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Helô, 5 anos: câncer avança e o tempo corre

Se pudesse escolher qualquer pedido, Aline já sabe qual faria

6 abr 2026 - 15h39
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Se pudesse escolher qualquer pedido, Aline já sabe qual faria.

"Se eu tivesse cinco minutos com Jesus, eu pediria a cura da minha filha."

Ela não diz isso chorando.

A frase sai baixa, firme, como quem já repetiu esse pensamento muitas vezes em silêncio.

O aniversário de princesa e o que veio depois

No último aniversário, Helô quis ser Branca de Neve.

Vestido rodado, laço no cabelo, maquiagem leve. Sorriso fácil.

Durante algumas horas, tudo parecia caber no lugar certo: uma criança de 5 anos vivendo a própria festa.

As fotos guardam esse instante.

Mas o dia seguinte trouxe de volta a rotina que já não combina com a infância.

Foto: Redes sociais/ Helô, de Branca de Neve, no seu aniversário
Foto: Redes sociais/ Helô, de Branca de Neve, no seu aniversário
Foto: Vakinha / Vakinha

Quando o hospital vira parte da vida

O diagnóstico veio cedo, aos 20 meses: nefroblastoma, um tumor renal infantil.

Desde então, a vida passou a ser medida por consultas, ciclos de quimioterapia e períodos de internação.

A primeira cirurgia retirou o tumor e o rim direito, no Hospital do Câncer de Londrina.

Houve alívio e expectativa, mas a doença não ficou no passado.

A recidiva que mudou o rumo

O câncer voltou em pouco tempo e com outra intensidade.

Novos focos surgiram na região abdominal, próximos ao fígado. Depois, no pulmão.

Cada nova intervenção vinha acompanhada de uma pergunta silenciosa: até quando?

Em dezembro de 2025, já em Curitiba, no Hospital Pequeno Príncipe, Helô enfrentou mais uma cirurgia.

Nem tudo pôde ser removido.

A classificação anaplásica trouxe um dado difícil de ignorar: trata-se de um tumor mais agressivo, com menor resposta aos tratamentos convencionais.

Quando o tratamento deixa de responder

A decisão médica veio como um marco e o tratamento foi interrompido.

Helô passou a receber cuidados paliativos.

Na prática, isso reorganiza o tempo. A rotina muda, as prioridades também.

Cada escolha ganha peso. Cada dia passa a contar de um jeito diferente.

Uma nova tentativa em outro caminho

A família decidiu continuar buscando alternativas.

Entre pesquisas e conversas, encontrou em São Paulo uma possibilidade de tratamento integrativo e personalizado.

Não há garantias.

Há, sobretudo, uma tentativa de abrir caminho onde antes parecia não haver mais.

O custo da tentativa

Para dar início a essa nova etapa, o valor estimado gira em torno de R$ 200 mil.

A isso se somam despesas inevitáveis: deslocamentos, hospedagem, consultas, terapias e cuidados contínuos.

Uma conta que cresce rápido — e que ultrapassa o que a família consegue sustentar sozinha.

Entre o que é agora e o que ainda pode ser

Helô segue em tratamento, cercada pela família.

Há dias difíceis. Há dias mais leves.

Entre um e outro, ainda existem momentos que lembram o que deveria ser cotidiano: brincar, conversar, imaginar coisas simples.

A doença ocupa espaço, mas não leva tudo. 

Mas não leva tudo.

Uma história que precisa de mais tempo

A campanha foi criada para viabilizar essa nova tentativa.

Para transformar uma possibilidade em algo concreto. E, principalmente, para que a Helô possa continuar sendo criança. 

Vakinha
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