Sem mencionar Hezbollah, Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano
Presidente dos EUA diz que os líderes de Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias que deve começar em breve. Comunicado não menciona Hezbollah, alvo de Israel na guerra. Acompanhe o conflito.
Trump anuncia cessar-fogo de dias no Líbano, mas não menciona grupo Hezbollah
EUA impõem bloqueio sobre portos iranianos, após fracasso de primeira rodada de negociações com Irã no Paquistão
Produção de petróleo de países da Opep sofre queda brusca com conflito
EUA afirmam que novas conversas de paz podem ocorrer no Paquistão
Hegseth diz que EUA estão prontos para retomar ataquesse não houver acordo com Irã
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Esquecida e sem acordo de paz, Gaza permanece em limbo
Há vários meses, esforços de mediação internacional tentam estabelecer um cessar-fogo estável entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza. Mais recentemente, neste domingo (12/04), uma delegação do grupo viajou ao Cairo para se reunir com mediadores egípcios sobre os próximos passos no processo para pôr fim às hostilidades.
O foco está nas questões pendentes da - ainda - primeira fase do acordo de cessar-fogo alcançado há mais de seis meses, e em saber se a segunda fase - e, sobretudo, a fase final - seria de fato viável.
O Hamas, classificado como organização terrorista pela Alemanha, União Europeia (UE), Estados Unidos e outros países, desencadeou uma guerra em Gaza ao realizar seus ataques terroristas em Israel em 7 de outubro de 2023, aos quais Israel respondeu com uma devastadora ofensiva aérea e terrestre. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025, embora seja repetidamente violado por ataques isolados.
Especialistas consideram preocupante o saldo do cessar-fogo. As negociações políticas estagnaram e, com elas, a perspectiva de uma estabilização duradoura. Seis meses depois, essa "promessa esperançosa permanece em grande parte não cumprida", segundo uma análise do Conselho Norueguês para Refugiados.
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Premiê do Líbano comemora cessar-fogo com Israel
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, enalteceu o anúncio de um cessar-fogo entre Líbano e Israel, que entrará em vigor nesta meia-noite (horário local), e lembrou que essa tem sido uma exigência "fundamental" do seu governo desde o início do conflito, há mais de seis semanas.
"Recebo com satisfação o anúncio do cessar-fogo declarado pelo presidente (americano, Donald) Trump, o que tem sido uma exigência fundamental do Líbano desde o primeiro dia da guerra e o principal objetivo de nosso encontro em Washington na terça-feira", indicou Aoun em sua conta na rede social X (ex-Twitter).
"Quero agradecer todos os esforços regionais e internacionais realizados para alcançar este resultado, especialmente por parte dos Estados Unidos, da França, dos países da União Europeia e dos países árabes", acrescentou Salam, que fez uma menção especial ao apoio da Arábia Saudita, do Egito, do Catar e da Jordânia.
Nesse sentido, Salam também expressou sua solidariedade às famílias das vítimas desde o início do conflito, em 2 de março, bem como sua esperança de que os mais de um milhão de deslocados possam retornar às suas casas "o mais rápido possível".
Trump anunciou que a cessação das hostilidades entrará em vigor à meia-noite local desta quinta-feira, às 18h em Brasília, e se estenderá por dez dias. O anúncio foi feito logo após um telefonema entre ele e seu homólogo libanês, Joseph Aoun.
Na terça-feira, o embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reuniram em Washington no primeiro encontro bilateral direto em décadas, durante o qual Beirute solicitou um cessar-fogo para passar a negociar um roteiro mais detalhado.
jps (EFE)
Sem mencionar Hezbollah, Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16/04) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias a partir de hoje.
"Acabo de ter excelentes conversas com o muito respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel. Estes dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h EST (18h de Brasília)", escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.
A publicação de Trump, no entanto, não menciona o grupo libanês Hezbollah, que tem sido o alvo de Israel no Líbano.
jps (EFE, ots)
Presidente do Líbano telefona com Trump e agradece por "esforços" por cessar-fogo
O presidente libanês, Joseph Aoun, conversou por telefone com Donald Trump nesta quinta-feira, quando agradeceu ao líder americano por seus "esforços" para garantir um cessar-fogo com Israel, informou a presidência em Beirute.
"O presidente Aoun reiterou seus agradecimentos pelos esforços que Trump está fazendo para alcançar um cessar-fogo no Líbano e garantir paz e estabilidade duradouras como prelúdio para a implementação do processo de paz na região", diz o comunicado.
A ligação ocorre depois que Aoun rejeitou um pedido dos EUA para uma "ligação direta" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo uma fonte oficial libanesa, e um dia depois de Trump anunciar uma ligação esperada entre os "líderes" dos dois países.
md (AFP, ots)
Em recado a Trump, papa denuncia "tiranos" que gastam bilhões em guerras
O papa Leão 14 criticou duramente líderes que gastam bilhões em guerras e afirmou que o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos, em declarações incomumente contundentes feitas em Camarões nesta quinta-feira, dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, tê-lo atacado nas redes sociais.
Leão 14, o primeiro papa americano, também condenou os líderes que usam linguagem religiosa para justificar guerras e pediu uma mudança decisiva de rumo em um encontro na maior cidade das regiões anglófonas de Camarões, onde um conflito latente que já dura quase uma década deixou milhares de mortos.
"Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir", disse o pontífice.
"Eles fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares
são gastos em assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para cura, educação e restauração não são encontrados em lugar nenhum."
"Mundo de cabeça para baixo"
Os ataques de Trump a Leão 14, lançados na véspera da
ambiciosa viagem do papa por quatro países da África e repetidos na noite de terça-feira, causaram consternação na África, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo.
Leão, que manteve um perfil relativamente discreto durante a maior parte de seu primeiro ano como líder da Igreja com 1,4 bilhão de membros, emergiu como um crítico declarado da guerra que começou com os ataques dos EUA e de Israel
ao Irã.
A Arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, líder espiritual de 85 milhões de anglicanos em todo o mundo, afirmou na quinta-feira que apoia o papa em seu "corajoso apelo por um reino de paz".
Falando na cidade anglófona de Bamenda, o pontífice também criticou duramente os líderes que invocam temas religiosos para justificar guerras.
"Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para obterem ganhos militares, econômicos e políticos, arrastando o que é sagrado para as trevas e a imundície", disse ele.
"É um mundo de cabeça para baixo, uma exploração da criação de Deus que deve ser denunciada e rejeitada por toda consciência honesta."
O papa fez comentários semelhantes no mês passado, dizendo que Deus rejeitou as orações de líderes com "mãos cheias de sangue", em comentários amplamente interpretados como dirigidos ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que invocou a linguagem cristã para justificar a guerra com o Irã.
Trump começou suas críticas a Leo no domingo, quando chamou o papa de "FRACO no combate ao crime e péssimo para a política externa" em uma postagem no Truth Social.
O presidente dos EUA atacou Leo novamente nas redes sociais na noite de terça-feira. Na quarta-feira, Trump postou uma imagem de Jesus abraçando Trump, depois que uma imagem anterior que ele postou, que o retratava
como uma figura semelhante a Jesus, provocou críticas generalizadas.
Leo disse na segunda-feira que não pararia de se manifestar sobre a guerra com o Irã e evitou responder a Trump diretamente desde então.
md (Reuters, ots)
Europa tem combustível de aviação "para talvez mais 6 semanas"
A Europa tem "talvez seis semanas ou mais" de suprimentos de combustível de aviação restantes, disse o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quinta-feira em uma entrevista, alertando para possíveis cancelamentos de voos "em breve" se o fornecimento de petróleo continuar bloqueado pela guerra com o Irã.
O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, pintou um quadro preocupante das repercussões globais do que ele chamou de "a maior crise energética que já enfrentamos", decorrente do bloqueio do fornecimento de petróleo, gás e outros suprimentos vitais pelo Estreito de Ormuz.
"E quanto mais tempo [o bloqueio] durar, pior será para o crescimento econômico e a inflação em todo o mundo", disse ele à agência de notícias Associated Press (AP).
O impacto será "preços mais altos da gasolina, preços mais altos do gás, preços altos da eletricidade", disse Birol.
md (AP, ots)
Presidente do Líbano descarta falar com premiê israelense, segundo agências
O presidente do Líbano não deve falar com o primeiro-ministro de Israel em um futuro próximo, disseram autoridades libanesas nesta quinta-feira, representando um revés aos esforços dos Estados Unidos para ampliar os contatos entre os Estados inimigos, enquanto o Paquistão afirmou que a paz no Líbano é vital para o fim da guerra com o Irã.
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou para o Líbano em 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irã, abriu fogo em apoio a Teerã, provocando uma ofensiva israelense no Líbano apenas 15 meses após o último grande conflito.
"A paz no Líbano é essencial para as negociações de paz (com o Irã)", disse Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.
O gabinete de segurança de Israel se reuniu no fim da noite de quarta-feira para discutir um possível cessar-fogo no Líbano.
O presidente Donald Trump afirmou na rede Truth Social que buscava criar "um pouco de espaço para respirar" entre Israel e o Líbano, acrescentando que os dois líderes não falavam entre si havia cerca de 34 anos e que "isso acontecerá amanhã", em uma publicação feita no fim da noite de quarta-feira em Washington.
No entanto, três autoridades libanesas disseram à agência de Reuters nesta quinta-feira que o presidente Joseph Aoun não realizaria uma ligação com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um futuro próximo. A agência AFP divulgou a mesma notícia, baseada em fontes similares.
Duas dessas autoridades afirmaram que a embaixada libanesa em Washington informou a administração dos EUA sobre essa posição antes de uma ligação entre Aoun e o secretário de Estado, Marco Rubio, realizada nesta quinta-feira.
Uma breve declaração da presidência libanesa informou que Aoun agradeceu a Rubio pelos esforços dos Estados Unidos para alcançar um cessar-fogo no Líbano.
md (Reuters, AFP)
Presidente libanês fala apenas com Rubio, apesar de rumores sobre conversa com Netanyahu
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, manteve nesta quinta-feira uma conversa telefônica apenas com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apesar das informações divulgadas sobre uma possível chamada a três com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
"Joseph Aoun recebeu uma ligação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual lhe agradeceu os esforços que Washington está realizando para conseguir um cessar-fogo e seu apoio em todos os níveis", informou a Presidência do Líbano em um breve comunicado.
Durante a conversa, Rubio reafirmou ao chefe de Estado libanês seu compromisso em continuar trabalhando para alcançar um cessar das hostilidades com Israel, o que representaria um "passo prévio" para a paz e a estabilidade no país mediterrâneo, de acordo com a nota emitida pelo órgão presidencial.
Reunião em Washington
O secretário de Estado esteve presente na terça-feira na reunião realizada em Washington entre o embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, a primeira de um processo que busca pôr fim à atual guerra no Líbano.
Beirute busca um cessar-fogo antes de continuar com conversas mais detalhadas, contexto no qual o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado para hoje uma conversa entre "os líderes" de Israel e Líbano.
"Estamos tentando dar algum espaço para respirar entre Israel e Líbano. Já faz muito tempo desde que os dois líderes se falaram, cerca de 34 anos. Amanhã vai acontecer. Ótimo!", escreveu Trump em sua conta na Truth Social.
A ligação, que se esperava incluir Netanyahu, teria sido recusada por Aoun, de acordo com a imprensa local, embora a Presidência do Líbano não tenha se pronunciado oficialmente a respeito.
md (EFE, ots)
Hegseth diz que EUA estão prontos para retomar ataques contra o Irã
Caso o Irã não concorde com um acordo, "os bombardeios contra infraestrutura, energia e recursos energéticos" serão retomados, afirmou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em uma coletiva de imprensa no Pentágono nesta quinta-feira.
"Vocês, Irã, podem escolher um futuro próspero, uma ponte de ouro, e esperamos que o façam pelo povo do Irã", disse ele.
"Mas se o Irã fizer uma escolha ruim, sofrerá um bloqueio e bombas cairão sobre sua infraestrutura, energia e recursos", acrescentou Hegseth.
Ele também afirmou que Washington impedirá a entrada e saída de todos os navios, "independentemente da nacionalidade", dos portos iranianos no Estreito de Ormuz "pelo tempo que for necessário".
Após o fracasso das negociações em Islamabad no fim de semana para pôr fim à guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um bloqueio naval dos portos iranianos, numa tentativa de forçar Teerã a aceitar os termos de Washington para o acordo de paz.
md (Reuters, AP, AFP)
Israel acirra ataques no sul do Líbano em meio a conversas sobre possível trégua
O Exército israelense intensificou seus ataques contra a área de Bint Jbeil, no sul do território libanês, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegura que os líderes de Israel e do Líbano iriam dialogar nesta quinta-feira pela primeira vez em décadas.
Segundo um comunicado militar, a "intensificação" no vilarejo de Bint Jbeil continua, com soldados das unidades Egoz e Yahalom e a destruição de "70 infraestruturas em apenas um minuto" que o Exército associa ao Hezbollah.
Os principais confrontos entre Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah estão ocorrendo nestes dias em Bint Jbeil, o segundo maior município da província de Nabatiye, no sul, com aproximadamente 30 mil habitantes.
No local, as forças israelenses seguem demolindo residências, segundo relatou a agência de notícias oficial libanesa ANN, além de atacar o campo de refugiados palestinos Borj El Chmali (sul de Beirute) e bombardear a cidade de Tebnine (sul), provocando danos graves ao seu hospital.
Por sua vez, o grupo xiita Hezbollah, citado pela ANN, reivindicou sete novos ataques contra posições militares israelenses, como quartéis, bases logísticas e radares no norte do país.
Conversas entre Líbano e Israel
Os ataques ocorrem em um momento de incerteza, depois que Trump disse nesta quarta-feira que "os líderes" de Israel e do Líbano falarão nesta quinta-feira, em meio às conversas entre os dois países para alcançar um cessar-fogo mediado por Washington.
"Estamos tentando dar algum espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Faz muito tempo desde que os dois líderes conversaram, cerca de 34 anos. Amanhã acontecerá. Genial!", escreveu Trump em sua conta na rede Truth Social.
O anúncio, que não especifica a quem se refere ao falar de "líderes", ocorre após os governos de ambos os países terem concordado em se reunir novamente para continuar dialogando sobre um cessar-fogo para interromper os ataques israelenses contra o Líbano, iniciados após a guerra com o Irã.
md (EFE, ots)
China afirma ao Irã que deseja desempenhar "papel construtivo" e "promover a paz"
Em uma conversa telefônica realizada na quarta-feira (15/04), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse a seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que Pequim "apoia a manutenção do ímpeto do cessar-fogo e das negociações de paz".
A conversa ocorreu no momento em que mediadores paquistaneses chegavam a Teerã para discutir uma possível segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã.
As conversas, disse Wang, são "do interesse fundamental do povo iraniano e também representam a esperança comum dos países da região e da comunidade internacional", de acordo com comunicado da chancelaria chinesa.
Um comunicado chinês sobre a ligação citou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Araghchi, afirmando que Teerã "espera que a China desempenhe um papel positivo na promoção da paz e na cessação do conflito".
Araghchi falou da "disposição do Irã de continuar buscando uma solução racional e realista por meio de negociações pacíficas", segundo Pequim.
Wang disse que "a segurança soberana e os direitos e interesses legítimos do Irã devem ser respeitados e salvaguardados, mas, ao mesmo tempo…", continuou ele, "a liberdade de navegação e a segurança (no Estreito de Ormuz) devem ser garantidas".
A China deve ser impactada significativamente por um bloqueio pelos EUA de Ormuz, uma vez que é a principal compradora do petróleo iraniano.
ht (ots)
EUA: Novas conversas de paz podem acontecer no Paquistão
Os Estados Unidos estão discutindo a realização de uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão, afirmou a Casa Branca nesta quarta-feira (15/04).
"Essas discussões estão ocorrendo" e "estamos otimistas quanto às perspectivas de um acordo", disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, a repórteres.
Ela acrescentou que novas negociações "muito provavelmente" ocorrerão em Islamabad.
A capital paquistanesa sediou a primeira rodada de negociações entre as delegações de EUA e do Irã no último fim de semana, neste que foi o primeiro contato direto de alto nível entre as duas partes em décadas.
Na mesma coletiva de imprensa, Leavitt negou que o governo americano tenha pedido um cessar-fogo na guerra.
Depois de os dois países deixarem o Paquistão sem chegar a um acordo, o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio, desta vez pelos EUA, do Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de embarcações iranianas.
ht (Reuters, ots)
EUA enviam milhares de soldados ao Oriente Médio enquanto Trump vê guerra perto do fim
O Pentágono enviará milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, enquanto o governo dos Estados Unidos tenta pressionar o Irã para que chegue a um acordo, e o presidente Donald Trump assegura que a guerra "está prestes a terminar".
A expectativa é que 4.200 efetivos, pertencentes ao Grupo Anfíbio Boxer e sua força operacional da Infantaria de Marinha embarcada, a 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marinha, cheguem à região no final deste mês, segundo o jornal The Washington Post.
As tropas se juntarão aos aproximadamente 50 mil efetivos que, segundo o Pentágono, participam de operações contra o Irã.
Este movimento ocorre em um momento delicado, em meio a um frágil cessar-fogo e com as negociações entre as delegações americana e iraniana em pausa, após o fracasso das conversas em Islamabad no último fim de semana.
De fato, é provável que a chegada dos reforços militares coincida com o fim da trégua, no próximo dia 22 de abril.
Trump afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à emissora Fox Business, que a guerra no Irã pode terminar "muito em breve" e que espera que os preços da gasolina voltem aos níveis anteriores ao conflito nos próximos meses, visando as eleições americanas de meio de mandato em novembro.
As consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra iniciada em 28 de fevereiro, continuam e marcam o desenrolar do conflito.
Em uma tentativa de pressionar economicamente Teerã, Trump anunciou no último domingo um bloqueio ao tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, com o objetivo de reabrir o estreito, uma via vital por onde circula 20% do petróleo mundial.
md (EFE, ots)
Irã usou satélite espião chinês para identificar bases dos EUA, diz jornal
O Irã adquiriu secretamente um satélite espião chinês no final de 2024, o que lhe proporcionou uma nova e significativa capacidade para identificar e atacar bases militares americanas na guerra atual, segundo publicou nesta quarta-feira o jornal Financial Times.
De acordo com documentos militares iranianos vazados ao jornal britânico, o satélite chinês TEE-01B foi recebido pela Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária iraniana no final de 2024, após seu lançamento a partir da China e, uma vez operacional, foi utilizado para vigiar instalações militares fundamentais dos Estados Unidos.
A China, principal parceiro comercial do Irã e um de seus aliados mais influentes, vem condenando a guerra desde a ofensiva de EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, mas tanto Teerã quanto Pequim evitaram se pronunciar sobre o suposto apoio que o gigante asiático estaria oferecendo ao seu aliado.
O Financial Times analisou imagens capturadas pelo satélite em março, antes e depois de ataques contra locais na Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Omã e Iraque, que coincidem com os trabalhos de vigilância em torno das datas dos bombardeios reivindicados pelo Irã contra instalações nesses países.
A maioria dos Estados do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas e compartilham interesses com Washington e países aliados tem sido alvo de ataques iranianos desde o início da guerra. Muitos também possuem laços estreitos com Pequim, que mediou o restabelecimento das relações diplomáticas entre Irã e Arábia Saudita em 2023.
O TEE-01B é capaz de capturar imagens com uma resolução aproximada de meio metro, comparável aos registros de satélites ocidentais de alta resolução disponíveis comercialmente.
Esta aquisição, segundo o Financial Times, representa uma melhoria significativa nas capacidades nacionais do Irã, pois permitiria aprimorar a identificação de aeronaves, veículos e mudanças na infraestrutura.
O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu na terça-feira um cessar-fogo "integral e duradouro" no Oriente Médio durante uma reunião em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, em plena escalada de tensões na região devido à crise no Estreito de Ormuz.
Europa prepara plano para desbloquear Ormuz sem os EUA, diz jornal
A França e o Reino Unido estariam preparando um plano para desbloquear o Estreito de Ormuz assim que a guerra contra o Irã terminar e sem envolver os Estados Unidos, afirmou uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal, publicada nesta quarta-feira (15/04).
Segundo o jornal, a Alemanha provavelmente se uniria ao projeto, que poderá exigir um mandato da ONU ou da União Europeia (UE).
A reportagem traz detalhes da iniciativa que deve começar a ganhar forma durante uma videoconferência que será presidida nesta sexta-feira pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Essa missão será "puramente defensiva", buscará restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e envolverá países "não beligerantes", o que deixaria à margem os Estados Unidos, Israel e Irã, detalhou o gabinete de Macron.
Segundo o WSJ, a missão consistiria em primeiro ajudar para que as centenas de navios parados no estreito possam sair, para depois implantar uma operação de desminagem que elimine as minas colocadas pelo Irã no início da guerra e, finalmente, contar com vigilância e escoltas militares regulares que protejam os navios comerciais.
Embora a lista de países participantes do encontro de sexta-feira ainda não esteja clara, o jornal afirma que tanto a China quanto a Índia foram convidadas - mas ainda não confirmaram presença - e que é provável que a Alemanha faça parte do plano, de acordo com um funcionário alemão de alto escalão que pediu anonimato.
A missão terá um perfil mais robusto se conseguir incorporar a Alemanha, que conta com recursos essenciais para a operação e com mais espaço fiscal para financiá-la, mas Berlim possui muitos entraves políticos e legais para participar de missões militares no exterior, segundo recorda o jornal americano.
Para se unir à operação, o governo alemão precisaria do aval do Parlamento, o que, por sua vez, requer um mandato internacional concreto. Essa autoridade poderia provir do Conselho de Segurança da ONU. Como alternativa, a UE poderia optar por expandir o mandato de sua missão EUNavfor Aspides, que pode operar do Mar Vermelho ao Golfo Pérsico e parte do Oceano Índico, e que busca proteger os navios de ataques por mar ou ar.
O Reino Unido está preocupado, no entanto, que o presidente americano, Donald Trump, não goste de ser excluído e que isso limite o alcance da missão, depois que os líderes europeus se negaram a ajudá-lo primeiro a desbloquear Ormuz pela força e, depois, a bloquear os portos iranianos, destaca o jornal.
cn (EFE, Lusa)
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