Frase sobre 'mentes mais poderosas' não é de Stephen Hawking; saiba quem é o autor
Apesar de ser frequentemente associada ao físico britânico, a frase foi escrita por autor norte-americano
A frase "Pessoas calmas e silenciosas são, com frequência, as que têm as mentes mais poderosas" costuma circular nas redes sociais acompanhada da imagem do físico britânico Stephen Hawking. No entanto, a citação não foi dita nem escrita pelo cientista.
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Na realidade, a autoria da frase é do escritor norte-americano Stephen King. O trecho aparece no romance policial Mr. Mercedes, lançado em 2014 e considerado uma das obras mais conhecidas do autor no gênero de suspense.
Lançado em 3 de junho de 2014, Mr. Mercedes é o primeiro livro de uma trilogia criada por Stephen King. A obra foi seguida por Finders Keepers (2015) e End of Watch (2016). O romance também recebeu reconhecimento da crítica, conquistando o Prêmio Edgar de Melhor Romance de 2015, concedido pela Mystery Writers of America, além de vencer o Goodreads Choice Awards de 2014 na categoria Mistério e Suspense.
Quem foi Stephen Hawking?
Stephen Hawking foi um dos cientistas mais importantes da era moderna e é considerado por muitos o físico mais influente desde Albert Einstein. Nascido no Reino Unido, ele dedicou a vida ao estudo das origens e do funcionamento do Universo, tornando conceitos complexos da física acessíveis ao grande público.
Entre suas principais contribuições está a formulação da chamada Radiação Hawking, teoria que propõe que os buracos negros emitem radiação e, com o passar do tempo, perdem massa até evaporarem. O cientista também desenvolveu, ao lado do matemático Roger Penrose, importantes estudos sobre o Big Bang e os teoremas das singularidades espaciais.
Além da carreira acadêmica, Hawking ganhou reconhecimento mundial por sua atuação na divulgação científica. Seu livro Uma Breve História do Tempo, publicado em 1988, tornou-se um sucesso editorial e ajudou milhões de leitores a compreender conceitos fundamentais da cosmologia e da física teórica.
O britânico também ficou conhecido pela forma como enfrentou a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa diagnosticada quando ele tinha apenas 22 anos. Mesmo após perder gradualmente os movimentos e a capacidade natural de fala, continuou produzindo pesquisas, escrevendo livros e participando de debates científicos por mais de cinco décadas, utilizando um sintetizador de voz para se comunicar.
Stephen Hawking morreu em 2018, aos 76 anos, em sua casa na cidade universitária de Cambridge, na Inglaterra. Sua trajetória ficou marcada não apenas pelas descobertas científicas, mas também pelo esforço em aproximar a ciência do cotidiano das pessoas e por desafiar os prognósticos médicos, que previam uma expectativa de vida muito menor após o diagnóstico da doença.
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