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"Eu tentei salvar ele": mãe lamenta morte do filho de 8 anos atingido por árvore durante temporal em Porto Alegre

Pouco antes das 9h, um pé de uva-do-japão de cerca de 12 metros de altura caiu sobre o casebre de madeira de um único cômodo em que a família morava

29 ago 2026 - 09h26
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Resumo
Um temporal provocou a morte de Wyllian Gustavo Barboza, de 8 anos, após uma árvore de 12 metros desabar sobre a casa da família na Zona Norte de Porto Alegre. O tronco atingiu o colchão onde a criança dormia. A mãe, com ferimentos leves, tentou socorrer o filho, mas não conseguiu erguê-lo a tempo do peso da árvore e salvou apenas seu bebê de quatro meses. O Corpo de Bombeiros, Samu e Defesa Civil atenderam a ocorrência no local da tragédia.

Um temporal com chuva forte e ventania deixou uma família enlutada nesta sexta-feira (28) em Porto Alegre. Wyllian Gustavo Barboza, de 8 anos, morreu depois que uma árvore de grande porte desabou sobre a casa onde vivia, na Vila Barranco, próxima ao Complexo Porto Seco, na Zona Norte da capital.

Como aconteceu

Foto: Reprodução redes sociais / Porto Alegre 24 horas

Pouco antes das 9h, um pé de uva-do-japão de cerca de 12 metros de altura caiu sobre o casebre de madeira de um único cômodo em que a família morava. O tronco atingiu diretamente o colchão onde o menino dormia. A queda ocorreu em meio a chuva torrencial e rajadas de vento que atingiram a região.

A mãe da criança sofreu ferimentos leves e um bebê de quatro meses, também presente na casa no momento do temporal, não se feriu.

Em depoimento dado durante uma reportagem, a mãe, Cenira Barboza, ainda muito abalada, contou que percebeu que o filho estava vivo no momento em que tentou socorrê-lo. Ela relatou ter puxado o braço da criança, mas não teve forças para retirá-lo de baixo do peso do tronco. Diante da impossibilidade de resgatá-lo, conseguiu apenas tirar o bebê da casa em segurança. Em outro momento emocionante, ela mostrou um tênis comprado para o filho um dia antes da tragédia e abraçou o calçado, como se fosse a própria criança.

A avó do menino, Neli Barboza, 63 anos, também relatou sua descrença diante da fatalidade. Defesa Civil municipal, Corpo de Bombeiros e Samu foram acionados e atenderam a ocorrência.

Porto Alegre 24 horas
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