EUA gastam R$ 100 bilhões em armas e enfrentam escassez de mísseis
Entenda como o conflito no Oriente Médio está esgotando o estoque bélico norte-americano e o que ainda resta do poderio militar iraniano
Os Estados Unidos já desembolsaram pouco mais de US$ 20 bilhões apenas em armamentos (cerca de R$ 100 bilhões) nos 55 dias desde o início do conflito contra o Irã. Esse valor supera o Produto Interno Bruto de países como Guiana e Montenegro. De acordo com informações do g1, baseadas em estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), os gastos bilionários refletem a intensidade da guerra, mesmo com períodos de cessar-fogo que não foram totalmente cumpridos. O levantamento aponta que os norte-americanos podem ter consumido mais da metade de seu estoque pré-guerra de mísseis essenciais.
O estudo do CSIS foca em sete tipos de armas cruciais, como os mísseis Tomahawk e sistemas de defesa antiaérea. Em quatro dessas categorias, os níveis atuais de estoque são considerados críticos para enfrentar uma potência militar equivalente. Fontes consultadas pelo The New York Times projetam que, incluindo outros custos operacionais, o gasto total dos EUA já ultrapassou US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões). Embora o país ainda possua mísseis para sustentar a ofensiva, a vulnerabilidade em caso de novos conflitos globais aumentou. Aliados como a Ucrânia também podem sofrer as consequências, já que dependem do fornecimento constante de tecnologia norte-americana.
O presidente Donald Trump admitiu no início de março a escassez de armamentos de alta tecnologia. Apesar disso, ele afirmou que o país possui reservas vastas de armas de médio alcance. "Guerras podem ser travadas 'para sempre' e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos", declarou o presidente. No entanto, a reposição dessas unidades é um processo lento. Segundo o CSIS, o prazo para fabricação de novos lotes saltou de 24 para mais de 52 meses devido à alta demanda global. Isso significa que a reposição total do arsenal pode levar mais de quatro anos.
No lado iraniano, o cenário é de resistência tecnológica. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou em abril que as forças do país foram dizimadas. Contudo, autoridades ouvidas pela rede CBS News indicam que o Irã ainda mantém metade de seu arsenal de mísseis balísticos intacta, possivelmente escondida em bunkers e cavernas. O tenente-general James Adams, chefe da Agência de Inteligência de Defesa, alertou em relatório que o risco permanece alto. "O Irã mantém milhares de mísseis e drones de ataque de uso único capazes de ameaçar forças dos Estados Unidos e de parceiros em toda a região", concluiu o militar.
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