Flávio Bolsonaro fez festa em lancha com garotas de programa, diz revista
Churrasco teria sido organizado por lobistas em plena pandemia de Covid
Segundo a revista piauí, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma festa com garotas de programa em uma lancha em Brasília, em julho de 2020. O evento teria sido organizado por empresários da Precisa Medicamentos, investigados na CPI da Covid por tentar vender a vacina Covaxin ao governo federal. A publicação afirma que o senador esteve com uma das mulheres, ganhou um relógio Rolex e estava com seu sócio. Flávio defendeu a empresa na CPI e os citados não se manifestaram sobre o caso.
O senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) teria participado de uma festa com garotas de programa em uma lancha em Brasília em julho de 2020, em plena pandemia de Covid-19. A informação foi divulgada pela revista piauí.
Segundo a publicação, a festa foi organizada pelos empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, que tentava convencer o governo do então presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, a comprar a vacina indiana Covaxin.
Ainda de acordo com a piauí, Trento e Maximiano contaram com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão para realizar um churrasco para o senador em uma lancha no Lago Paranoá. A revista diz que a festa teve a presença de três prostitutas trazidas de São Paulo e durou das 10h30 às 15h.
Segundo a publicação, Flávio chegou a descer para a cabine da embarcação com uma das garotas de programa e ainda foi presenteado com um relógio de luxo da marca Rolex no fim do evento.
Ele estaria acompanhado de Alexandre Santini, seu sócio na loja de chocolates envolvida em um escândalo de suposta lavagem de dinheiro no caso das "rachadinhas", no qual foi investigado por suspeita de se apropriar de parte dos salários de funcionários em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Trento, Maximiano e Barão foram investigados na CPI da Covid, e um funcionário do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, relatou pressões para assinar o contrato de fornecimento da Covaxin, mas a aquisição acabou suspensa.
Durante a CPI, Flávio saiu em defesa da Precisa Medicamentos e negou qualquer irregularidade nas tratativas. Até o momento, o candidato não se pronunciou sobre as denúncias trazidas pela piauí, assim como Trento e Maximiano.

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