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PT lidera em SP, mas 1/3 dos eleitores se diz "antipetistas"

3 out 2020
07h20
atualizado às 08h57
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O antipetismo supera o petismo como força política na cidade de São Paulo. Nada menos que 36% dos moradores não votariam de jeito nenhum no partido - mas, paradoxalmente, a legenda também é a que tem mais simpatizantes na capital (23%), segundo a pesquisa Ibope/ Estadão/ TV Globo.

Foto: Janne Ruiz / Futura Press

Isso significa que o candidato a prefeito do PT, Jilmar Tatto, tem potencial de crescimento, mas também tem um teto que limita esse avanço. Ele teve apenas 1% na pesquisa Ibope.

Os antipetistas se concentram mais nas áreas não periféricas da cidade, onde a renda e os níveis de escolaridade são maiores. Quase metade (44%) dos eleitores que se definem como brancos não votariam de jeito nenhum no partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já entre os negros, essa taxa cai para 29%. Na divisão do eleitorado por religião, os evangélicos são marcadamente mais antipetistas que os católicos. No primeiro grupo, 45% rejeitam a hipótese de votar no PT. No segundo, são 34%.

Em nenhum segmento do eleitorado o sentimento anti-PT é tão forte como no bolsonarismo. No universo dos paulistanos que avaliam de forma positiva o governo do presidente Jair Bolsonaro, seis em cada 10 eleitores afirmam que não votariam no partido em nenhuma hipótese.

Na eleição presidencial de 2018, o então candidato Bolsonaro atropelou o PSDB - que por mais de 25 anos havia polarizado a política nacional com o PT - e conquistou uma quase hegemonia no eleitorado antipetista. Às vésperas do primeiro turno, ele tinha 61% dos votos nesse segmento.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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