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Grupo X-Via leva modelo brasileiro de governo digital à Brazilian Week, em Nova York

No Brasil, X-VIA já desenvolve projetos para os governos do Mato Grosso, Piauí, Pernambuco, Alagoas e Espírito Santo

7 mai 2026 - 14h24
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Executivos do Grupo X-Via estarão em Nova York a partir da próxima segunda-feira (11), para uma agenda estratégica durante a Brazilian Week, um dos principais momentos de encontro de banqueiros, empresários e lideranças públicas brasileiras no exterior em 2026. A missão tem como foco a prospecção de oportunidades e a ampliação da atuação da companhia, que já lidera projetos de digitalização de serviços públicos em diversos estados brasileiros.

Roberto Florentino Jr e Hugo Leahy
Roberto Florentino Jr e Hugo Leahy
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

Consolidada no calendário internacional, a Brazilian Week reúne decisores da política e da economia em uma série de encontros de alto nível — incluindo summits, jantares e premiações — que funcionam como um ambiente fértil para a construção de parcerias e novos negócios. Para a X-Via, o momento é particularmente oportuno: além da presença de investidores e líderes do setor privado, o evento também contará com governadores brasileiros, público estratégico para a expansão do modelo de governo digital integrado desenvolvido pela empresa.

Esse movimento ocorre em um contexto de forte aceleração global da tecnologia. O mercado de inteligência artificial deve ultrapassar US$ 2,4 trilhões até 2032. No Brasil, a projeção é de crescimento de US$ 13 bilhões para quase US$ 100 bilhões até 2033, consolidando o país como um polo relevante de inovação. Ao mesmo tempo, a ineficiência estrutural do setor público ainda gera custos elevados — estima-se que cerca de R$ 174 bilhões sejam gastos anualmente apenas com a validação de identidades em sistemas desconectados.

Fundada em 2017, a X-Via surge justamente para enfrentar esse desafio. Inspirada no modelo da Estônia, referência global em governo digital, a empresa aposta na interoperabilidade segura entre sistemas, na integração de dados e no uso intensivo de inteligência artificial para modernizar a gestão pública. "Não somos apenas uma empresa de tecnologia; somos uma companhia de inteligência de dados. Nosso foco é refinar o papel do Estado, eliminando o ruído burocrático que trava o desenvolvimento do país", afirma Roberto Florentino Jr., fundador e chairman da companhia.

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Foco no cidadão

Na prática, o uso de inteligência artificial já vem transformando a forma como o cidadão interage com o Estado. Entre os exemplos, estão a concessão automatizada de benefícios sociais a partir da análise cruzada de bases de dados, reduzindo fraudes e acelerando a aprovação; sistemas de reconhecimento facial para validação de identidade em serviços digitais, eliminando a necessidade de deslocamentos presenciais; e assistentes virtuais que orientam o cidadão em tempo real, diminuindo filas e o tempo de atendimento em órgãos públicos.

A tecnologia também permite que governos antecipem demandas. Com análise preditiva, é possível identificar padrões de uso em áreas como saúde e educação, direcionando recursos de forma mais eficiente — por exemplo, prevendo picos de atendimento em unidades públicas ou ajustando a oferta de serviços conforme o comportamento da população. Em áreas fiscais, algoritmos ajudam a detectar inconsistências e aumentar a eficiência na arrecadação, ao mesmo tempo em que reduzem a burocracia para o contribuinte.

Atualmente presente em estados como Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco e Piauí, a X-Via desenvolve soluções que centralizam serviços públicos em interfaces digitais acessíveis por smartphones, promovendo eficiência, transparência e melhor experiência para o cidadão. A plataforma combina identidade digital única, autenticação segura, login unificado e integração entre órgãos públicos, criando uma jornada mais simples e fluida para usuários e gestores.

À frente da operação, o CEO Hugo Leahy destaca o papel estratégico da inteligência artificial nesse processo. "A digitalização do setor público exige mais do que tecnologia — requer uma base estruturada, interoperável e segura, capaz de sustentar serviços em escala. É nesse contexto que a X-Via se posiciona, apoiando governos na construção de uma infraestrutura digital consistente e orientada ao cidadão", afirma. Ele acrescenta: "A inteligência artificial já é um vetor decisivo de produtividade. Queremos acelerar sua adoção de forma ética e com impacto real na gestão pública".

A missão internacional também reforça o novo ciclo de expansão global da companhia, que já mantém parcerias como a realizada com a Universidade de Lisboa, voltada à avaliação de políticas públicas baseadas em dados, além de projetos em desenvolvimento na América do Norte e na América Latina. A presença em Nova York é estratégica para ampliar conexões e posicionar a tecnologia brasileira no cenário internacional. "Estamos diante de uma janela concreta para exportar um modelo eficiente de governo digital, desenvolvido no Brasil, para outros mercados. A Brazilian Week nos permite dialogar diretamente com lideranças que estão moldando o futuro da gestão pública", afirma.

Com uma proposta baseada na interoperabilidade segura entre sistemas, identidade digital única e integração de serviços, a X-Via aposta na transformação digital como um pilar estruturante do Estado moderno. A participação na Brazilian Week marca mais um passo na consolidação da empresa como protagonista na agenda de inovação pública, conectando tecnologia, dados e gestão para tornar o Estado mais simples, eficiente e próximo do cidadão.

Inteligência artificial pelo mundo

Estudos internacionais indicam que até 84% das atividades governamentais podem ser automatizadas ou parcialmente automatizadas, gerando economia de bilhões em recursos públicos e redução significativa de fraudes e erros. No Brasil, experiências já mostram ganhos concretos: projetos com IA podem reduzir custos operacionais em até 30% e aumentar a produtividade em até 40% em processos administrativos públicos.

No Judiciário, ferramentas inteligentes ajudam a analisar processos, identificar padrões e acelerar decisões em meio a um volume superior a 80 milhões de ações. No Executivo, aplicações incluem desde sistemas de previsão de evasão escolar até detecção de irregularidades fiscais e monitoramento de riscos climáticos. Um caso emblemático é o uso de IA pelo Tesouro Nacional, que reduziu o tempo de classificação de despesas de dias para apenas 8 horas com 97% de precisão. Além disso, já existem 182 soluções de IA em operação no governo federal, mostrando que a adoção está em expansão.

"Ao reduzir custos, aumentar a eficiência e melhorar a qualidade dos serviços, a IA permite que governos façam mais com menos — e melhor. O grande desafio agora não é tecnológico, mas de escala e governança: ampliar o uso dessas soluções de forma ética, integrada e centrada no cidadão, garantindo que os ganhos de eficiência se traduzam em melhores serviços públicos e maior confiança nas instituições", afirma Leahy, que também é Head de Inteligência Artificial do LIDE.

No cenário internacional, a Estônia é o exemplo mais avançado de governo digital orientado por dados e IA. O país disponibiliza 99% dos serviços públicos de forma online, com forte integração entre sistemas e uso intensivo de inteligência artificial. Um dos projetos mais emblemáticos é o "robô-juiz", que automatiza decisões em causas de baixo valor, reduzindo a carga do Judiciário e acelerando a resolução de conflitos. Esse modelo demonstra como a IA pode não apenas melhorar a eficiência, mas também redefinir a forma como o Estado se relaciona com o cidadão — com mais rapidez, transparência e previsibilidade.

Sistemas de IA, como chatbots e assistentes virtuais, permitem atendimento 24 horas, com respostas mais rápidas e personalizadas. Um exemplo é o chatbot "Boti", de Buenos Aires, que realizou mais de 58 milhões de atendimentos em um ano, ampliando o acesso da população aos serviços públicos. Em outros casos, como nos Estados Unidos, o uso de assistentes inteligentes reduziu em 35% o tempo de resposta e aumentou em 50% a resolução de demandas. Na prática, isso significa menos filas, menos burocracia e maior satisfação do cidadão.

Perfil Brasil
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