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Samba, eletrônico e sertanejo animam campanhas em SP; ouça os jingles

Início do horário eleitoral gratuito marca retorno dos jingles à programação da rádio e TV; candidatos apostam em músicas chamativas para atrair atenção dos leitores

13 out 2020 - 07h10
(atualizado em 13/10/2020 às 00h21)
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A propaganda eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta-feira, 9, e os candidatos a prefeito na capital produziram jingles com ritmos que vão do pop eletrônico à roda de samba, passando pelo sertanejo e o funk. As músicas foram produzidas com o intuito de colar na cabeça do eleitor a mensagem principal de cada candidato.

Líder na mais recente pesquisa Estadão/Ibope/TVGlobo com 26% das intenções de voto, Celso Russomanno (Republicanos) vai colocar no ar a partir de amanhã um jingle com tom gospel que exalta a aliança dele com o presidente Jair Bolsonaro. A letra consolida a estratégia de colar o candidato, derrotado nas campanhas municipais de 2012 e 2016, na imagem do presidente da República.

Já Bruno Covas (PSDB), segundo colocado com 21% das intenções de voto, optou por um ritmo samba funk com arranjos eletrônicos em busca de um link entre sua luta pessoal contra o câncer e os desafios da cidade, a campanha de Covas fez um jingle com samba funk e adotou o refrão "força, foco e fé".

Já Guilherme Boulos (PSOL) - 8% - recorreu a uma mistura de funk e música de escola de samba para atrair a atenção dos eleitores da periferia e chamar atenção para a ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL), sua candidata a vice. O ex-governador Márcio França (PSB) - 8% - recorreu ao ritmo sertanejo em um jingle que fala em "12 milhões de corações", "povo que trabalha" e rima "Mudança" com França.

Orlando Silva (PCdoB) usou uma roda samba para martelar o refrão "preto, prefeito preparado" e "é mais um Silva como nós".

Os jingles que você vai ouvir na campanha:

Celso Russomanno (Republicanos)

Com três menções a Bolsonaro, o jingle de campanha de Russomanno apresenta tom gospel e não utiliza a expressão "defensor do consumidor", preterida por "defensor do povo".

Bruno Covas (PSDB)

Em busca de um link entre sua luta pessoal contra o câncer e os desafios da cidade, a campanha de Covas fez um jingle com samba funk e adotou o refrão "força, foco e fé".

Márcio França (PSB)

Com um ritmo sertanejo, o jingle fala em "12 milhões de corações", fala em "povo que trabalha" e rima "Mudança" com França.

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Guilherme Boulos (PSOL)

Em busca de uma conexão com a periferia, o candidato do PSOL optou por um jingle em ritmo de funk e samba de carnaval com direito a bateria. "O Boulos chegou, Erundina voltou".

Jilmar Tatto (PT)

Música começa em ritmo sertanejo universitário, com um refrão que diz: "no tempo do PT era diferente. Esse tempo vai voltar. Está na hora de Jilmar". Depois muda para rap e elenca obras do partido.

Joice Hasselmann (PSL)

Jingle usa o ritmo pop com influência do funk americano. A letra prega "Mais verdade, menos mimimi", recorre a imagem da "prefeita que não cansa" e termina com o mote "Tem jeito, tem Joice"

Orlando Silva (PCdoB)

Uma roda samba usa o refrão "preto, prefeito preparado" e "É mais um Silva como nós".

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Filipe Sabará (Novo)

Com um pop rock acústico, recorre ao nome do partido "São Paulo andando de novo, crescendo de novo, sangue novo". A música termina com o mote: "Sabará saberá"

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Arthur do Val (Patriotas)

Usa um rock com música eletrônica. "Sei que vou enfrentar a máfia dos transporte, sou mais forte". Arthur do Val: seu sobrenome é coragem "É paulistano de verdade"

Levy Fidelix (PRTB)

Fez uma marchinha de carnaval martelando o número 28 e sem citar o nome do candidato. "Em todo canto se vê a força do 28".

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Estadão
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