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Forte terremoto de magnitude 7,1 atinge o Japão, destrói prédios e paralisa fábricas de tecnologia

Entenda a extensão dos danos provocados pelo abalo sísmico na ilha de Kyushu e as recomendações de retirada para a população

28 jul 2026 - 09h36
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Um forte terremoto com magnitude preliminar de 7,1 atingiu a província de Kumamoto, localizada no sul do Japão, nesta terça-feira (28). O abalo sísmico deixou milhares de residências completamente sem energia elétrica, provocou graves transtornos no sistema de trânsito e forçou a emissão imediata de ordens de retirada em massa para a população local, além de alertas para o risco iminente de tremores secundários. Conforme as informações internacionais publicadas pelo portal da CNN, a destruição estrutural na região afetada incluiu incêndios ativos, desabamentos de construções urbanas e danos severos na malha rodoviária.

Terremoto de magnitude 7,1 atinge Japão
Terremoto de magnitude 7,1 atinge Japão
Foto: Reprodução/ USGS / Perfil Brasil

Em declaração oficial concedida à imprensa diretamente em seu gabinete na cidade de Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que a extensão real de todas as vítimas e dos danos materiais provocados pelo desastre natural ainda estava sendo contabilizada pelas equipes de resgate. "Já fomos informados de que houve feridos", disse Takaichi. A chefe de governo fez um apelo urgente para que as pessoas priorizem a integridade física neste momento de crise. "Houve cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de prédios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, incluindo a retirada para um local seguro."

A emissora pública de televisão NHK transmitiu imagens impactantes que mostravam múltiplos edifícios tomados por chamas ou completamente reduzidos a escombros no Japão. As câmeras também registraram profundas rachaduras abertas ao longo do asfalto de rodovias elevadas e revelaram um trem de carga totalmente descarrilado nas vias férreas. Diante do perigo, mais de 150 mil cidadãos receberam orientações das autoridades de defesa civil para buscar abrigo imediato em centros de apoio humanitário. No setor industrial, a gigante TSMC, reconhecida globalmente como a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, efetuou a retirada preventiva de todos os seus funcionários da planta local. A fabricante de eletroeletrônicos Sony também confirmou que monitora de perto as instalações que mantém na província atingida no Japão.

O governo central emitiu alertas preventivos para diversas prefeituras situadas na ilha de Kyushu, abrangendo as áreas de Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, além da própria Kumamoto. A Agência Meteorológica do Japão chegou a divulgar uma notificação de tsunami prevendo ondas de até um metro de altura, mas a advertência acabou sendo cancelada posteriormente. Um funcionário do órgão meteorológico fez um alerta contundente para que os moradores permaneçam atentos na próxima semana, pois há fortes riscos de novos abalos secundários e de deslizamentos de terra na região montanhosa.

O impacto na infraestrutura urbana no Japão foi severo, com a Kyushu Electric Power reportando cerca de 40 mil lares desabastecidos de eletricidade. O transporte rodoviário e ferroviário foi interrompido, incluindo as viagens dos trens-bala operados pela JR Kyushu. O aeroporto de Kumamoto fechou sua pista de pouso para avaliações de segurança, gerando desvios e cancelamentos na malha aérea comercial. As operadoras de telefonia KDDI e Docomo também registraram instabilidades em suas redes móveis por falta de energia nas torres de transmissão. A autoridade reguladora nuclear informou que nenhuma irregularidade foi detectada nas usinas atômicas instaladas no perímetro.

Perfil Brasil
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