Deputado que disse que seu eleitor 'bebe detergente' é eleito senador em MT
Após repercussão, José Medeiros minimizou a fala, alegando ser uma 'piada antiga sem graça tirada de contexto'
O deputado federal José Medeiros (PL) foi eleito para o Senado por Mato Grosso com 27,35% dos votos, mesmo após a repercussão de um áudio vazado em que dizia que seu eleitor "ora para alienígena e bebe detergente". Apoiado pela família Bolsonaro e com pautas contrárias ao ministro Alexandre de Moraes, o parlamentar minimizou o episódio durante a campanha, justificando que a declaração se tratava apenas de uma piada antiga fora de contexto sobre os rótulos atribuídos aos bolsonaristas.
BRASÍLIA - O deputado federal José Medeiros (PL) que disse que seu eleitor "bebe detergente" foi eleito o segundo mais votado ao Senado por Mato Grosso. Medeiros recebeu 977.777 votos, o equivalente a 27,35% dos votos válidos no Estado.
Ao longo do primeiro turno, Medeiros admitiu ter dito que seu "eleitor bebe detergente". A declaração do deputado ocorreu em um áudio vazado que teria sido enviado por Medeiros ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. "Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico", disse o deputado bolsonarista no áudio que veio à tona no fim de setembro.
Após a ampla repercussão, Medeiros minimizou a fala, alegando ser uma "piada antiga sem graça tirada de contexto". "Nós bolsonaristas somos rotulados de beber detergente e rezar pra E.T. Mas fazemos mais que isso. A gente também vai pra Brasília, em vez de ir pra Lisboa participar do 'gilmarpalooza', a gente também come pão com leite moça em vez de lagosta e whisky comprados com o dinheiro dos velhinhos do INSS, a gente também acampa na frente de quartel em vez de se hospedar em hotéis de luxo na Europa pago com o dinheiro do povo de Mato Grosso", afirmou Medeiros.
"E sobre a frase, faltou o mais importante: o detergente que a gente bebe é Ypê", afirmou o deputado, em referência aos protestos realizados por bolsonaristas em maio deste ano após a Anvisa ter suspendido produtos da marca por irregularidades na produção.
Medeiros era o candidato ao Senado em Mato Grosso apoiado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e diz ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para o cargo. As suas bandeiras de campanha foram "Bolsonaro livre e Alexandre de Moraes preso".
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