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Uganda declara fim do mais recente surto de Ebola

28 jul 2026 - 09h49
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O ministro ‌da Saúde de Uganda declarou, nesta terça-feira, que o país está livre do Ebola, após o mais recente surto da doença hemorrágica viral naquele país da África Oriental, que infectou 20 pessoas e causou ⁠a morte de duas delas.

Uganda sofreu vários surtos ‌de Ebola desde 2000, quando registrou sua primeira epidemia, e as autoridades afirmam que, ao longo ‌dos anos, o país adquiriu ‌experiência que utilizou para controlar rapidamente as infecções ⁠recentes, com disseminação limitada na comunidade.

Quinze pessoas no último surto, declarado em meados de maio, foram infectadas na vizinha República Democrática do Congo — o epicentro da epidemia, onde o número de casos confirmados ‌já ultrapassa 3.000.

O último paciente com Ebola em Uganda, ‌um cidadão congolês, ⁠recebeu alta ⁠em 22 de junho. Esse prazo é inferior aos 42 dias ⁠exigidos pela Organização ‌Mundial da Saúde para ‌declarar o fim de um surto.

Mas o ministro da Saúde, Chris Baryomunsi, afirmou que o anúncio segue a "conclusão bem-sucedida do período obrigatório de ⁠monitoramento de 42 dias, que teve início após a alta do último cidadão ugandense, um paciente com transmissão local, em 16 de junho de 2026".

Dos 20 casos confirmados ‌durante o surto, 18 receberam alta, enquanto dois morreram em decorrência do vírus, ambos originários da República ⁠Democrática do Congo.

"Ao longo desse período, o Ministério da Saúde manteve vigilância intensiva em todo o país e nenhum novo caso de Ebola foi detectado", disse Baryomunsi.

Autoridades afirmam que as numerosas florestas tropicais de Uganda, repletas de morcegos frugívoros — que são reservatórios naturais do vírus —, tornam o país vulnerável a surtos frequentes.

O vírus é transmitido pelo contato com fluidos corporais e tecidos infectados, e os sintomas incluem dor de cabeça, vômito com sangue, dores musculares e sangramento.

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