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Feminicídio de estudante trans: polícia encontra sangue e investiga versão dos suspeitos

Investigação detalha novas evidências e confirma inconsistências nos depoimentos dos suspeitos

23 ago 2025 - 16h54
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A Polícia Civil realizou nesta semana a reconstituição do feminicídio da estudante trans Carmen de Oliveira, de 26 anos, desaparecida desde junho, em Ilha Solteira, interior de São Paulo. Apesar do corpo ainda não ter sido encontrado, a equipe de investigação utilizou luminol na cena do crime e identificou vestígios de sangue.

Reprodução
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Foto: Contigo

"Exames de confronto genético foram solicitados à Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) para verificar se o sangue encontrado em uma lona e um sapato utilizados pelos suspeitos pertencem à vítima", informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em nota.

Os principais suspeitos do crime são o namorado de Carmen, Marcos Yuri Amorim, e o suposto amante dele, o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos, que estão presos desde 10 de julho.

Local do crime e novas diligências

O sítio de Yuri é apontado como o local do homicídio, enquanto o celular da vítima foi encontrado em área de mata em Ilha Comprida, no litoral. A primeira reconstituição seguiu a versão de Roberto, que acompanhou a equipe de investigação. Na próxima quarta-feira (27/8), a polícia deve levar Yuri ao sítio para refazer a simulação a partir da perspectiva dele.

Um dos suspeitos confessou anteriormente que a estudante trans está morta, mas não confirmou participação direta no crime. A SSP explicou que o assassinato teria sido cometido com o uso de um pedaço de ferro e uma faca, após uma discussão, embora os depoimentos apresentem contradições.

Segundo Lucas de Oliveira, irmão de Carmen, a confissão foi feita por Roberto: "quando chegou ao local do crime, a estudante já estava morta, caída no chão". Yuri, por sua vez, nega participação no homicídio.

"O Roberto fala que não participou da ocultação do corpo, que quem fez isso foi o Yuri, e o Yuri fala que foi o Roberto que sumiu com o corpo. Um está jogando para o outro", explica Lucas. "Na versão do Yuri, ele deu uma pancada na cabeça [de Carmen], ele chamou o Roberto para ajudar, e o Roberto 'terminou de matar ela'", completa.

Conforme a SSP, o local da morte passará por nova perícia. "As buscas continuam para localizar o corpo da vítima", assegurou a pasta.

Histórico e motivação

Carmen foi vista pela última vez em 12 de junho, por volta das 10h, na Rua 15 de Novembro, em Ilha Solteira, vestindo calça jeans e blusa verde, em uma bicicleta elétrica. A polícia iniciou investigação com apoio de amigos e familiares, e dois suspeitos foram presos temporariamente em 10 de julho: Marcos Yuri Amorim e Roberto Carlos Oliveira.

Segundo o delegado Miguel Rocha, responsável pela investigação, os homens mantinham uma relação amorosa e teriam atuado juntos para matar a estudante e ocultar o corpo. A investigação aponta que Marcos Yuri matou Carmen porque não queria assumir a relação, enquanto a jovem mantinha um dossiê contra o namorado, com provas de roubos e furtos cometidos em Ilha Solteira, que teria sido usado para pressioná-lo a assumir o compromisso.

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