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Em debate, Tarcísio e Haddad 'nacionalizam' temas e reproduzem polarização entre Bolsonaro e Lula

Candidatos ao governo de São Paulo usaram parte do tempo de fala para defender os candidatos à Presidência da República

10 out 2022 - 23h45
(atualizado em 11/10/2022 às 00h29)
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Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaram do primeiro debate no segundo turno das eleições em São Paulo.
Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaram do primeiro debate no segundo turno das eleições em São Paulo.
Foto: Renato Pizzutto/Band

O primeiro debate do segundo turno das eleições entre os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), foi marcado pela 'nacionalização' dos temas discutidos e pela reprodução da polarização entre Bolsonaro e Lula.

Desde o início do debate, os dois políticos exploraram a popularidade e a rejeição de seus padrinhos políticos ao citarem diversas vezes os presidenciáveis. 

Ao longo de quase todo o primeiro bloco do debate, Tarcísio e Haddad discutiram o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao comentarem sobre a postura do atual chefe do Executivo durante a pandemia de covid-19 e as críticas feitas pela campanha de Lula contra o rival.

Quando questionados se eles se comprometeriam a manter a tarifa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do combustível em 18%, Tarcísio tratou de dar ênfase ao seu aliado, o presidente Jair Bolsonaro: “Foi uma briga comprada pelo presidente Bolsonaro", disse ele, que alegou que houve queda da inflação com medidas implantadas pelo governo federal. "Significa que a comida vai chegar mais barata, os produtos, e nós nos comprometemos a manter essa redução", disse.

Haddad prometeu manter a alíquota, mas também aproveitou seu tempo para fazer uma crítica ao governo de Bolsonaro. O candidato afirmou que depois de quatro anos "espoliando os consumidores" com aumentos sucessivos, "por desespero, às vésperas da eleição" o governo resolveu fazer "caridade com o chapéu alheio".

Em outro momento, Tarcísio questionou o petista sobre a frase de Lula, que disse que “Bolsonaro não gosta de gente, gosta de policial”. Haddad destacou que Lula já se desculpou pela declaração e explicou que queria usar a palavra “milícia” e não “polícia”. O petista afirmou ainda que Bolsonaro comete sucessivos erros, - citando falas sobre a pandemia e sobre o suícidio -, mas argumentou que o candidato do PL não se desculpa por nada que diz.

Foi apenas no segundo bloco do debate, respondendo às perguntas de jornalistas da Band, que os candidatos focaram em apresentar suas próprias propostas. Eles citaram medidas de segurança, agronegócio, educação e para expansão do transporte.

No terceito bloco, os candidatos voltaram a citar seus aliados políticos ao debaterem temas como saúde, economia, infraestrutura e até mesmo o orçamento secreto.

Falas viram memes

O debate esteve entre os principais assuntos comentados do Twitter, com milhares de menções na rede social. Entre críticas e elogios ao desempenho dos candidatos, muitos memes também foram compartilhados

Um deles foi a ironia de Haddad ao citar a merenda das crianças nas escolas estaduais: “Você sabe o que as crianças tão comendo na escola? É suco e bolacha. Ou biscoito, como vocês chamam lá no Rio de Janeiro”, disse o petista, em provocação ao rival. Haddad também chamou o adversário de carioca algumas vezes. A tática foi usada porque Tarcício nasceu no Rio e, na campanha do primeiro turno, não soube responder sobre sua seção eleitoral na cidade de São Paulo. 

Uma gafe de Tarcísio também foi bastante comentada por internautas, quando o candidato errou o nome do bairro Campos Elíseos, que fica na área central da capital paulista, e disse "Campos dos Elíseos" mais de uma vez. 

Fonte: Redação Terra
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