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Em última agenda na Itália, Bolsonaro encontra Salvini e homenageia 'pracinhas' em Pistoia

Líder da ultradireita italiana pediu 'desculpas' pelas manifestações contrárias à visita do presidente brasileiro à região

2 nov 2021 - 10h59
(atualizado às 11h06)
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Em seu último compromisso antes de deixar a Itália, o presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta terça-feira, 2, em Pistoia, de cerimônia em memória dos soldados brasileiros falecidos na Segunda Guerra Mundial, os chamados "pracinhas". Desde 1967, a cidade abriga um monumento no cemitério San Rocco, em que 462 soldados e oficiais brasileiros mortos foram enterrados no final da guerra. O evento contou ainda com a presença do senador da ultradireita italiana Matteo Salvini, que é apoiador de Bolsonaro.

Assim como ocorreu em outras cidades italianas, Bolsonaro foi recebido em Pistoia por manifestantes contrários e apoiadores. Um pequeno grupo de simpatizantes deu as boas-vindas ao presidente brasileiro no monumento, enquanto cerca de 300 pessoas se reuniram no centro da cidade para protestar contra ele. O senador italiano lamentou as menifestações contra Bolsonaro.

Durante o discurso, o presidente repetiu que "a liberdade é mais importante" que "a própria vida", e se disse muito honrado em estar, pela primeira vez, visitando o país de seus antepassados. "Hoje, comemoramos aqueles que tombaram em luta por aquilo que é mais sagrado entre nós, a nossa liberdade", afirmou. Estavam presentes no evento os ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil), Carlos França (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Presidente Jair Bolsonaro encontra com senador da ultradireita italiana Matteo Salvini em Pistoia.
Presidente Jair Bolsonaro encontra com senador da ultradireita italiana Matteo Salvini em Pistoia.
Foto: Foto: Reprodução/Twitter Matteo Salvini / Estadão

Depois da cerimônia, pelo Twitter, Salvini disse que a homenagem não deveria "suscitar polêmica". "Honrar os mortos, hoje em particular, não deve suscitar polêmica e por isso peço desculpas ao Brasil, cujos filhos deram vida pela liberdade do nosso país. A amizade entre nossos povos vai além das distinções políticas", escreveu.

Mais cedo, ao chegar no cemitério, o político italiano pediu desculpas ao povo brasileiro "pelas polêmicas incríveis" que ocorreram em relação à ida de Bolsonaro a Pistoia. A passagem do presidente brasileiro pelo país gerou protestos tanto em Roma quanto no interior, nas cidades de Anguillara Veneta e Pádua, onde ele esteve ontem para receber título de cidadão honorário e visitar a Basílica de Santo Antônio, respectivamente.

"Ouvi aqui a palavra gratidão. Ela tem mão dupla. Apesar de o Oceano Atlântico nos separar, nos sentimos mais mais que vizinhos, nós somos irmãos. Daqueles jovens que estiveram aqui nos idos de 43, 44 e 45, poucas dezenas ainda estão vivos. Mas, eles são para nós, a chama da liberdade. A todos vocês, nossos irmãos italianos, a minha continência e orgulho de estar aqui e a minha satisfação de tê-los ao nosso lado ontem, hoje e sempre. Brasil e Itália sempre juntos", disse ao fim do discurso.

A tour de Bolsonaro pela Itália chega ao fim na tarde desta terça-feira. O presidente está no país desde a última sexta-feira, no fim de semana, ele participou de encontro do G-20.

Estadão
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