Campanha de Lula registra canal 'Exército do Lula' no TSE após suspensão determinada por Nunes Marques
Advogados disseram, porém, que canal foi criado pelo deputado André Janones (PT) e que a campanha não possui gerência sobre as publicações
A campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrou o canal de WhatsApp Exército do Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início da tarde desta terça-feira, 13. No pedido, os advogados da campanha pedem que a Corte considere o canal como parte da campanha oficial do candidato, mas esclarecem, em seguida, que ele foi criado pelo deputado federal André Janones (PT) e que a campanha não possui gerência sobre o que é publicado ali.
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A regularização acontece após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão do canal. No parecer, o ministro condicionou a retomada ao cumprimento da exigência de comunicar à Corte o endereço do canal como meio de comunicação oficial da campanha de Lula.
Ainda segundo a decisão anterior de Nunes Marques, a retomada do canal deve acontecer em um intervalo de 48 horas após o registro.
Logo após fazer o pedido de regularização do canal, a campanha de Lula esclareceu ao TSE, em um outro documento, que o meio de comunicação foi "criado e é administrado pelo Deputado Federal André Luis Gaspar Janones e não está sob a supervisão direta da campanha" do candidato. No documento, os advogados reforçam que só fizeram o pedido de registro para seguir a determinação de Nunes Marques.
Segundo os advogados, Lula não integra o canal e não foi ouvido antes da decisão do presidente da Corte, assim como não concorda com a determinação de que o canal seja registrado como vinculado à sua campanha.
Pouco depois da determinação de Nunes Marques, o canal divulgou uma mensagem em que informa que ficará 48 horas fora do ar e que o deputado federal André Janones (PT) continuará orientando os apoiadores por meio do seu Instagram.
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