Beijos, Alckmin em evidência e festa para o Nordeste: como Lula foi recebido pela Avenida Paulista
Aos 80 anos, petista conseguiu se reeleger e juntou 'mar vermelho' num dos cartões postais da capital paulista
Nem a chuva atrapalhou a festa após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite deste domingo, 25, tomou conta da Avenida Paulista, em São Paulo. O petista chegou pouco depois da meia noite para falar com os eleitores, protagonizou beijões com a primeira-dama Janja da Silva, botou mais uma vez o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em evidência e exaltou o Nordeste.
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O ‘mar vermelho’ de gente na avenida trio elétrico atrapalhou um pouco o fluxo da chegada de Lula no entorno do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde estava o trio elétrico do qual ele subiu para falar com seu eleitorado. Enquanto os eleitores esperavam pelo presidente, uma imagem de Flávio Bolsonaro (PL) apareceu no telão, e o público vaiou.
Na sua primeira fala, ele destacou a força das mulheres na eleição e propôs um beijo dele e de Alckmin nas esposas. Nesse momento, o clima era de Copa do Mundo, com todos os presentes gritando e celebrando. O presidente, inclusive, beijou Janja mais de uma vez. Em seguida, ele exaltou mais uma vez a atuação do vice-presidente em sua campanha e passou a palavra para seu parceiro político.
Alckmin, por sua vez, falou sobre o sentimento de gratidão aos jovens e idoso do país inteiro pela mobilização no segundo turno. “O futuro começa hoje e ele se chama juventude. Agradecer aos idosos que fizeram sacrifício e foram votar”, afirmou. Depois, destacou os recordes da votação, como o menor número de abstenções em 20 anos, e os mais de 64 milhões de votos no petista, e disse mais uma vez que Lula salvou a democracia.
“[Quero] Agradecer, presidente, à São Paulo, aqui entre o primeiro e segundo turno, aumentou 27,5% a votação do presidente Lula. Finalmente, trazer uma palavra: o presidente Lula salvou a democracia do Brasil duas vezes. Por isso, conte conosco, nosso respeito, nossa admiração para trabalharmos juntos e estarmos à altura da confiança do povo”, disse
Lula pegou mais uma vez o microfone e, mesmo com a voz rouca, declarou sua gratidão ao eleitorado que o elegeu neste domingo.
“Quero que você saiba que cada coisa que faço, eu faço pensando em vocês, todas as políticas públicas, são políticas pensando em vocês. Vocês me deram a primazia de ser o primeiro presidente da república eleito quatro vezes. Esse é um fato histórico que devo ao povo brasileiro. Eu devo a vocês, por isso, quero agradecer a cada um, a cada mulher, hoje vi na televisão um gesto de muitos netos levando avô e avó para votar na cadeira de rodas. Eu devo essa vitória à juventude rebelde que se levantou em defesa da democracia”, disse.
O petista também exaltou mulheres, educadores e aqueles que lutaram pelo fim da escala 6x1. O presidente reeleito ainda prometeu que este será o ‘melhor mandato que um presidente já fez na história’ do Brasil e que a comunicação digital estará muito presente no ‘Lula 4’.
Lula ainda citou o celular que ganhou do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). “Agora se preparem que eu não vou mais conversar com vocês pela interpretação da imprensa, vou conversar pelo exército do Janones”, em alusão ao canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’, criado pelo deputado estadual.
O presidente seguiu prometendo que “a revolução da educação”, com o programa ‘Pé de Meia’ para os universitários, universalização do ensino em tempo integral, e até uma inteligência artificial brasileira. E mais uma vez agradeceu.
“O dia de hoje é histórico, sou obrigado a agradecer todo dia a Deus por fazer o menino que saiu do Nordeste para não morrer de fome, chegar em São Paulo e virar torneiro mecânico e presidente. Isso é coisa de Deus e de vocês. Por isso, eu amo vocês. Por isso, vocês vão ser importantes no meu governo”, afirmou.
Por fim, o presidente exaltou o Nordeste chamando Fonteles e o ministro da Educação Camilo Santana. “Nós crescemos 2 milhões e meio de votos na Grande São Paulo, mas queria chamar duas pessoas aqui. Um do Piauí e um do Ceará. Esse companheiro é Rafael, governador do Piauí que enterrou carreira do Ciro Nogueira no estado. Esse aqui é o Camilo Santana, ex-governador do Ceará, senador e meu ministro. Queria dizer que graças a Deus esse país ainda tem um povo como nordestino”.

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