Flávio Bolsonaro publica brasão de 1889 em carta após fuga
Senador fugiu para a Flórida (EUA) com a família após perder as eleições presidenciais
Flávio Bolsonaro (PL) usou um brasão de 1889 ao publicar um comunicado na tarde desta quarta-feira, 28, no qual se autoproclama presidente do Brasil, após perder as eleições presidenciais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale lembrar que o senador não tem poder para se autodeclarar presidente.
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O comunicado foi enviado pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo à imprensa, depois de ter informado que o senador concederia uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 29, em Miami, na Flórida (EUA). Flávio e a família fugiram para os Estados Unidos na segunda-feira, 26, com a ajuda do governo norte-americano.
O primeiro informativo enviado por Figueiredo trazia um antigo brasão do país com os dizeres "Estados Unidos do Brazil", usado entre os anos de 1889 e 1968. O símbolo corresponde ao período em que foi instituído o regime republicano no Brasil, em 15 de novembro de 1889.
Desde 1968, o brasão das Armas Nacionais traz os dizeres "República Federativa do Brasil". Após enviar o comunicado com o brasão antigo, o jornalista corrigiu o uso do símbolo e inseriu o brasão atualizado no informativo.
Sem autoridade oficial, Flávio se autodeclarou "presidente eleito do Brasil". A declaração ocorre após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, e Tarcísio de Freitas, aliado de Flávio e governador de São Paulo, reconhecerem oficialmente o resultado das eleições.
No comunicado divulgado em suas redes sociais, o senador faz agradecimentos aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, e afirma que o presidente norte-americano é um "grande defensor da liberdade de expressão".
"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas", escreveu o senador.
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