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Ibama resgata mais de 400 aves e detém 24 suspeitos de tráfico em Pernambuco

Drones e ações de inteligência foram utilizados para monitorar vendedores em dois pontos tradicionais do Agreste do estado.

5 set 2026 - 15h19
(atualizado às 15h58)
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Resumo
Em operação contra o tráfico de animais silvestres no Agreste de Pernambuco, o Ibama resgatou mais de 400 aves e deteve 24 suspeitos nas feiras livres de Caruaru e Gravatá. A ação mobilizou 87 agentes com suporte de drones e inteligência. As aves estavam feridas, sem água e comida. Os detidos atuavam em várias etapas da cadeia criminosa, incluindo vendas em plataformas digitais. Caruaru é ponto central desse comércio ilegal, que prevê penas de detenção e multa aos envolvidos.

Uma operação contra o comércio ilegal de animais silvestres resgatou mais de 400 aves e deteve ao menos 24 suspeitos na manhã deste sábado, 5 de setembro, no Agreste de Pernambuco. A fiscalização ocorreu em feiras livres de Caruaru e Gravatá.

Operação encontrou aves feridas e sem água e comida em Caruaru.
Operação encontrou aves feridas e sem água e comida em Caruaru.
Foto: Reprodução/g1 / Portal de Prefeitura

A ação foi coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e mobilizou 87 agentes. Os nomes das pessoas abordadas não foram divulgados.

Os suspeitos são apontados como integrantes de diferentes etapas da cadeia do tráfico de animais silvestres no interior do estado. Após as abordagens, os 24 detidos foram encaminhados à Delegacia Seccional de Caruaru, onde foram adotados os procedimentos legais.

Aves estavam sem água e comida

Durante a fiscalização, os agentes encontraram pássaros mantidos em gaiolas apertadas, sem acesso adequado a água e alimentação. Alguns apresentavam ferimentos e precisaram receber atendimento veterinário.

As autoridades também utilizaram drones, ações de inteligência e monitoramento prévio para acompanhar a movimentação dos alvos e identificar os locais onde os animais eram comercializados.

Caruaru é considerada um dos principais pontos do comércio ilegal de animais silvestres no Nordeste. As feiras livres continuam sendo usadas para a venda, mas as investigações indicam que parte da atividade também migrou para grupos e plataformas digitais.

Alguns dos suspeitos identificados seriam responsáveis por administrar grupos virtuais utilizados para anunciar, negociar e vender os animais ilegalmente.

Comércio ilegal começa com a captura

A cadeia criminosa envolve desde a retirada dos animais da natureza até o transporte, a manutenção em cativeiro e a venda ao consumidor. As condições inadequadas de armazenamento e deslocamento podem causar ferimentos, desidratação e morte.

A compra, venda ou manutenção de animais silvestres sem autorização e comprovação de origem também pode configurar crime ambiental. A legislação prevê detenção de seis meses a um ano, além da aplicação de multa.

Apreensões aumentam em Pernambuco

A operação ocorre poucas semanas depois de 584 animais silvestres serem encontrados dentro de um veículo na BR-423, em Iati. Na ocasião, foram resgatados 555 pássaros e 29 jabutis.

Entre janeiro e agosto de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 1.101 animais silvestres nas rodovias de Pernambuco. Em todo o ano de 2025, foram 1.594 animais retirados de situações ilegais.

Portal de Prefeitura
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