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Estudo revela que vulnerabilidade social eleva mortalidade por câncer em São Paulo

Pesquisa detalha como o diagnóstico tardio e a falta de acesso a exames preventivos reduzem as chances de cura para a população de baixa renda

7 mai 2026 - 20h12
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Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas revelou que a população de baixa renda enfrenta um risco de morte por câncer significativamente maior, mesmo registrando menos diagnósticos da doença. A análise, que utilizou dados da cidade de Campinas (SP) coletados entre 2010 e 2019, expõe um abismo na saúde pública entre moradores de regiões ricas e periféricas. De acordo com informações da CNN, a desigualdade social atua como um fator determinante na sobrevida dos pacientes, evidenciando que o acesso ao sistema de saúde é desigual desde a prevenção até o tratamento especializado.

Imagem ilustrativa
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Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Os cientistas cruzaram dados do Registro de Câncer de Base Populacional com o Sistema de Informações sobre Mortalidade para entender o cenário local. Foram monitorados os tipos mais incidentes da doença, como os tumores de mama, próstata, pulmão, estômago, colo do útero e colorretal. Os resultados indicaram que, embora existam menos registros de câncer nas áreas mais pobres, as taxas de óbito nessas regiões são desproporcionalmente altas. Para os especialistas, esse fenômeno é um indicativo claro de que a doença é descoberta apenas em estágios avançados, quando as intervenções médicas possuem menor eficácia.

A mortalidade masculina apresentou dados preocupantes, especialmente em relação ao câncer de próstata, estômago e cavidade oral. No caso do câncer de próstata, o estudo apontou que a disparidade entre classes sociais aumentou ao longo da década analisada. Isso sugere que homens em situação de vulnerabilidade continuam encontrando barreiras severas para acessar diagnósticos rápidos e terapias modernas. Entre as mulheres, a maior letalidade foi observada no câncer de colo do útero, uma patologia que, segundo os pesquisadores, está intrinsecamente ligada à falta de exames preventivos, como o Papanicolau, nas áreas mais carentes.

Em contrapartida, os casos de câncer de mama foram mais frequentes entre mulheres de classes sociais mais elevadas. Os autores do estudo afirmam que esse dado reflete o maior acesso a mamografias e ao rastreamento precoce entre quem possui melhores condições financeiras. Outro ponto crítico levantado foi o avanço da mortalidade por câncer colorretal nas populações mais pobres. O estudo conclui que a demora no atendimento e a dificuldade em chegar a especialistas são os principais responsáveis por elevar o risco de morte. A pesquisa da Unicamp reforça a necessidade urgente de políticas públicas personalizadas que combatam o "jet lag" no diagnóstico para os brasileiros mais vulneráveis.

Perfil Brasil
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