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Família de Eliza Samúdio cobra prisão de Bruno e denuncia: 'Feminicida segue impune'

Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samúdio, e Maria do Carmo dos Santos cobram providências após descumprimento judicial de Bruno

17 mar 2026 - 16h03
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Em carta aberta divulgada nesta terça-feira (17), familiares de Eliza Samúdio voltaram a cobrar providências contra o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte da jovem e atualmente considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro. O posicionamento, revelado pela coluna Mirelle Pinheiro do Metrópoles, expressa indignação diante do que classificam como sucessivas falhas no cumprimento da pena.

Avó de Bruninho reage após goleiro Bruno desmarcar encontro
Avó de Bruninho reage após goleiro Bruno desmarcar encontro
Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

No documento, Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza, e Maria do Carmo dos Santos, madrinha de Bruninho, pedem que a Vara de Execução Penal investigue deslocamentos feitos por Bruno nos últimos anos e que o Ministério Público atue com rigor diante das violações. "Pedimos, ainda, que Bruno Fernandes seja responsabilizado criminalmente pela fuga e por cada violação cometida. E pedimos que o Estado brasileiro reconheça que, ao tratar um feminicida com tamanha leniência, envia uma mensagem perigosa à sociedade: a de que o crime compensa, a de que a vida de mulheres como Eliza não vale nada", afirmam.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno descumpriu condições do livramento condicional, o que levou à revogação do benefício e à expedição de mandado de prisão. Ainda assim, ele não se apresentou às autoridades. A defesa recorreu, mas, até nova decisão, ele segue foragido.

A carta também destaca um histórico de descumprimentos, como a ausência de atualização de endereço e o não comparecimento para assinatura de termos obrigatórios desde 2023. As familiares relatam que, mesmo assim, não houve resposta imediata do sistema judicial.

Viagens para estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Acre, inclusive para participação em jogo de futebol sem autorização, aumentaram a revolta da família, que vê na situação uma afronta, especialmente porque o corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Até quando casos como esse ficarão sem resposta?

Para Sônia e Maria do Carmo, a sensação de impunidade é contínua e dolorosa. Elas afirmam que o contraste entre a exposição pública de Bruno e o sofrimento da família evidencia falhas graves no sistema. O luto sem corpo, a ausência de respostas e a falta de responsabilização efetiva ampliam a indignação. Segundo elas, não se trata de vingança, mas de garantir que a lei seja cumprida e que crimes dessa gravidade não sejam relativizados pelas instituições.

Confira:

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