquinha para ajudá-la.
"Ali eu percebi que estava ganhando muito mais do que curtidas. Eu tinha ganhado um propósito", conta.
Desde então, Ilan passou a mobilizar campanhas que já arrecadaram centenas de milhares de reais. Uma das histórias mais marcantes foi a de Seu Ezequiel, que conseguiu realizar o sonho da casa própria após uma grande mobilização online.
"Tem gente que me encontra na rua e fala: 'tem um tijolinho meu lá na casa do Seu Ezequiel'. Acho que isso é o mais bonito", afirma.
Creator infantil virou referência em campanhas solidárias
O influenciador Dinosonso começou na internet com um personagem infantil: um fantoche de dinossauro. Mas, durante a pandemia, decidiu usar a audiência para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.
"Eu vi um pessoal trabalhando no semáforo e senti no coração vontade de ajudar", relembra.
Hoje, o creator participa de campanhas para tratamentos no exterior, cirurgias complexas e medicamentos de alto custo. Segundo ele, algumas histórias mudaram completamente sua vida.
Uma delas foi a campanha do Lucas, criança que precisava viajar para a Itália em busca de tratamento médico.
"Depois ver a família indo para a Itália, ele fazendo tratamento, você vê a melhora do antes e do depois… isso não tem preço", diz.
"Ajudar é devolver dignidade", afirma Will da Bondade
Outro nome que ganhou destaque nas campanhas sociais foi Will da Bondade.
Ele afirma que o trabalho nasceu da própria vivência com dificuldades financeiras e ausência de apoio.
"Eu sabia o que era precisar e não ter ninguém", conta.
Para Will, o impacto das campanhas vai além da arrecadação financeira.
"Ajudar não é só dar algo. É devolver dignidade, reacender esperança e lembrar alguém que ela não está sozinha."
Segundo ele, o maior retorno é ver pessoas recuperando a vontade de viver.
"Não é sobre dinheiro. É sobre olhar para alguém que estava sem saída e ver ela sorrindo de novo."
Gestos de Bondade já ajudou mais de 80 mil famílias
O projeto Gestos de Bondade nasceu no auge da pandemia, quando os criadores começaram a receber pedidos de ajuda pelas redes sociais.
"O que era para ser algo temporário passou a ser nossa missão de vida", afirmam.
Hoje, o projeto se tornou uma das maiores comunidades de solidariedade digital do país e já participou da transformação de mais de 80 mil famílias.
"Cada história, cada família, cada sonho realizado é o que faz a gente continuar", relatam.
A ascensão da "influência do bem"
O crescimento desse tipo de conteúdo revela uma mudança importante na forma como parte dos brasileiros consome redes sociais.
Em vez de apenas acompanhar entretenimento, milhões de pessoas passaram a participar ativamente de campanhas solidárias, contribuindo financeiramente, compartilhando histórias e criando correntes de apoio coletivo.
Para os creators, a força dessas campanhas está justamente na mobilização comunitária.
"Esse dinheiro não é meu, é nosso. Cada real carregou esperança", resume Will da Bondade.
Em tempos de algoritmos acelerados e conteúdos descartáveis, histórias reais de solidariedade vêm provando que a internet também pode ser um espaço de acolhimento e, em muitos casos, a diferença entre desistir e recomeçar.
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