Derrota de Flávio abre caminho para Tarcísio disputar a Presidência em 2030
Reeleito governador de São Paulo, Tarcísio ganha espaço na direita após derrota de Flávio Bolsonaro, avalia cientista político
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais de domingo, 25, abre caminho para que o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dispute a Presidência da República em 2030. Reeleito com 62,65% dos votos válidos, o governador chega ao próximo ciclo eleitoral fortalecido e volta a ser apontado como uma das principais alternativas da direita para o Palácio do Planalto.
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A avaliação é do sociólogo e cientista político Mateus Rosa Tognella, especialista em marketing político e propaganda eleitoral.
Segundo o especialista, uma vitória de Flávio poderia dificultar os planos de Tarcísio, já que o senador teria a possibilidade de disputar a reeleição em 2030. Com a derrota, o governador ganha maior liberdade para construir um projeto presidencial próprio.
"A derrota do senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 beneficia diretamente o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na perspectiva da disputa presidencial de 2030", afirma Tognella.
O cientista político destaca a força eleitoral e econômica de São Paulo. Por governar o Estado com o maior colégio eleitoral e o maior Produto Interno Bruto (PIB) do País, Tarcísio possui visibilidade nacional e capacidade de articulação política.
Outro fator apontado pelo especialista é a filiação partidária. Tarcísio pertence ao Republicanos, enquanto Flávio é do PL. Essa diferença pode favorecer a construção de alianças sem dependência direta dos interesses da família Bolsonaro.
Durante a campanha, Flávio chegou a declarar apoio a uma eventual candidatura de Tarcísio em 2030. Foi durante um evento em São Carlos, no interior. O governador, no entanto, ainda não anunciou planos de disputar o Planalto.
"Isso não significa que a candidatura esteja garantida, mas que ele poderá chegar à próxima disputa com maior liberdade para construir alianças, ampliar a projeção nacional e disputar o protagonismo desse campo político", conclui Tognella.
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