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Mulher e filhas de Queiroz faltam a depoimento no caso Coaf

Alegação é de que elas estão acompanhando o pós-operatório e o início do tratamento de quimioterapia do ex-assessor de Flávio Bolsonaro

8 jan 2019
13h47
atualizado às 14h21
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RIO - Assim como o pai, as filhas e a mulher do ex-assessor de Flavio Bolsonaro (PSL), o policial militar Fabrício Queiroz, não compareceram ao depoimento no Ministério Público sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A defesa de Nathalia e Evelyn Queiroz e Marcia Aguiar alegaram que estão em São Paulo para acompanhar o pós-operatório e o início do tratamento de quimioterapia de Queiroz, que está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo. O policial militar está com câncer e deve receber alta nos próximos dias, mas vai continuar o tratamento.

O Ministério Publico do Rio, por meio de sua assessoria, informou que não foi notificado oficialmente da ausência. O ex-funcionário foi apontado num relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com movimentações atípicas em sua conta. O então assessor movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. Da mesma conta, saíram R$ 24 mil depositados em uma conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro.

O relatório foi produzido na Operação Furna da Onça, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar corrupção na Alerj. A ação resultou na decretação da prisão de dez deputados estaduais. A investigação das movimentações suspeitas, porém, foram transferidas para o Ministério Público do Estado do Rio, porque podem envolver deputados estaduais. Mais de 70 assessores ou ex-assessores de 22 parlamentares estão sob investigação no MP-RJ.

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL)
Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL)
Foto: Reprodução/SBT / Estadão Conteúdo

Também foram citadas movimentações entre o ex-assessor e suas filhas Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz. As duas já foram lotadas nos gabinetes de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Nathalia, que é personal trainer, também já foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até o mês de novembro.

Nathalia é citada em dois trechos do relatório. O documento não deixa claro os valores individuais das transferências entre ela e seu pai, mas junto ao nome de Nathalia está o valor total de R$ 84 mil. A filha do PM foi nomeada em dezembro de 2016 para trabalhar como secretária parlamentar no gabinete de Bolsonaro na Câmara. No dia 15 de outubro deste ano ela foi exonerada, mesma data em que seu pai deixou o gabinete de Flávio, na Alerj. Nathalia recebeu em setembro, pelo gabinete de Jair, um salário de R$ 10.088,42.

A mulher de Queiroz, Marcia Oliveira Aguiar, também deverá depor. Assim como as duas filhas do policial aposentado, Márcia também era lotada no gabinete de Flávio e foi citada no relatório do Coaf.

Queiroz foi chamado para depor duas vezes no Ministério Público do Rio, mas faltou alegando questões de saúde. Em entrevista ao SBT, Queiroz justificou que "fazia dinheiro" com a compra e revenda de carros. O advogado do ex-assessor de Flávio, Paulo Klein, disse que irá reunir os documentos que comprovam as suas argumentações na investigação do MP, "campo adequado para apuração dos fatos".

"Assim que o Fabrício for liberado pelos médicos, vou me reunir com ele e bater ponto a ponto as questões e ver a documentação relacionada. Por ora, o foco total é na saúde dele e na recuperação", disse o advogado ao "Estado".

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Estadão

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