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GWM testa no Brasil caminhões a hidrogênio que soltam só água no escapamento

Marca chinesa traz modelos de vários portes para testes no País com meta de emissão zero de poluentes

31 jul 2026 - 10h12
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O hidrogênio é uma das alternativas energéticas para a tão falada descarbonização do transporte em todo o mundo. A tecnologia que usa células a combustível com este elemento, no entanto, é complexa. Ainda assim, a GWM quer introduzir a solução no mercado brasileiro.

Recentemente, a empresa trouxe para o País alguns modelos de caminhões movidos a célula a combustível para testes, totalizando uma pré-venda experimental de R$ 20 milhões com sete clientes que não foram revelados. Segundo a empresa, a meta para o ano que vem é faturar R$ 200 milhões com modelos com a solução.

Caminhões do tipo VUC (veículo urbano de carga) estão entre os modelos a hidrogênio testados pela GMW no Brasil.
Caminhões do tipo VUC (veículo urbano de carga) estão entre os modelos a hidrogênio testados pela GMW no Brasil.
Foto: Divulgação / Estadão

Como são os caminhões a hidrogênio da GWM

A montadora chinesa não informou a quantidade de veículos ou o preço dos modelos, mas são caminhões de diferentes categorias: veículo urbano de carga, aqueles leves que fazem entregas nas cidades, caminhão para a coleta e a compactação de lixo, modelo de 18 toneladas para cargas industriais e cavalo mecânico extrapesado com 49 toneladas de capacidade.

"O perfil das empresas que têm procurado a GWM para o fornecimento de caminhões movidos a hidrogênio em célula a combustível é bastante variado. Estes clientes estão distribuídos em segmentos como o agronegócio, para a descarbonização de suas operações, empresas que produzem biometano, empresas de coleta de lixo urbano, entre outras. O Brasil é um dos países com maior potencial para a produção de hidrogênio no mundo e é por isso que estamos trazendo esta tecnologia para cá", diz Davi Lopes, head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.

Segundo Lopes, a companhia tem mais de 20 modelos de caminhões movidos a hidrogênio em célula a combustível homologados e em comercialização na Ásia. "Isso nos abre grandes possibilidades para atendermos à necessidade específica dos clientes brasileiros."

Ele detalha: "Estamos testando o mercado brasileiro para que a GWM Truck venha para o país viabilizar seu negócio".

O que é célula a combustível?

A GWM trabalha em parcerias para viabilizar o abastecimento de seus caminhões movidos a hidrogênio no Brasil.
A GWM trabalha em parcerias para viabilizar o abastecimento de seus caminhões movidos a hidrogênio no Brasil.
Foto: Divulgação / Estadão

A tecnologia de célula a combustível é uma das alternativas para a descarbonização do transporte no mundo. Trata-se de um sistema que mistura o hidrogênio puro, abundante na natureza e viável para extração de diversas formas, com o oxigênio do ar para realizar uma reação físico-química que libera energia elétrica.

Os caminhões da GMW movidos a este tipo de energia são elétricos. As células a combustível alimentadas pelo hidrogênio geram a eletricidade que move o motor elétrico. "Nesta reação, a liberação da energia elétrica acontece e a combinação do hidrogênio com o oxigênio gera a emissão de um elemento muito conhecido: H2O. Ou seja, caminhões movidos a hidrogênio em célula a combustível emitem água pura por seus escapamentos", explica Davi Lopes.

Por enquanto, os caminhões da GWM estão em testes experimentais no País com o objetivo de verificar sua viabilidade econômica e as possibilidades de obtenção do hidrogênio.

"O Brasil é um dos principais players do hidrogênio no mundo. São muitas opções de origem deste elemento, como o biometano e o etanol. O agronegócio brasileiro é capaz de gerar hidrogênio de baixo carbono. O veículo eletrificado com hidrogênio pode usar esta cadeia, que não emite sequer um grama de carbono à atmosfera na obtenção deste combustível verde", conclui o executivo da GMW.

Estadão
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