Após derrota para Lula, Flávio se recolhe em Brasília, evita exposição pública e visita Jair Bolsonaro; Lula faz reunião com ministros
Senador passou a noite em casa, no Lago Sul, acompanhado da esposa, e foi à residência do pai na manhã desta segunda-feira, 26
Um dia após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou esta segunda-feira, 26, sem declarações à imprensa ou aparições públicas. Pela manhã, ele visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, após passar a noite em sua residência, no Lago Sul, acompanhado da esposa, Fernanda.
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Por volta das 10h, um comboio deixou a casa de Flávio, localizada no Setor de Mansões Dom Bosco, em direção à residência de Jair Bolsonaro, no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico. O senador chegou ao local por volta das 11h. Ao longo do dia, não falou com jornalistas nem divulgou novas manifestações sobre o resultado eleitoral.
A visita ocorreu após o fim da suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia proibido Flávio de visitar o pai. Com o encerramento do prazo, em 11 de outubro, o senador voltou a ter autorização para os encontros. Não havia apoiadores em frente à residência do ex-presidente durante a visita.
Enquanto Flávio permaneceu longe da exposição pública, Lula cumpriu uma agenda de reuniões com integrantes do governo no Palácio da Alvorada. O presidente retornou a Brasília durante a madrugada e, às 11h, recebeu Oswaldo Malatesta, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República. À tarde, teve encontros com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, às 15h, e com o ministro da Defesa, José Mucio, às 16h.
O recolhimento de Flávio nesta segunda-feira contrasta com o tom adotado na noite de domingo, 25, quando se pronunciou após a derrota. Na ocasião, o candidato do PL rejeitou o resultado das urnas e anunciou que pediria a anulação da eleição.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições”, declarou. Em tom de confronto, ele acusou o ministro do STF Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, de interferir nas condições da disputa.
Flávio alegou quebra de isonomia e criticou uma decisão judicial que, segundo ele, teria alterado as regras durante a campanha. “Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada”, afirmou.
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