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EUA flexibilizam sanções impostas ao petróleo russo

13 mar 2026 - 07h31
(atualizado às 07h36)
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País autoriza venda temporária de petróleo russo embarcado em navios, e contorna punição imposta a Moscou após invasão da Ucrânia em 2024.O governo dos Estados Unidos anunciou, nessa quinta-feira (12/03), uma autorização temporária para a venda de petróleo russo armazenado em navios. A licença emitida pelo Departamento do Tesouro dos EUA libera a comercialização, até 11 de abril, de petróleo bruto e produtos petrolíferos russos que foram embarcados antes das 00h01 do dia 12 de março, horário local.

Licença emitida pelo Departamento do Tesouro vale até o dia 11 de abril e visa amortecer choque no petróleo com fechamento de Ormuz
Licença emitida pelo Departamento do Tesouro vale até o dia 11 de abril e visa amortecer choque no petróleo com fechamento de Ormuz
Foto: DW / Deutsche Welle

Desta maneira, a medida flexibiliza as sanções impostas à Rússia após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse em um comunicado que essa autorização tem como objetivo "aumentar o alcance global da oferta existente", mas que se trata de uma "medida de curto prazo". Segundo ele, o anúncio não trará "benefícios financeiros significativos ao governo russo, que arrecada a maioria dos impostos cobrados no momento da extração" do petróleo.

Ele já havia indicado anteriormente que o governo de Donald Trump estava considerando retirar sanções sobre o petróleo russo. O anúncio dessa quinta-feira vem uma semana depois de Washington ter emitido uma autorização temporária liberando a Índia de comprar petróleo russo que estava a bordo de navios.

"Suspensão era inevitável", diz Kremlin

O governo da Rússia reagiu à autorização temporária de Washington. Nesta sexta-feira (13/03), o enviado econômico do Kremlin, Kirill Dmitriev, afirmou que era "cada vez mais inevitável" que Washington suspendesse mais sanções.

"Os Estados Unidos estão efetivamente reconhecendo o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável", postou Dmitriev no Telegram.

"Em meio à crescente crise energética, uma maior flexibilização das restrições às fontes de energia russas parece cada vez mais inevitável, apesar da resistência de alguns burocratas em Bruxelas", acrescentou ele. Dmitriev revelou, no início desta semana, que participou de uma "reunião produtiva" com negociadores dos EUA na Flórida, o que marcou as primeiras conversas entre Moscou e Washington desde o início da guerra no Irã.

Já o presidente francês Emmanuel Macron, cujo país detém a presidência rotativa do G7, criticou a medida e declarou que o fechamento do Estreito de Ormuz "de forma alguma" justifica o relaxamento das sanções contra a Rússia.

"O consenso foi que não devemos mudar nossa posição sobre a Rússia e devemos manter nossos esforços na Ucrânia", disse Macron após uma videoconferência com outros líderes do G7 para discutir as consequências econômicas da guerra entre os EUA e Israel com o Irã.

Incerteza nos mercados

A guerra, que completou o 13º dia, segue pressionando os preços do barril de petróleo, que atingiram novamente os 100 dólares nessa quinta, enquanto as ações caíram em todo o mundo devido aos temores de que o conflito possa se prolongar mais do que o esperado.

Na semana passada, analistas estimaram que havia cerca de 125 milhões de barris carregados em petroleiros. Para se ter uma ideia, cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia costumam passar pelo Estreito de Ormuz, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE).

O Irã deixou claro que planeja continuar os ataques à infraestrutura energética em toda a região e usar o fechamento efetivo de Ormuz como vantagem contra Estados Unidos e Israel. Um quinto do petróleo comercializado no mundo passa pela hidrovia que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

Em uma coletiva de imprensa também nessa quinta-feira, o embaixador do Irã na Tunísia, Mir Masoud Hosseinian, disse que as forças navais iranianas "estabeleceram controle total" sobre o estreito e "realizaram ataques precisos em resposta às ofensivas à nossa infraestrutura petrolífera". "A segurança energética global depende do respeito à soberania do Irã", afirmou.

fcl/cn (AP, AFP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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