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Especialista diz que porteiro foi fundamental para salvar vida de mulher espancada em elevador

Especialista diz que atitude de porteiro em caso de espancamento de mulher em elevador, foi fundamental para salvar a vida da vítima

2 ago 2025 - 12h35
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Especialista diz que porteiro foi fundamental para salvar vida de mulher espancada em elevador
Especialista diz que porteiro foi fundamental para salvar vida de mulher espancada em elevador
Foto: Reprodução e Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi / Contigo

O caso de violência ocorrido em um condomínio de Natal, no qual uma mulher foi brutalmente agredida com mais de 60 socos por seu companheiro dentro de um elevador, gerou forte comoção e levantou reflexões sobre a importância de ações imediatas e eficazes diante de situações de violência doméstica. O porteiro Manoel Anésio, de 60 anos, foi quem percebeu as agressões por meio das câmeras de segurança e acionou rapidamente a polícia. "Foi de imediato, eu chamei a polícia, rapidamente chegou e graças a Deus levaram ele", relatou o profissional, destacando seu papel essencial para que o agressor fosse detido em flagrante.

O agressor, identificado como Igor Eduardo Cabral, de 29 anos, ex-jogador de basquete, teve a prisão convertida para preventiva e será investigado por tentativa de feminicídio. A vítima, de 35 anos, sofreu fraturas graves no rosto e maxilar, mas passou por cirurgia com sucesso. A atuação do porteiro foi considerada crucial por especialistas, como a cofundadora da ONG Serenas, Amanda Sadalla, que enfatizou: "O que esse porteiro fez, de identificar o que estava acontecendo, é fundamental". Ela defende que profissionais que trabalham com o público sejam preparados para lidar com situações de violência, oferecendo acolhimento adequado e agindo com segurança.

Além da ação imediata, o caso expôs lacunas na prática de políticas públicas, mesmo em locais onde já existe legislação. "Tem a lei, mas não tem a prática", destacou Amanda, referindo-se à obrigatoriedade de condomínios notificarem episódios de violência doméstica. Ela também apontou que faltam investimentos e capacitação contínua para os funcionários que lidam com moradores, dificultando o acolhimento e a prevenção eficaz de novos episódios.

A ONG Serenas atua no Brasil justamente para cobrir essas falhas, focando tanto na formação de agentes públicos quanto no preparo para o atendimento das vítimas. Segundo Amanda Sadalla, a violência também está ligada a uma cultura enraizada: "Os meninos crescem aprendendo que controlar, agredir é uma forma de afeto, de amor". O episódio, marcado pela coragem do porteiro, serve como alerta para a importância da ação coletiva e da responsabilidade de todos na luta contra a violência de gênero.

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