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Irã ataca data center da Oracle em Dubai? Entenda a nova ofensiva contra gigantes de tecnologia

Saiba como o conflito no Oriente Médio está atingindo infraestruturas digitais e o que as empresas americanas dizem sobre as explosões

2 abr 2026 - 22h09
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A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado um centro de processamento de dados da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em uma escalada de tensões que atinge diretamente gigantes da tecnologia. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta quinta-feira (2). Segundo o portal g1, a empresa de tecnologia foi procurada para comentar o ocorrido, mas não houve retorno oficial até o momento. Em seu canal de comunicação oficial, a companhia informou que a operação na cidade segue em ritmo normal. Mais tarde, um porta-voz do governo de Dubai negou que a ofensiva tenha atingido as instalações físicas da empresa no território.

Oracle
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Foto: Rob Kim/Getty Images for Advertising Week New York / Perfil Brasil

Este episódio não é um fato isolado na semana de conflitos intensos na região do Golfo. Na última quarta-feira (1), a operação de computação em nuvem da Amazon no Bahrein também foi prejudicada após uma ação ofensiva atribuída ao governo de Teerã. De acordo com informações publicadas pelo Financial Times, a unidade da Amazon Web Services sofreu danos materiais significativos. O Ministério do Interior do Bahrein confirmou que equipes da defesa civil foram acionadas para conter um incêndio em uma instalação empresarial provocado pelo que classificaram como uma agressão iraniana. Embora o órgão não tenha detalhado o nome da empresa no primeiro momento, fontes do setor confirmaram o impacto na infraestrutura da gigante americana.

As ações ocorrem logo após a guarda nacional iraniana ameaçar abertamente companhias dos Estados Unidos que operam no Oriente Médio. Em um comunicado oficial, os militares listaram 18 organizações selecionadas como alvos legítimos para bombardeios. O texto afirma que as instituições seriam atacadas por estarem supostamente envolvidas em operações terroristas em conjunto com aliados israelenses. "Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança", diz o comunicado militar emitido pela mídia estatal. A orientação incluiu ainda que moradores próximos a essas sedes evacuassem as áreas em um raio de um quilômetro.

A lista de empresas sob ameaça direta inclui nomes como Boeing, Tesla, Nvidia, Apple, Google, Microsoft e Meta. Embora a Amazon não estivesse na lista inicial, suas instalações de rede já foram atingidas diversas vezes desde o início do conflito armado. Os militares iranianos justificam a ofensiva como uma resposta a ataques sofridos por cidadãos do país. Gigantes como a IBM, Intel, Dell e Cisco também figuram no documento de alerta. O cenário de instabilidade coloca em alerta máximo a segurança cibernética e física das Big Techs que mantêm servidores essenciais para o funcionamento da internet global estacionados na região árabe.

Perfil Brasil
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