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Do Acre, criadora do e-Título diz que projeto foi 'divisor de água' no processo eleitoral

Rosana Magalhães idealizou aplicativo em 2017; atualmente, mais de 60 milhões de pessoas utilizam o e-Título

28 out 2026 - 05h00
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Rosana Magalhães é servidora aposentada e ex-diretora do TRE-AC
Rosana Magalhães é servidora aposentada e ex-diretora do TRE-AC
Foto: Arquivo pessoal

Idealizadora do e-Título, a servidora aposentada e ex-diretora do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Rosana Magalhães, afirma ao Terra que a criação do projeto foi um "divisor de águas" no processo eleitoral brasileiro.

Idealizado em 2017, o e-Título é um aplicativo disponibilizado pela Justiça Eleitoral com o objetivo de digitalizar o documento físico e agilizar a consulta de informações durante o período eleitoral. De acordo com Rosana, após duas décadas de trabalho no TRE, surgiu a ideia do projeto para trazer melhorias e agilidade à Justiça Eleitoral. 

"Tive essa ideia em um domingo, me questionando por que a gente não tinha um título eleitoral digital, com informações mais dinâmicas. Já tínhamos a biometria, por exemplo, a urna eletrônica também. Escrevi o projeto e, nele, continha o aplicativo. O projeto foi aceito pela presidente do TRE-AC à época e, posteriormente, pelo TSE. O ministro Gilmar Mendes determinou que fosse executado o mais rápido possível", explica. 

Rosana conta que a ideia também ganhou força pela própria experiência que teve dentro do sistema eleitoral. Dos 35 anos em que trabalhou na Justiça Eleitoral, 30 anos foram dedicados à secretaria de Tecnologia do tribunal. 

"Eu participava de atendimentos ao eleitor, de todas as etapas do processo da eleição e eu via o quanto esse processo de cadastramento eleitoral, de procurar segunda via e de perder o título impresso era desgatante. Muitas pessoas acabavam perdendo o título, com isso, se formavam filas enormes para obter a segunda via."

Ela também ressalta os gastos adicionais com a reimpressão de títulos, por exemplo, quando a seção eleitoral era alterada.

"Um dos papéis de quem trabalha na área de tecnologia é pensar em novas soluções e em como melhorar os processos manuais. Sempre acreditei que esse projeto daria certo. Não mudou só minha vida pessoal e profissional, mas a vida de várias pessoas que tinham dificuldades em obter a documentação e informações da Justiça Eleitoral", afirma. 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 60 milhões de pessoas utilizam o e-Título. Quem tem biometria cadastrada e fotografia digital pode usar o aplicativo como documento oficial na hora de votar.

A primeira vez em que o e-Título foi usado foi durante as eleições de 2018. A partir daí, o aplicativo ganhou diversas atualizações e novas funcionalidades, como mostrar a localização do local de votação dos eleitores, sem a necessidade de consultar o site da Justiça Eleitoral. Tudo pode ser feito pelo próprio aplicativo. 

"Eu acho maravilhoso que o e-Título não ficou na primeira versão. O mais importante é que ele continuou crescendo e a cada ano tem mais novidades. A equipe que é responsável pelo desenvolvimento se dedica todos os dias a criar mais utilidade para o e-título. Ele está em boníssimas mãos no TSE", elogia. 

Fonte: Portal Terra
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