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Emirates confirma traslado do corpo de brasileira morta em vulcão na Indonésia

30 jun 2025 - 17h43
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A companhia aérea Emirates informou nesta segunda-feira (30), que dará início na terça (1º) ao transporte dos restos mortais de Juliana Marins — brasileira que morreu ao cair durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. A rota prevê escala em Dubai, com chegada ao Rio de Janeiro no dia 2 de julho.

A jovem Juliana Marins
A jovem Juliana Marins
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

"A Emirates confirma que o corpo de Juliana Marins, cidadã brasileira que faleceu na Indonésia, será transportado para Dubai em 1º de julho e, posteriormente, para o Rio de Janeiro em 2 de julho", destaca a nota oficial da empresa.

Na mesma declaração, a empresa ressaltou que buscou articular esforços com autoridades locais e outras entidades indonésias para viabilizar o transporte, mas que foram necessárias adaptações diante da complexidade logística: "restrições operacionais tornaram inviáveis os preparativos anteriores".

"A família foi informada sobre a confirmação das providências logísticas. A Emirates estende suas mais profundas condolências à família durante este momento difícil", conclui a comunicação.

Família questiona laudo da Indonésia e pede nova autópsia no Brasil

A família de Juliana Marins, que era publicitária, acionou a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) para solicitar uma segunda autópsia no Brasil. O pedido foi enviado à Justiça Federal com apoio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) de Niterói.

A DPU declarou que apresentou petição junto à Justiça Federal solicitando a realização de nova perícia médico-legal no corpo de Juliana Marins durante o plantão judicial no domingo (29). A medida aguarda decisão do juízo competente. "A instituição segue acompanhando o caso e aguarda a manifestação do Judiciário quanto à petição apresentada", afirma o órgão.

O resgate do corpo levou quase quatro dias, sob condições adversas como neblina intensa, pedras escorregadias e terreno rochoso, além da precariedade da estrutura local.

A primeira autópsia realizada na Indonésia indicou que a causa da morte foi traumatismo por impacto decorrente da queda. Os testes toxicológicos ainda estão em andamento e podem levar até duas semanas — sem indícios de envenenamento ou uso de substâncias.

A Prefeitura de Niterói confirmou que desembolsou R$ 55 mil para custear a repatriação dos restos mortais e os procedimentos funerários no Brasil. O valor, anunciado na quarta (25), também cobre o sepultamento de Juliana em sua cidade natal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou ao Ministério das Relações Exteriores que ofereça total apoio à família. Um decreto publicado no Diário Oficial da União autorizou o financiamento do traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior — medida antes proibida pelas normas federais.

Para homenagear Juliana Marins, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), anunciou que o Mirante e a Praia do Sossego, em Camboinhas, passarão a levar o nome da publicitária. Segundo ele, a ação visa preservar sua memória e o vínculo afetivo com o local.

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