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Governo Trump quer aplicar pena de morte por fuzilamento

25 abr 2026 - 07h50
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Atendendo a promessa de Trump, Departamento de Justiça recomenda ainda execução por choque elétrico e asfixia por gás diante de dificuldades para obtenção de injeções letais.O governo de Donald Trump nos Estados Unidos quer instituir o pelotão de fuzilamento como método para executar condenados à pena de morte por tribunais federais.

Injeção letal é o método mais comum nos EUA para execução da pena de morte
Injeção letal é o método mais comum nos EUA para execução da pena de morte
Foto: DW / Deutsche Welle

A informação consta de relatório do Departamento de Justiça divulgado nesta sexta-feira (24/04), que recomenda ainda a execução por choque elétrico e asfixia por gás. A pasta argumenta haver dificuldade na obtenção de drogas para injeções letais, método mais comum para execução da pena de morte.

A introdução de novos métodos abriria, assim, "o caminho para a realização das execuções assim que os presos condenados à morte tenham esgotado seus recursos de apelação". A pasta também defende a "agilização dos processos internos para acelerar os casos relacionados à pena de morte".

"Essas medidas são fundamentais para dissuadir os crimes mais atrozes, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos seus entes queridos sobreviventes", acrescentou o Departamento de Justiça em comunicado.

Pena de morte é mais frequente a nível estadual

O relatório do Departamento de Justiça dá seguimento à promessa de Trump de reinstituir a pena capital a nível federal, após ela ser suspensa pelo governo do democrata Joe Biden. Mas, segundo a agência de notícias Reuters, a próxima execução de um condenado ainda deve levar anos.

A pena de morte é legalizada em 27 estados americanos, mas em quatro deles há moratórias que impedem as execuções. Em outros 23 estados e no Distrito de Columbia, ela foi abolida, de acordo com a ONG Death Penalty Information Center.

Além da injeção letal, os métodos de execução nos estados já incluem pelotão de fuzilamento, asfixia por gás e eletrochoque.

De acordo com a ONG, em 2025 houve 47 execuções em todo o país, com o número recorde de 19 somente na Flórida. Estão programadas para este ano pelo menos 32 execuções em oito estados, das quais, até o momento, já foram realizadas oito.

Nos últimos meses do primeiro governo Trump, 13 presos federais foram mortos por injeção letal. Nos 50 anos anteriores, esse número foi de apenas três.

Trump 1 deu novo impulso à pena de morte

Na primeira vez que foi presidente dos EUA, a partir de 2017, Trump reinstituiu a pena de morte a nível federal, após ela ficar 20 anos em desuso. A medida, contudo, foi suspensa por Biden, que converteu as penas de 37 dos 40 condenados à morte.

O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, acusou o governo Biden de negligenciar "seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a processar e aplicar a pena máxima aos criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de agentes da lei".

Atualmente, mais de 40 presos federais aguardam julgamento que pode resultar em pena de morte. Mas esses processos podem se arrastar por anos.

Os EUA são um dos poucos países ocidentais que ainda praticam a pena de morte, apesar de o apoio popular à medida estar em declínio. Segundo uma pesquisa da Gallup feita em outubro do ano passado, 52% apoiavam a pena de morte para condenados por assassinato - o menor índice em mais de 50 anos.

Dificuldades com injeções letais impulsionam outros métodos de execução

A injeção letal ainda é o método de execução mais comum nos EUA, mas tem uma taxa maior de falhas, incluindo o protocolo de dose única adotado pelo governo federal em 2019, que usa pentobarbital, um barbitúrico potente.

Algumas execuções foram abortadas quando funcionários das prisões tiveram dificuldade para encontrar uma veia em um prisioneiro imobilizado. Opositores do método dizem que autópsias dos pulmões de pessoas executadas mostram que elas sofreram um afogamento tortuoso antes de morrer por causa do pentobarbital.

Grandes farmacêuticas se recusam a vender aos sistemas prisionais os medicamentos que podem ser usados em execuções, em parte por causa de um veto da União Europeia.

Isso levou vários estados americanos a retomar métodos mais antigos nos últimos anos. Cinco estados têm pelotões de fuzilamento, e Idaho deve adotá-lo como método principal em julho, segundo o Death Penalty Information Center. No ano passado, a Carolina do Sul realizou a primeira execução por pelotão de fuzilamento nos Estados Unidos em 15 anos.

Em 2024, o Alabama se tornou o primeiro estado a executar alguém forçando nitrogênio para dentro das vias aéreas por meio de uma máscara facial, provocando asfixia. Esse método desde então foi adotado por Arkansas, Louisiana, Mississippi e Oklahoma.

ra (EFE, Reuters, dpa)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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