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Pré-candidato no Rio, Bebianno diz que Bolsonaro 'ignora o Rio de Janeiro'

Anúncio da candidatura do ex-ministro foi feito nesta quinta-feira pelo governador João Doria no diretório paulista do PSDB

5 mar 2020
10h55
atualizado às 14h37
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Escolhido pelo PSDB como pré-candidato do partido à prefeitura do Rio do Janeiro, o ex-secretário geral da Presidência Gustavo Bebianno adotou um discurso duro contra o presidente Jair Bolsonaro e esse deve ser o tom de sua pré-campanha. "Bolsonaro ignora o Rio de Janeiro, tanto o Estado quanto a cidade. Ele enxerga no Rio uma fonte de problemas e prefere se manter à distância", disse o advogado ao Estado nessa quinta-feira, 5, em entrevista concedida na sede estadual do PSDB paulista, na capital.

A escolha de Bebianno foi uma indicação do empresário Paulo Marinho que, assim como ele, foi aliado de Bolsonaro, mas rompeu com o presidente. O PSDB havia anunciado que a ex-secretária de Cultura da capital fluminense, Mariana Ribas, seria candidata na cidade, mas recuou por pressão de Marinho. "Houve uma mudança de posições no gramado", disse Bebianno. Mariana deve assumir um cargo no Sebrae.

Marinho afirmou que serão 75 candidatos a vereador no Rio pelo PSDB. O empresário prometeu o anúncio oficial das candidaturas à Câmara e à Prefeitura no dia 4 de abril.

Segundo aliados, o governador João Doria decidiu fazer o anúncio da candidatura de Bebianno em São Paulo para dar uma sinalização pública de seu poder sobre a legenda. O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, veio a São Paulo para o evento.

Ao falar sobre o cenário das eleições municipais, Bebianno, que foi presidente nacional do PSL, disse que Bolsonaro "destruiu" o partido. "Como disse o Major Olímpio, ele morava sozinho e fugiu de casa. Destruiu o PSL e ficou sem partido. Está na calçada. Acho muito difícil a Aliança sair do papel até a eleição", afirmou.

Ainda segundo o pré-candidato, o presidente adota atitudes inexplicáveis. "Ele ouve pessoas beligerantes que acirram a beligerância dele. Bolsonaro arruinou sua base na Câmara."

Bebianno contou que em 2017 trabalhou "intensamente" para filiar Hamilton Mourão ao partido, para que o general disputasse o governo do Rio de Janeiro em 2018, mas Bolsonaro vetou o movimento.

O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) também foi alvo do advogado. "A cidade do Rio está abandonada. Temos um prefeito que parece não gostar da cidade. Não é um carioca legítimo."

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