RS: 6 professores são presos por fraudes em bolsas de estudo

Operação PhD analisa desvios de pelo menos R$ 5,8 milhões em bolsas na Ufrgs

9 dez 2016
19h07
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UFRGS
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Foto: Diogo Sallaberry / Futura Press

Seis professores foram presos nesta sexta-feira (09) em decorrência da Operação PhD, que investiga fraudes no pagamento de bolsas de estudo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Conforme os dados repassados pela Polícia Federal, docentes e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade do Vale do Sinos (Unisinos) estão envolvidos nas irregularidades. Os seis prestaram depoimentos e estão detidos na superintendência da Polícia Federal em Porto Alegre, onde devem permanecer até terça-feira, quando vencem os mandados de prisão temporária.

Conforme averiguado pela Polícia Federal, os seis docentes estavam envolvidos em desvios de verbas de bolsas de estudos e programas de ensino na área de Saúde Pública da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A fraude era realizada a partir da inclusão de bolsistas sem vínculo com a UFRGS no sistema, gerando até R$ 6,2 mil mensais de lucro por nome aos suspeitos. Pelo menos 20 projetos estão sendo investigados, com prejuízo comprovado de R$ 5,8 milhões.

Além dos desvios de verba, também foram identificadas irregularidades em processos seletivos e de qualificação. Um estudante comprovadamente recebeu o título de mestre através da escola de enfermagem sem nunca ter frequentado as aulas, e também foi alegado que os beneficiários devolviam parcial ou integralmente os valores das bolsas aos professores. O pagamento fraudulento de diárias e serviços terceirizados também estão entre os crimes identificados. 

Os investigados responderão por associação criminosa, estelionato, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação. A UFRGS se pronunciou através de nota alegando que "foi surpreendida nesta sexta-feira (...) e que as denúncias ora veiculadas restringem-se unicamente aos programas citados; a UFRGS, até o presente momento, não foi procurada por nenhuma instância para tratar sobre o assunto; acompanha com muita atenção os desdobramentos das investigações; coloca-se à disposição para auxiliar em todos os esclarecimentos que se fizerem necessários para a elucidação dos fatos".

A Unisinos, onde atualmente leciona uma das investigadas, também emitiu nota e garantiu que "não tem vínculo com os projetos objeto da investigação (...) e que as ações da Polícia Federal não têm por alvo a Unisinos e que, dentre as pessoas referidas na investigação, está uma pesquisadora da Universidade que realizou seu mestrado e doutorado na UFRGS".

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Fonte: Especial para Terra
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