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Governo prevê novo salário mínimo de R$ 1.741 em 2027; entenda a proposta

O reajuste, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto, também impactará benefícios vinculados ao salário mínimo, como os pagamentos do INSS

25 ago 2026 - 08h10
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Resumo
O governo federal incluiu no PLOA a previsão do salário mínimo em R$ 1.741 para 2027, representando aumento nominal de 7,4% e ganho real de 2,4% sobre os atuais R$ 1.621. Calculado pela soma da inflação do INPC ao PIB, o valor definitivo será fixado no fim de 2026 e corrigirá também benefícios previdenciários e do INSS. Contudo, o montante projetado segue muito abaixo do valor ideal estimado pelo Dieese (R$ 7.425,99) para cobrir todas as despesas básicas de uma família.

O salário mínimo de 2027 poderá chegar a R$ 1.741, segundo a proposta que o governo federal deve encaminhar ao Congresso Nacional. O valor, informado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta semana, representa um aumento de R$ 120 em relação aos atuais R$ 1.621.

O novo salário mínimo, divulgado pelo Ministério da Fazenda, ainda depende do resultado da inflação e pode passar por ajustes
O novo salário mínimo, divulgado pelo Ministério da Fazenda, ainda depende do resultado da inflação e pode passar por ajustes
Foto: Canva Equipes/Rafael Carvalho / Perfil Brasil

A estimativa está incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado até 31 de agosto. Entretanto, o montante ainda não é definitivo. Isso porque a quantia final só ficará definida em dezembro, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.

Quanto o salário mínimo pode aumentar?

O reajuste considera dois componentes principais: a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos antes. A aplicação da fórmula, contudo, está sujeita às regras fiscais vigentes. Por isso, o valor anunciado pelo governo funciona como uma estimativa dentro da proposta orçamentária. A atualização do índice de inflação ainda poderá alterar a quantia até o fim de 2026.

Se confirmado, o novo valor começará a impactar os pagamentos de fevereiro de 2027 e representará uma alta nominal de 7,4%. Desse percentual, a estimativa é de um ganho real de aproximadamente 2,4%, ou seja, acima da inflação considerada no cálculo. Na segunda-feira (24), Durigan, afirmou que o reajuste segue as regras previstas na legislação.

Benefícios previdenciários e sociais que têm o piso nacional como referência, incluindo repasses do INSS, também acompanham o aumento. De acordo com o ministro, o governo não pretende desvincular esses pagamentos do salário mínimo. "O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo", disse.

A proposta atual também é superior à previsão apresentada anteriormente pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que estimava um mínimo de R$ 1.717 para 2027. Apesar da previsão de aumento para o próximo ano, o valor continua distante do necessário para cobrir todas as despesas básicas de uma família.

Segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 7.425,99 por mês para atender às necessidades previstas na Constituição, como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte.

Perfil Brasil
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