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Em convenção partidária, PL lança Flávio Bolsonaro ao Planalto sem definição de vice

Ato político na capital paulista reuniu lideranças da legenda e o presidente da Argentina, Javier Milei; campanha projeta alianças partidárias e foca em segurança pública

25 jul 2026 - 11h45
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O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República durante convenção nacional realizada em São Paulo. O início do evento registrou aglomeração na entrada do espaço, após a equipe de segurança informar que o local havia atingido a capacidade máxima de 150 pessoas. Conforme as informações publicadas pelo g1, o ato político contou com discursos de lideranças da legenda e com a participação presencial do presidente da Argentina, Javier Milei. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não compareceu presencialmente ao evento, mas gravou uma mensagem em vídeo para exibição e foi representada por um totem instalado no espaço do PL Mulher.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro
Foto: Vittor Sales/Divulgação/Pré-campanha Flávio Bolsonaro / Perfil Brasil

O parlamentar de 45 anos inicia a corrida presidencial sem um nome definido para a vaga de vice na chapa. O candidato tem manifestado a intenção de compor o posto com uma liderança feminina, mas a definição oficial depende das negociações em curso para a formação de coligações partidárias, que visam ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Legendas como PP, União Brasil e Republicanos vêm indicando preferência pela neutralidade no primeiro turno. Caso o Republicanos firme a aliança, a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do núcleo econômico da campanha, é cotada para a vaga. No PP, o nome avaliado é o da deputada federal Simone Marquetto, enquanto a senadora Tereza Cristina já descartou a composição. Se não firmar coligações até o prazo legal de 15 de agosto, o PL deve anunciar uma chapa pura.

Esta é a primeira disputa presidencial do parlamentar, eleito senador em 2018 e ex-deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos. Em dezembro, pesquisas de intenção de voto da Quaest apontavam o senador em segundo lugar na disputa contra o atual presidente Lula, registrando oscilações nos meses seguintes, com o pico de 33% em maio e 28% no levantamento deste mês. O recuo nos índices coincidiu com a divulgação de investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, suspeito de repassar recursos para o financiamento de uma obra cinematográfica sobre a família do candidato.

O cenário jurídico da candidatura envolve investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a apurar se os repasses financeiros de Vorcaro custearam despesas do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Paralelamente, um inquérito sob relatoria do ministro Flávio Dino investiga a legalidade do uso de emendas parlamentares em favor da produtora do filme. A coordenação da campanha também monitora os desdobramentos de novas tarifas comerciais anunciadas pela administração dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e os reflexos de divergências públicas recentes entre Flávio e Michelle Bolsonaro sobre alianças partidárias no Ceará, episódios que motivaram um pedido público de desculpas por parte do senador nesta semana.

No plano de governo apresentado, as propostas iniciais concentram-se no programa de segurança pública intitulado "Brasil sem Medo", que defende a redução da maioridade penal, a classificação jurídica de facções criminosas como organizações terroristas e a aplicação de castração química para condenados por crime de estupro. Para o eleitorado feminino, as propostas apresentadas no plano "Brasil por Elas" incluem a ampliação do acesso à internet e a criação de linhas de microcrédito voltadas ao empreendedorismo. Em manifestações recentes, Flávio Bolsonaro subiu o tom das críticas às restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, que o proibiu de visitar o ex-presidente por 90 dias devido a manifestações políticas interpretadas como propaganda eleitoral. O senador também questionou publicamente o sistema eletrônico de votação em reunião com diplomatas. O candidato declarou que, caso seja eleito, atuará pela concessão de anistia ao seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre condenação judicial.

Perfil Brasil
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