Inadimplência de aluguel registra alta em Pernambuco em agosto, aponta plataforma
Levantamento mostra diferenças entre regiões, tipos de imóveis e faixas de preço; estado apresenta recuo na comparação com o ano passado.
A inadimplência no aluguel em Pernambuco subiu para 4,38% em agosto, mantendo o estado acima da média nacional de 3,11%, segundo a Superlógica. No cenário macro, o Nordeste liderou o índice regional com 5,07%, puxado pelo setor comercial (6,92%). Em âmbito nacional, contratos populares de até R$ 1 mil concentram os maiores atrasos, embora os residenciais acima de R$ 13 mil tenham tido a maior alta mensal, cenário impulsionado pelo aperto orçamentário decorrente do custo de vida, juros e inflação.
A inadimplência do aluguel em Pernambuco chegou a 4,38% em agosto, após registrar 4,23% em julho. A alta de 0,15 ponto percentual manteve o estado acima da média brasileira, de 3,11%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica.
Apesar do aumento mensal, o resultado ficou abaixo do registrado em agosto de 2025, quando a taxa pernambucana era de 4,87%. Na comparação anual, houve redução de 0,49 ponto percentual.
O levantamento utiliza dados anonimizados de mais de 1 milhão de locatários. Os resultados permitem acompanhar diferenças entre regiões, categorias de imóveis e valores cobrados nos contratos de aluguel.
Nordeste tem a maior taxa regional
O Nordeste manteve a maior inadimplência entre as regiões brasileiras, posição que ocupa desde fevereiro. A taxa regional passou de 4,88% em julho para 5,07% em agosto, avanço de 0,19 ponto percentual.
O Norte apresentou o segundo maior índice, com 4,35%. Na outra ponta, o Centro-Oeste foi a única região a registrar queda no período e assumiu a menor taxa do país, com 2,60%.
| Região | Julho de 2026 | Agosto de 2026 |
|---|---|---|
| Nordeste | 4,88% | 5,07% |
| Norte | 4,04% | 4,35% |
| Sudeste | 2,78% | 2,86% |
| Sul | 2,67% | 2,70% |
| Centro-Oeste | 2,80% | 2,60% |
Dentro do Nordeste, os imóveis comerciais apresentaram a maior inadimplência, de 6,92%, embora tenham recuado em relação aos 7,18% de julho.
Entre as casas, a taxa regional aumentou de 5,59% para 6%. Nos apartamentos, passou de 3,44% para 3,87%.
Aluguéis de até R$ 1 mil concentram maiores índices
No recorte nacional por valor, os aluguéis de até R$ 1 mil tiveram as maiores taxas de inadimplência tanto entre imóveis residenciais quanto comerciais.
Nos comerciais dessa faixa, o indicador atingiu 7,65%, com alta mensal de 0,38 ponto percentual. Nos residenciais, chegou a 6,13%, avanço de 0,14 ponto percentual.
Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, relaciona esse resultado à maior vulnerabilidade financeira de famílias de menor renda e de micro e pequenas empresas diante do custo de vida.
O executivo também aponta inflação e juros como fatores que podem comprometer o orçamento dos inquilinos. A avaliação acompanha o levantamento, mas os dados apresentados não medem isoladamente o impacto de cada fator sobre os atrasos.
Faixas mais caras também tiveram aumento
A maior alta entre os imóveis residenciais ocorreu nos contratos acima de R$ 13 mil. A inadimplência passou de 4,84% em julho para 5,96% em agosto, aumento de 1,12 ponto percentual.
Nos imóveis comerciais dessa mesma faixa, houve uma pequena redução: a taxa caiu 0,05 ponto percentual e encerrou agosto em 4,50%.
Os menores índices por faixa de aluguel foram registrados nos imóveis residenciais entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, com 1,64%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,48%.
Considerando todas as faixas de preço no país, a inadimplência dos imóveis comerciais ficou em 4,22%. Nas casas, foi de 3,30%, enquanto os apartamentos registraram 2,13%.
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