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Após manifestações pró-Lula, UFF denuncia ameaças de agressão e incêndio à PF: 'Vamos tacar fogo'

Mensagens incitam agressões contra estudantes, uso de armas brancas e plano para incendiar a universidade; instituição reforçou segurança

9 out 2026 - 13h13
(atualizado às 13h15)
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Universidade passou a receber ameaças após estudantes realizarem atos em apoio a Lula
Universidade passou a receber ameaças após estudantes realizarem atos em apoio a Lula
Foto: Reprodução/TV Globo

A Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, acionou a Polícia Federal (PF) após receber denúncias de ameaças virtuais contra estudantes e contra o patrimônio da instituição. As mensagens começaram a circular depois que alunos foram às ruas em manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Entre os conteúdos compartilhados em grupos de aplicativos e redes sociais estão ameaças de agressão física, referências ao uso de armas brancas e mensagens sobre um possível plano para incendiar a universidade. “Vamos tacar fogo na UFF”, diz um dos trechos.

A instituição informou que encaminhou às autoridades todo o material recebido por seus canais oficiais. Também pediu à Prefeitura de Niterói reforço na segurança do campus e determinou o aumento da vigilância interna.

Ameaças após manifestações estudantis

As mobilizações ocorreram em dois dias consecutivos. Na segunda-feira, 5, centenas de estudantes participaram de um ato em defesa da reeleição de Lula. No dia seguinte, uma nova manifestação foi realizada no Centro de Niterói. 

Na sequência dos atos, começaram a circular mensagens convocando pessoas para uma manifestação em frente à UFF. Algumas publicações ameaçavam agredir estudantes identificados como apoiadores do PT e mencionavam o uso de soco-inglês, canivetes, tintas verde e amarela e ovos, além de possíveis ataques incendiários contra a universidade.

Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Foto: Divulgação/UFF

Em uma das conversas compartilhadas, um participante divulga uma lista com o título “incendiar UFF de madrugada” e convida outras pessoas a participar. Outros trechos trazem ameaças direcionadas a alunos que estiveram nas manifestações.

Reitor afirma que universidade reforçou segurança

Diante das denúncias, o reitor em exercício da UFF, Fábio Passos, afirmou, em publicação nas redes sociais, que a administração adotou providências para proteger estudantes e demais integrantes da comunidade acadêmica.

“Como é de conhecimento de muitos de vocês, nossos estudantes têm feito manifestações pacíficas sobre a situação eleitoral atual, e eles fazem essa manifestação dentro do direito constitucional, que nossos estudantes têm, de expressar as suas ideias e as suas opiniões políticas. Ocorre que várias pessoas da comunidade têm nos avisado desde ontem que elas têm recebido várias ameaças pelas mídias sociais, pela internet, à sua integridade física e sobre danos à Universidade Federal Fluminense”, declarou.

Além do encaminhamento das denúncias à PF, a universidade comunicou o caso a outros órgãos de segurança e adotou medidas para ampliar a proteção nos locais onde mantém atividades.

“Tomamos todas as medidas necessárias, denunciamos essas ameaças à Polícia Federal, denunciamos ao município de Niterói, à Polícia Militar, à Polícia Civil e tomamos junto a a Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) todas as medidas para reforçar a segurança em todos os nossos campi - em todos os municípios que a UFF atua. Que a gente se mantenha sereno, tranquilo, mas assertivo na defesa da democracia”, afirmou.

Unidades suspendem atividades

As ameaças provocaram apreensão entre os estudantes e levaram unidades acadêmicas, como o Instituto de Letras, a suspender atividades. Alunos manifestaram receio de que as mensagens possam incentivar episódios de violência, mesmo diante de alegações de que parte do conteúdo teria sido compartilhada como uma “brincadeira”.

Em nota, a UFF informou que continua monitorando a situação em conjunto com os órgãos responsáveis. A instituição também reiterou o compromisso com a integridade dos estudantes, servidores e demais integrantes da comunidade universitária.

“Seguimos atentos à situação, pautando nossa atuação pela agilidade e responsabilidade, para garantir a segurança de toda a comunidade universitária, a preservação da vida e a proteção do patrimônio público”, afirmou a instituição.

Em nota ao Terra, a Polícia Federal afirmou que não se manifesta sobre eventuais investigações em andamento.

Fonte: Portal Terra
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