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Inadimplência de aluguel registra alta em Pernambuco em agosto, aponta plataforma

Levantamento mostra diferenças entre regiões, tipos de imóveis e faixas de preço; estado apresenta recuo na comparação com o ano passado.

2 out 2026 - 16h54
(atualizado às 17h19)
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Resumo
A inadimplência no aluguel em Pernambuco subiu para 4,38% em agosto, mantendo o estado acima da média nacional de 3,11%, segundo a Superlógica. No cenário macro, o Nordeste liderou o índice regional com 5,07%, puxado pelo setor comercial (6,92%). Em âmbito nacional, contratos populares de até R$ 1 mil concentram os maiores atrasos, embora os residenciais acima de R$ 13 mil tenham tido a maior alta mensal, cenário impulsionado pelo aperto orçamentário decorrente do custo de vida, juros e inflação.

A inadimplência do aluguel em Pernambuco chegou a 4,38% em agosto, após registrar 4,23% em julho. A alta de 0,15 ponto percentual manteve o estado acima da média brasileira, de 3,11%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.

O Nordeste manteve a maior inadimplência de aluguel entre as regiões brasileiras.
O Nordeste manteve a maior inadimplência de aluguel entre as regiões brasileiras.
Foto: Freepik / Portal de Prefeitura

Apesar do aumento mensal, o resultado ficou abaixo do registrado em agosto de 2025, quando a taxa pernambucana era de 4,87%. Na comparação anual, houve redução de 0,49 ponto percentual.

O levantamento utiliza dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários. Os resultados permitem acompanhar diferenças entre regiões, categorias de imóveis e valores cobrados nos contratos de aluguel.

Nordeste tem a maior taxa regional

O Nordeste manteve a maior inadimplência entre as regiões brasileiras, posição que ocupa desde fevereiro. A taxa regional passou de 4,88% em julho para 5,07% em agosto, avanço de 0,19 ponto percentual.

O Norte apresentou o segundo maior índice, com 4,35%. Na outra ponta, o Centro-Oeste foi a única região a registrar queda no período e assumiu a menor taxa do país, com 2,60%.

Região Julho de 2026 Agosto de 2026
Nordeste 4,88% 5,07%
Norte 4,04% 4,35%
Sudeste 2,78% 2,86%
Sul 2,67% 2,70%
Centro-Oeste 2,80% 2,60%

Dentro do Nordeste, os imóveis comerciais apresentaram a maior inadimplência, de 6,92%, embora tenham recuado em relação aos 7,18% de julho.

Entre as casas, a taxa regional aumentou de 5,59% para 6%. Nos apartamentos, passou de 3,44% para 3,87%.

Aluguéis de até R$ 1 mil concentram maiores índices

No recorte nacional por valor, os aluguéis de até R$ 1 mil tiveram as maiores taxas de inadimplência tanto entre imóveis residenciais quanto comerciais.

Nos comerciais dessa faixa, o indicador atingiu 7,65%, com alta mensal de 0,38 ponto percentual. Nos residenciais, chegou a 6,13%, avanço de 0,14 ponto percentual.

Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, relaciona esse resultado à maior vulnerabilidade financeira de famílias de menor renda e de micro e pequenas empresas diante do custo de vida.

O executivo também aponta inflação e juros como fatores que podem comprometer o orçamento dos inquilinos. A avaliação acompanha o levantamento, mas os dados apresentados não medem isoladamente o impacto de cada fator sobre os atrasos.

Faixas mais caras também tiveram aumento

A maior alta entre os imóveis residenciais ocorreu nos contratos acima de R$ 13 mil. A inadimplência passou de 4,84% em julho para 5,96% em agosto, aumento de 1,12 ponto percentual.

Nos imóveis comerciais dessa mesma faixa, houve uma pequena redução: a taxa caiu 0,05 ponto percentual e encerrou agosto em 4,50%.

Os menores índices por faixa de aluguel foram registrados nos imóveis residenciais entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, com 1,64%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,48%.

Considerando todas as faixas de preço no país, a inadimplência dos imóveis comerciais ficou em 4,22%. Nas casas, foi de 3,30%, enquanto os apartamentos registraram 2,13%.

Portal de Prefeitura
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